<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737</id><updated>2011-09-22T22:26:56.552-03:00</updated><category term='Amor'/><category term='ilhas'/><category term='São Paulo'/><category term='Paixão'/><category term='voos'/><category term='amores'/><category term='Sexo'/><title type='text'>Voos e Ilhas</title><subtitle type='html'>Mudanças, amizades, paixões, reflexões, viagens, descobertas e revoltas. 
Comédia e tragédia. 
Este é o espaço que revela como é o mundo visto por dois jovens  em cidades, vidas, e rotinas diferentes</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-40678203981004829</id><published>2011-06-08T19:04:00.003-03:00</published><updated>2011-06-08T19:42:35.919-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Paulistano, finalmente...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GkN0i11P8EA/Te_6vs7FN5I/AAAAAAAAALA/1KjjqeDiPdg/s1600/JLM-NatGeo-Sao%2BPaulo%2B%252818%2Bmillion%2529.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-GkN0i11P8EA/Te_6vs7FN5I/AAAAAAAAALA/1KjjqeDiPdg/s320/JLM-NatGeo-Sao%2BPaulo%2B%252818%2Bmillion%2529.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5615982957774059410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fote: google imagens&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Paulista - natural do estado de São Paulo. &lt;div&gt;Paulistano - natural da cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a conceituação linguística, eu nunca serei paulistano. Porém, desde sempre eu nutri uma paixão pela cidade de São Paulo. Acredito que o apaixonado a tal ponto que objetiva e torna-se habitante dessa capital tambem mereça a designação "paulistano". Afinal, passarei a enfrentar engarrafamentos, filas e outros problemas gigantescos que apenas uma metrópole com 11 milhões de habitantes possui. Já sou um apaixonado, curioso e entusiasta deste cenário e o principal, chego com muitos sonhos na bagagem, bem como o entusiasmo para realizá-los. Por que não poderia tambem ser considerado "paulistano"?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era um sábado chuvoso, dia 27 de maio... Acordei de madrugada para embarcar rumo à São Paulo. Ficaria hospedado no apartamento de um amigo enquanto procurasse emprego e apartamento. Tinha até o dia 13 para encontrar todas as soluções para as dúvidas, perguntas e ansiedades que me assombravam. Confesso que saí de Belo Horizonte dividido. Uma parte sentiu muita falta (quanto mais nos primeiros dias) da turma de amigos, do apartamento familiar e do clima quente dos mineiros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outra parte, mal poderia esperar para mudar de horizontes. Esse lado carregava o peso das escolhas erradas, dos traumas emocionais, das paixões mal sucedidas e da vida monótona que me acompanhava há alguns meses. Esse lado era pesado, mas não seria o impulso que me moveria em São Paulo, afinal eu levarei meus problemas aonde quer que eu vá, à menos que dê um fim definitivo, independente da localização geográfica.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me acostumar com o frio foi quase um tratamento. Estado nervoso exaltado, frio e uma certa saudade me atormentaram de novo. Tive medo de não ter forças pra continuar lutando por uma mudança. Porém, amigos, conhecidos e até os desconhecidos começaram a se mostrar mais solícitos do que um homem medroso imaginaria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sim, fui medroso. Tive medo de que São Paulo me engolisse. Aquela paisagem infinita de prédios, concreto, asfalto, carros e gente que tanto eu apreciava, passou a significar um ambiente estranho e hostil ao meu ponto de vista. Uma selva de frieza e praticidade extrema, mas que acabou sendo menos selvagem do que pareceu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o tempo, fui desvendando a metrópole. Vendo que cada coisa tem o seu ligar, cada pessoa enxerga diferente, mas respeita essa diferença (na maioria) afina, como é possível pensar uniforme com tanta gente? A infinidade de problemas passou a ser infinidade de oportunidades e soluções e a imagem da cidade foi mudando... Voltando a ser a São Paulo que conquistou espaço no meu coração desde que a conheci, quase 7 anos atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda continuo a procurar emprego, mas achei o apartamento (esse será o tema de outro post...) e em breve, me mudarei de fato. Mas já posso dizer que a cidade em que moro, mora também no meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-40678203981004829?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/40678203981004829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=40678203981004829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/40678203981004829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/40678203981004829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2011/06/paulistano-finalmente.html' title='Paulistano, finalmente...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GkN0i11P8EA/Te_6vs7FN5I/AAAAAAAAALA/1KjjqeDiPdg/s72-c/JLM-NatGeo-Sao%2BPaulo%2B%252818%2Bmillion%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3665741665891526890</id><published>2011-03-24T01:13:00.003-03:00</published><updated>2011-03-24T01:50:19.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>O dia em que Elizabeth Taylor morreu.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-fRHVhPZcZJw/TYrNeb5N2QI/AAAAAAAAAK0/JZtCFBgGjeo/s1600/Elizabeth-Taylor-in-Cleopatra-elizabeth-taylor-6523990-321-400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-fRHVhPZcZJw/TYrNeb5N2QI/AAAAAAAAAK0/JZtCFBgGjeo/s320/Elizabeth-Taylor-in-Cleopatra-elizabeth-taylor-6523990-321-400.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587504210474031362" /&gt;&lt;/a&gt;                                                     &lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fonte: Google Imagens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Foi uma quarta-feira...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu me levantei relativamente tarde. Já havia combinado com minha amiga de irmos à palestra da Azul Linhas Aéreas e fui despertado por uma mensagem dela. "Oi bonito, n vou trabalhar hj. Vamos nos encontrar?". Passavam das 10 da manhã e eu ainda tentava calcular a hora em que a aula dela terminava versus quanto tempo eu tinha para me arrumar. Banho, arrumação da cama, um copo de leite e cereal e o computador ligando...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A rotina de sempre... E-mail, blogs, jornais e twitter. Quando vejo um amigo e seguidor  que havia escrito: Liz Taylor &gt; R.I.P.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qualquer sombra de bom-humor foi-se nesse instante. Aquela linda mulher que havia interpretado Cleópatra, musa da minha paixão pelo Egito... De personalidade forte, beleza estonteante e lindos olhos lilás... Elizabeth Taylor, é claro já não era a jovem de 1963, mas ainda assim a notícia me causou tristeza. Mesmo sabendo que ela não interpretava papéis no cinema, aparecia pouco na mídia... Ainda assim, era o fim de uma era. Me imaginei contando para algum jovem, décadas no futuro, de que me lembrava de Liz Taylor, quando ainda era viva...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O fim de uma era...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que minha amiga chegou, começamos a conversar e aquela notícia ficou distante... Menos fatalista.. Menos pesada. Almoçamos juntos e passamos a tarde um em companhia do outro até as 17 horas. Seguimos para o auditório em que a palestra aconteceria. Uma fila grande se formou em ordem alfabética para a organização dos convidados. Pude encontrar velhos amigos do curso de comissário, professores, mas me senti um tanto fora do ninho, dentro da minha camisa social diante de todos os outros trajando ternos e blazers.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A palestra começou uma hora após o previsto - Mas fazemos parte da aviação brasileira. Atrasos são costumeiros companheiros de qualquer profissional do ramo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, os executivos responsáveis pelos tripulantes de voo da Azul começaram a apresentar sua empresa. Valores, marcas, peças-chave de estratégias, o que eles procuravam nos profissionais... Pouco à pouco o "1º encontro mineiro de aviação" foi tomando forma de um "Open Day da Azul Linhas Aéreas", mas isso ainda não era certo. 160 olhares interessavam-se cada vez mais pela política amistosa que nos apresentavam conforme os slides eram trocados, lembro-me de ter visto inúmeras fotos de Embraer's voando por céus límpidos... Azuis! A paisagem de solo predominante era o Pão de Açúcar e mesmo os recém-adquiridos ATR's fizeram parte das imagens.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O palestrante fez uma pausa na foto em que lemes "azuis" alinhados em perfeição dominavam o pátio do Aeroporto de Campinas - Viracopos. Segundo ele, de 18 decolagens por dia, desde que a Azul chegara à cidade fazendo dela seu hub, esse número aumentou para 110 decolagens por dia. 9 da manhã, 3 da tarde e 9 da noite, os Embraer's completavam qualquer vazio que houvesse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A palestra transcorreu interessante e, no final...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-A Azul tem uma surpresa pra vocês da Esaer. Foi combinado com a coordenadora uma lista com 15 nomes. Esses foram os alunos que tiraram as melhores notas. E estes alunos já estão convidados à participarem da seleção de tripulantes da Azul. Esse processo acontecerá até maio ou junho, mas todos serão chamados para fazer a seleção. Conforme dizemos o nome, por favor levantem-se. Vocês decidem se querem aplaudir um de cada vez, ou todos no final... O primeiro nome é: Ranieri Eustáquio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minhas pernas tremeram, minhas mãos geladas transpiravam e minha respiração deixou a calmaria para um instante de adrenalina... Não consegui parar de sorrir enquanto o auditório me aplaudia. Só pude escutar minha amiga ao meu lado dizer: "Ai! Que lindo!!!" Então, ao procurar a cadeira com as mãos para me sentar, a coordenadora de cursos fez um gesto para que eu fosse para a frente do palco.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Outros nomes foram chamados e o pessoal se formou em fila, aplaudindo os companheiros. Quatro amigos meus foram chamados à frente. Dividíamos o mesmo sorriso... Não conseguia pensar no que estava acontecendo realmente. Um turbilhão de fantasias dominava minha mente. Campinas, uma sala de treinamento, o corredor de um Embraer, o unifrome Azul, tripulantes sorrindo comigo, minha mudança para São Paulo. Foi difícil colocar meus pés no chão em meio à tanta adrenalina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a palestra acabou e eu cheguei em casa, só pensava em contar para minha família e meus amigos. Fiquei algumas horas na internet conversando com todos, tentando fazer minha mente vagar em realidades, o mais real possível. Sei qual é o meu vício de fantasiar e queria fugir dele ao máximo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram uma hora da madrugada e todos tinham ido embora. A janela de arquivos salvos acusava o mais recente. Aquele que eu tinha "baixado" durante a tarde e já me esquecia. "Who's Afraid Of Virginia Woolf" - Elizabeth Taylor e Richard Burton contracenando em 1966. - O dia mais feliz para mim de 2011,  até agora, tinha sido infelizmente... O dia em que Liz Taylor se foi...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3665741665891526890?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3665741665891526890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3665741665891526890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3665741665891526890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3665741665891526890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2011/03/o-dia-em-que-elizabeth-taylor-morreu.html' title='O dia em que Elizabeth Taylor morreu.'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-fRHVhPZcZJw/TYrNeb5N2QI/AAAAAAAAAK0/JZtCFBgGjeo/s72-c/Elizabeth-Taylor-in-Cleopatra-elizabeth-taylor-6523990-321-400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6966547152658832842</id><published>2011-03-06T11:56:00.004-03:00</published><updated>2011-03-06T12:36:50.039-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Esperando...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-p4P5heIBWsA/TXOglGcNadI/AAAAAAAAAKs/HJC9969akJs/s1600/OgAAAB55jJ9yUueq7GqZlrHKBXRsb9UNb1RM-eoK-OlP1QrwUqK8GOJ1kybh07kEEhM54WhISC_PFjDTmp4jIIuwwMIAm1T1UNaK8QDb9UgXtcoNYJSnno5G6pxt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 271px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-p4P5heIBWsA/TXOglGcNadI/AAAAAAAAAKs/HJC9969akJs/s320/OgAAAB55jJ9yUueq7GqZlrHKBXRsb9UNb1RM-eoK-OlP1QrwUqK8GOJ1kybh07kEEhM54WhISC_PFjDTmp4jIIuwwMIAm1T1UNaK8QDb9UgXtcoNYJSnno5G6pxt.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5580980922486712786" /&gt;&lt;/a&gt;                                             &lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fonte: Arquivo Pessoal&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Sete horas da manhã, os lençóis desarrumados e o travesseiro umedecido pelas lágrimas. Uma incerteza. Uma decisão pra ser tomada. Tudo que sei é que depois da mentira contada na noite anterior, mentira essa que me fizesse parecer calmo, mais adulto, mais desapegado... Não surtia efeito nenhum para minha tranquilidade. E a agonia das incertezas estavam se prolongando. Uma espera declarada que me custara alguns meses, agora prometia ser indefinida... Até que ele se interessasse de novo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Vários tópicos giravam na minha mente e essa já apresentava sinais físicos de que não comportaria tanta pressão por muito tempo - dor. Dor de cabeça que transferia para o físico o que eu sentia no emocional. Quando e porque eu perdi o interesse dele? Se eu tivesse feito diferente aqui, ali... Maldita hora em que fui pedir o contato de alguém que estava longe... E agora ele aqui, tão perto e mais distante que quando estava realmente longe... Mais dor. Mais lágrimas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;E a próxima espera? Seria com que objetivo? Já tinha a confirmação por todos os sentidos de que não sentíamos o mesmo tanto de "gostar". Eu me apaixonei enquanto ele desapaixonou. Reconhecer o "mais uma vez", doía. Imaginar o quão especial ele tinha sido em dois meses pra mim e agora, eu não poderia fazer nada à respeito... À não ser esperar que, talvez um dia? Quem sabe? Meu egoísmo me impressionou, desconsiderei a "não-vontade" dele, em favor da minha vontade... Esperei um pouco mais, quis seduzir, quis procurar - mas nem tanto, para não parecer chato... Sem obter respostas. Sem retorno. Eu acenava e ele me via, mas não me notava como eu queria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Então, tudo acabou me levando à solução final - O afastamento. Reconhecer o fim, sofrer com isso por um tempo e depois, seguir em frente. Me levantei, liguei o computador, o relógio marcava 8:30. A página da internet não carregou. Talvez para que eu pensasse um pouco mais se faria o que era certo. E assim, a primeira página da rede social, a busca, o nome... A foto. Ah, a foto... Me levou alguns segundos para desviar os meus olhos reais dos olhos e do sorriso virtual dele. Doeu um pouco mais. Selecionei mensagens e descarreguei nas letras, desculpas pela mentira que tinha contado, justificativas, intenções e finalmente, a aceitação de um fato consumado. Uma súplica que ele perdoasse o meu afastamento, a minha exclusão dele como "amigo", por que afinal tudo até ali tinha sido virtual, então... Tudo pareceu importante... Não sei até que ponto seria pra ele, mas pra mim... Só de imaginar a sequencia de dias vendo ele sorridente, ainda que estático na tela do meu computador, saber o que ele anda fazendo, saber que eu não era nem uma mínima razão daquele sorriso, enquanto eu lutava pra deixar de gostar tanto assim, seria pra mim, mais que o suportável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Só que terminei a mensagem e não consegui enviar. Salvei-a nos arquivos do meu computador enquanto me perguntava em voz alta "tem certeza de que é isso que você quer?" Não respondi, apenas precisava pensar um pouco mais. Assim que voltei pro quarto e olhei o teto, imaginei as consequencias das duas atitudes. Fingir que não quero tanto assim e esperar que um dia, ou eu superasse, ou ele se apaixonasse? Mas à custo de percebê-lo tão perto, sem poder estar com ele... À custo de uma mentira... E o principal, gostar tanto de quem não gosta tanto... Ou dizer a verdade, cortar os laços, enlouquecer com a saudade durante alguns dias, sofrer as recaídas, correr o risco de ficar estranho ao vê-lo na rua...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;No final das contas as duas atitudes se resumiram à esperar e à decidir. Como eu cheguei até essa situação esperando, optei dessa vez por decidir. Liguei o computador novamente enquanto sentia o gosto amargo da perda, de reconhecer o fim de um desejo que nem foi vivido... A mensagem já estava pronta, então copiei e colei a minha última conversa com ele. Li o conteúdo uma vez mais com a visão embaçada pelas lágrimas, com o peito apertado pelo peso da realidade. Realidade que eu tentei negar por mais de um mês e que agora, eu me rendia. Um clique - enviar. Pronto. As páginas já estavam abertas para que eu o excluísse das redes sociais... À cada "x", uma confirmação... E doeu ainda mais precisar confirmar que estava excluindo ele por três vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Agora a chuva ainda cai, a saudade começou a se assentar... O carnaval deixou tudo vazio. Definitivamente, é a pior época do ano para que isso aconteça com alguém. Tenho medo ainda do tanto que vou sentir a falta dele, tenho medo do tempo que isso vai levar... Espero ler isso um dia com o coração tranquilo... Sem lágrimas nem insônias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Abraço pra você...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6966547152658832842?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6966547152658832842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6966547152658832842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6966547152658832842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6966547152658832842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2011/03/esperando.html' title='Esperando...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-p4P5heIBWsA/TXOglGcNadI/AAAAAAAAAKs/HJC9969akJs/s72-c/OgAAAB55jJ9yUueq7GqZlrHKBXRsb9UNb1RM-eoK-OlP1QrwUqK8GOJ1kybh07kEEhM54WhISC_PFjDTmp4jIIuwwMIAm1T1UNaK8QDb9UgXtcoNYJSnno5G6pxt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-7486011797724387641</id><published>2011-02-09T19:19:00.004-02:00</published><updated>2011-02-09T20:18:22.629-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>12 de Janeiro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TVMSk-n6GZI/AAAAAAAAAKk/c4wV6aeLEfA/s1600/P1200161.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 246px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TVMSk-n6GZI/AAAAAAAAAKk/c4wV6aeLEfA/s320/P1200161.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571817590482409874" /&gt;&lt;/a&gt;                                             &lt;span class="Apple-style-span" &gt;Fonte: Arquivo Pessoal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Dia da prova.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A prova"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante um bom tempo, o substantivo mais usado no curso de comissários. As variações incluinham "provinha da Anac" e simplesmente "Anac". Explico às pessoas que, é tal qual uma "O.A.B." para comissários de voo. A confirmação da capacidade técnica de um profissional que, passando nesta prova com 70% de aprovação em quatro matérias, estará apto à entregar seu currículo como candidato às vagas das empresas aéreas para comissários.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim como o vestibular está para o colegial, a prova da Anac está para a escola de comissários. As recomendações, provas, questões... Toda a preparação teórica é feita com o objetivo de que sejamos aprovados na prova da Agência Nacional de Aviação Civil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando iríamos fazer essa prova. A dúvida que ninguém respondia mencionando a data exata, ao invés disso, partilhamos da resposta uniforme: "assim que meu nome sair no registro do site da Anac". E comigo não foi diferente. Numa madrugada de dezembro, enfim o registro figurou na tela do meu computador. Depois de três buscas terminando em nada, não me contive ao exclamar "Até que enfim!". Na mesma madrugada, imprimi o Guia de Recolhimento da União para as quatro matérias e o pagaria no dia seguinte. Segundo o protocolo, eu devia esperar 5 dias para que a transação fosse confirmada e os registros me concedessem a marcação da data de prova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Combinei com três colegas de irmos no fim da semana seguinte ao aeroporto da Pampulha. Era uma sexta-feira ensolarada, dia 17 de dezembro. Desci do ônibus azul na praça Bagatelle exatamente um ano depois em que, do outro lado da rua, não conseguia controlar as lágrimas enquanto conversava com meu pai ao telefone dizendo que não suportava mais a idéia de me tornar piloto. Um ano depois que uma outra prova da Anac foi feita e eu, reprovado. E eu, reprovava de vez minha carreira de piloto comercial.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não pude evitar que me viesse a recordação daquele dia. Agora, de humor renovado, seguia confiante em direção à sala que encerrara um caminho, agora solicitava seguir por outro. Não muito distante, mas com certeza mais amadurecido. Sentamos no terraço do aeroporto que ainda continua sendo aberto. O motor de dois ATR's rasgavam o silêncio do mirante vazio e imaginamos, observando a tripulação ir para as aeronaves se demoraríamos a seguir por aquele mesmo ritmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiro meus colegas. Então eu marquei a minha data, acompanhando a vontade comum de fazer o teste em São Paulo e, decidida na gerência da Anac mesmo, a data de 12 de janeiro do ano seguinte. Ainda consegui me safar de uma matéria por ter o brevê de piloto privado!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passados natal, ano-novo e de volta à Belo Horizonte, estudei uma média de duas horas por dia (não exatamente todo o dia), mas conforme o dia 12 ia chegando, uma sensação de ansiedade misturada com pânico foi tomando conta da minha sanidade e afugentando meu sono, apetite e principalmente, minha tranquilidade. Passagens compradas para às 6 horas da manhã, não consegui dormir nada do dia 10 para o dia 11. Então, me apossei de uma recomendação em que a química venceria o meu psicológico e "apaguei" cerca de 11 horas da manhã do dia 11.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acordei às 9 da noite trocando o dia pela noite. Um tanto zonzo depois de 10 horas de sono quando na semana anterior dormir 6 horas seguidas era um caso raro, arrumei todos os documentos, currículos e meu paletó. Tentei me entreter na internet até o horário de sair de casa para o aeroporto. Check-in feito, encontrei com mais três amigos que fariam a prova no mesmo dia. Combinamos de chegar de manhã e estudar até a hora do almoço. Faríamos a prova às 13 da tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa sala congelante pelo ar-condicionado, 20 computadores aguardavam os candidatos após o instrutor dizer: "Podem escolher qualquer uma das máquinas". Sentei e imediatamente senti as palmas das mãos frias e suadas. Esfreguei-as pensando que tudo que eu poderia fazer até ali, tirando ficar calmo já estava feito. O computador iniciou o sistema de provas automaticamente, preenchi meu número de inscrição e, aguardando a ordem do instrutor, a prova começou às 13:30 da tarde.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na primeira questão eu já me desesperei. "Como virar um bote numa sobrevivência no mar?" Eu buscava todas as maneiras possíveis de ligar a pergunta com o que falou-se em sala de aula, com o que li nas apostilas, sem sucesso. Todas as alternativas pareciam absurdas e confusas. Parti para a segunda questão. Sem melhoria. "Que parte da casca você usa para fazer farinha?" Diabos! Nunca aprendi a fazer farinha nos exercícios de sobrevivência! Entrei em pânico e pensei que realmente não seria dessa vez que passaria na prova da Anac. Assim, me rendi a fazer o melhor que podia nas questões subsequentes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, apenas as duas perguntas iniciais me soaram absurdas. As seguintes se mostraram bem mais adequadas ao que tinha estudado até então. Voltei diversas vezes nas que me deixaram mais em dúvida, fiz o que todos aconselhariam errado - substituí alternativas, movido mais pela esperança que pela certeza. E ao clicar em "encerrar a prova" senti meu coração subir pela garganta. Uma janela abriu destacando o seguinte: "Tem certeza de que terminou sua prova?" Com o coração agora na boca, cliquei em "sim" e esperei. Foram os 3 segundos mais longos da minha vida. Mais longos que os que você aguarda o Turbo Drop despencar você de uma altura de 60 metros. E então, li nas letras vermelhas e em caixa alta "APROVADO".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Expirei e não emiti um som além desse. Peguei minha mochila e saí da sala de provas. Ao chegar na recepção, dois amigos me olharam como quem aguarda notícias de uma cirurgia de risco num hospital. Então eu sorri. E recebi seus sorrisos de volta. Finalmente pude sentir um pouco de calor corporal percorrer meu coração disparado e minhas mãos frias e trêmulas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, a alegria não foi completa. Dos 5 ex-alunos da Esaer, dois não passaram naquele dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com a ajuda de Maria, uma grande amiga que mora em São Paulo, fui com meus amigos à academia da Tam, entregar nossos currículos e vestidos à caráter. A recepção foi fria e intimidadora. O prédio do CTA apareceu à mim pela primeira vez altivo, entre as árvores da rua Ápia, cercado de treinandos trajando o uniforme de trabalho das suas funções. Agentes de aeroporto e comissários nos olhavam enquanto chegamos próximos do portão. O segurança - como é de praxe entre eles - com cara de poucos amigos nos abordou com um seco "boa tarde". Respondemos que pretendíamos deixar nossos currículos. Ele cerrou os olhos e percorreu cada centímetro de altura que tínhamos com um olhar céptico, quase agressivo. No fim, abriu o portão e nos deixou entrar. Ao que respondemos "muito obrigado".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pisava pela primeira vez no meu sonho. Agora real, o chão do Centro de Treinamento da TAM linhas aéreas não era muito acolhedor enquanto ainda éramos vítimas dos olhares inquisitivos dos treinandos. Seguimos à recepção e fomos saudados com um sorridente "boa tarde" de uma moça simpática. "Viemos entregar nossos currículos para o RH". Imediatamente a moça deixou de ser simpática e fez cara séria: - Não recebemos currículos de papel. Vocês podem se cadastrar pelo site. "Mas teria algum lugar onde poderíamos deixar?" Um "não" simples foi a resposta. Nada tínhamos mais à dizer à não ser "obrigado".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao cruzar o portão e agradecer novamente o segurança, uma treinanda nos abordou perguntando de estávamos lá para deixar currículos. Dissemos que sim, ao que ela aconselhou: "Por aqui eles não pegam currículos, mas vocês podem enviar para este site." Perguntamos sobre o treinamento e agradecemos muito pela ajuda que ela nos prestou, de maneira tão altruísta. No fim daquele dia, eu havia decidido que até aquele momento, tudo estava correndo tão depressa que eu não conseguia pensar direito no próximo passo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Decretei férias. Até o carnaval meu currículo ficaria nas minhas mãos. Depois de dois meses de idéias trabalhadas, pensamentos realistas, menos idealizações... Só então eu enfrentaria as seleções. E decidi tambem que, antes de qualquer seleção, a primeira tentativa seria o meu objetivo tão sonhado. Por enquanto tem sido assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voltei à Belo Horizonte à noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-7486011797724387641?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/7486011797724387641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=7486011797724387641' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7486011797724387641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7486011797724387641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2011/02/12-de-janeiro.html' title='12 de Janeiro'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TVMSk-n6GZI/AAAAAAAAAKk/c4wV6aeLEfA/s72-c/P1200161.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3348453910329152655</id><published>2010-12-25T20:47:00.005-02:00</published><updated>2010-12-26T16:53:08.965-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>A greve que não aconteceu...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TReOoZf_c3I/AAAAAAAAAKM/lPQGEI5jK38/s1600/grevegrande.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 154px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TReOoZf_c3I/AAAAAAAAAKM/lPQGEI5jK38/s320/grevegrande.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555065490075775858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                            &lt;span style="font-size:78%;"&gt;fonte: &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ligacaodireta.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 23 de dezembro, Brasil. Ano de 2010. Um dia que entraria na história do país como um momento histórico. Uma greve em massa de aeronautas estava programada para iniciar às 5 horas da manhã. O motivo: reajuste salarial. A categoria dos aeronautas requeria um aumento de 15% inicialmente, flexibilizando para 13%. No entanto, o sindicato das empresas aéreas apenas cedia em 6,08%. O impasse da última reunião no dia 15 tinha se mantido. Era hora de entrar em ação.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Às vésperas do feriado com maior número de tráfego aéreo do país, pilotos, comissários e agentes de aeroporto entre outros funcionários iriam cruzar os braços e pressionar por um aumento decente para aeronautas e aeroviários. O caos não poderia ser calculado. Muitos passageiros ficariam sem poder embarcar, o governo enfrentaria uma crise maior da que houve após o acidente da Gol em 2006 e posteriormente, no final de 2007.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo preparado para interditar os céus brasileiros de uma maneira nunca antes vista. Eu, acompanhei via sites de notícias, as últimas horas antes da greve para saber como a situação iria ficar. 23 de dezembro pormetia... Por volta das 3 da manhã, um amigo comissário estava conversando comigo via msn dizendo que voaria sim no dia 23. Preguntei o motivo pelo qual ele não iria aderir a greve. Então veio um banho de ceticismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele momento não parecia mais a hora de mudanças. Parecia que a greve iria acontecer pela minoria, se acontecesse. O presidente se pronunciara na noite anterior chamando a decisão do sindicato dos aeronautas de irresponsável. Justamente um presidente sindicalista, que defendera e organizara várias greves ao longo da sua carreira como oposição de governo. O comissário me dizia que nenhum colega colocaria a "cara à tapa". Se o comandante dizer "vamos embarcar", ai de quem não acompanhasse. E assim, a categoria se mostrava pra mim como um grupo que exerce função igual, mas de união ridícula. Cada um pensava nas retaliações e ambições pessoais, se esquecendo de lutar em conjunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eram 5 da manhã e veio a notícia: "Justiça federal proibia greve de mais de 20% dos profissionais aumentando a multa de descumprimento, ao invés de 100.000, para 3 milhões de reais. Na sequencia, todo o esforço de greve parou. O sindicato cancelou a decisão da greve e o dia 23 amanheceu sem mudanças, sem nenhuma paralisação, com os atrasos costumeiros de um período pré-natalino. Funcionários foram assumir seus postos sem alteração salarial e o ministro da defesa declarou a decisão de não paralização, como sensata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil continuou o mesmo no final da primeira década do século XXI para os aeronautas e aeroviários. Exigentes companhias e salários longe de serem considerados justos. Mas o pior, mais uma vez o esforço conjunto de ações judiciais e governamentais que ferem o princípio constitucional tornaram inalteradas mudanças sindicais importantes. Uma vez mais o brasileiro preferiu manter o seu do que bater de frente. Dizem que as negociações continuarão. Talvez para manter a tradição de que nesse país, tudo muda com séculos de atraso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3348453910329152655?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3348453910329152655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3348453910329152655' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3348453910329152655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3348453910329152655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2010/12/greve-que-nao-aconteceu.html' title='A greve que não aconteceu...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TReOoZf_c3I/AAAAAAAAAKM/lPQGEI5jK38/s72-c/grevegrande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-7299226831931591515</id><published>2010-12-19T00:12:00.008-02:00</published><updated>2010-12-20T16:05:07.994-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Propósito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQ-ZDB18enI/AAAAAAAAAJ4/otONqI0zntU/s1600/airplane-flight-attendant-552lm100509.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQ-ZDB18enI/AAAAAAAAAJ4/otONqI0zntU/s320/airplane-flight-attendant-552lm100509.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5552825142884465266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                  &lt;span style="font-size:78%;"&gt; Fonte:  &lt;a href="http://pastorgregumc.files.wordpress.com/2010/12/airplane-flight-attendant-552lm100509.jpg"&gt;http://pastorgregumc.files.wordpress.com/2010/12/airplane-flight-attendant-552lm100509.jpg&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=138171&amp;amp;channel=47"&gt;http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=138171&amp;amp;channel=47&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem à tarde, navegando pelos fórums sobre aviação, encontrei uma postagem à respeito da entrevista que um comissário da Tam fez ao jornal "Bom dia SC". Ultimamente tenho acessado todas as informações sobre carreira de comissário possíveis. Então, achei relevante dar uma olhada em mais esse vídeo. Durante a entrevista eles comentam sobre o salário e falam um pouco à respeito da escala de trabalho complexa que um profissional desta categoria enfrenta.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, à certa altura eles o perguntam sobre qual seria o motivo que leva alguém a ser comissário de voo. A resposta do entrevistado me deixou surpreso. "A confusão quando você vai entrar para a faculdade". Aparentemente segundo ele, ser comissário é algo que você faz quando não tem mais nada que quer fazer. Será mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Parei para pensar um instante se o meu caso é esse. Se eu quero ser comissário porque estou confuso. Será que eu decidi seguir essa carreira única e exclusivamente porque não tenho objetivo profissional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando friamente os últimos seis meses, as iniciativas que eu tomei à respeito da formação como comissário de bordo e dos meus planos atuais, cheguei à conclusão de que esse não seria o meu caso. Posso estar hoje tão empolgado como já estive quando entrei para a faculdade de ciências aeronáuticas, mas meus objetivos são mais sólidos, mais realistas. Não, ao invés de "aceitar" eu realmente quero ser um comissário de voo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive mais uma preocupação com essa entrevista: e se a maioria realmente estiver seguindo o padrão que o entrevistado disse? E se os comissários de voo estão lá apenas por não saberem aonde mais estariam? Se isso for verdade, é uma pena. Ser agente de segurança à bordo de uma aeronave é de suma importância. Mesmo que a maioria dos passageiros não percebam isso e nos vejam apenas como "garçons". Nada contra os garçons, já fui um! Porém no caso de uma despressurização, um pouso forçado ou de emergência, são os comissários quem estarão à frente da situação. Eles serão a ponta de lança no trato com os passageiros enquanto os tripulantes técnicos buscam operar a aeronave, íntegra até o pouso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu entendo porque muita gente não percebe que essa tarefa é nossa principal função. Voar é seguro, as fatalidades são poucas - Ainda bem! É apenas na hora que "o bicho pega" que um comissário mostra para que passou por meses de formação e anos de reciclagem. Por isso fiquei decepcionado com a visão do meu futuro colega de profissão. Senti sua declaração verdadeira, porém é uma verdade triste. Espero que existam mais profissionais que encarem o trabalho com mais entusiasmo e objetivo. Eu sei que eu vou. Quero ser reconhecido pelo meu desempenho, pela minha dedicação e principalmente pela minha paixão pela profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&amp;amp;contentID=138171&amp;amp;channel=47"&gt;&lt;/a&gt;Abraço pra você!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-7299226831931591515?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/7299226831931591515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=7299226831931591515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7299226831931591515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7299226831931591515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2010/12/proposito.html' title='Propósito'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQ-ZDB18enI/AAAAAAAAAJ4/otONqI0zntU/s72-c/airplane-flight-attendant-552lm100509.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4327549300991398854</id><published>2010-12-14T03:55:00.004-02:00</published><updated>2010-12-14T04:24:23.849-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Borrão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQcMevIrYgI/AAAAAAAAAJw/ZCuqpeWtOFQ/s1600/blurry_20030715.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQcMevIrYgI/AAAAAAAAAJw/ZCuqpeWtOFQ/s320/blurry_20030715.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550418787945898498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;                                                                                                                         Fonte: google imagens&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Numa madrugada sem idéias eu me deixo levar pela memória. Faz um bocado de tempo que não posto nada - agora mesmo percebi que em 2010, escrevi contando com essa, apenas 3 postagens! Sorte a minha que a paciência do google com blogueiros descompromissados é grande.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não foi por falta de assunto que eu deixei de postar. Na verdade, não sei direito o motivo. Talvez porque 2010 foi pra mim o ano da espera. Esperei para ver o que aconteceria comigo depois de desistir da carreira de piloto comercial, sonhada por pelo menos dezenove anos. Mas enfim, não pretendo discorrer sobre isso. Se algum dia eu conseguir ver o todo, escrevo à respeito. Nem um ano foi suficiente para que eu visse "a idéia geral" ou o motivo real.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegando o fim do ano, tive a impressão que os últimos 365 dias foram um sinal vermelho. Estacionei e assisti à passagem das pessoas pela faixa de pedestre. Fiquei apenas de longe, observando, talvez entretido demais no som do carro, pensando se eu virava a esquina ou seguia em frente, se iria chegar atrasado demais no meu destino... Fiquei apenas aonde eu estava... Por um ano inteiro. Essa foi a sensação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Insanidade é você fazer a mesma coisa repetidas vezes, esperando resultados diferentes." Einstein estava certo. Eu comprovei vivendo os mesmos erros, as mesmas expectativas e recebendo respostas iguais. Perdi meu tempo no mundo platônico dos sentimentos, me envolvendo por pessoas que só existiam na minha mente - ao menos a personalidade que eu teimava em perceber e que não era a real. Talvez tenha sido uma fuga para não lidar com problemas maiores, ou seja uma disfunção emocional que tenho que trabalhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho receio desses assuntos se tornarem pessoais demais, mas sendo que pouquíssimas pessoas conhecem esse blog, não me preocupo tanto. Espero que assim continue...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dentro de dois meses eu mudei meu caminho; de faculdade de história para curso de comissário. Ainda não tenho argumentos reais que comprovem ser este um fim mais concreto do que a última área dentro da aviação que eu tentei. Nem mesmo eu tenho mais certeza se chegarei ao final. Não posso mais garantir isso à ninguém. O que me resta é tentar. Tentar alterar minhas desistências, conseguir me virar em termos de dinheiro e me firmar num emprego.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não é muita coisa e, se comentasse isso numa entrevista de emprego, estaria reprovado. Mas é o que eu tenho. Vontade de mudar, Por enquanto é só... Assim, vou vendo se isso tudo é fogo de palha mais uma vez, ou se essa postagem pode representar o início de algo novo, de um período mais produtivo... É 2011, me dá a chance de mudar que eu tento de verdade dessa vez!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4327549300991398854?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4327549300991398854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4327549300991398854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4327549300991398854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4327549300991398854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2010/12/borrao.html' title='Borrão'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/TQcMevIrYgI/AAAAAAAAAJw/ZCuqpeWtOFQ/s72-c/blurry_20030715.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5791432625168173101</id><published>2010-01-15T13:56:00.005-02:00</published><updated>2010-03-01T12:39:41.368-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Observações em um dia de chuva...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S1CdTPnY-CI/AAAAAAAAAJg/-hcH5qmMxp0/s1600-h/Belo+Horizonte-MG+10-02-09+%28Jakson+Romanelli%29+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S1CdTPnY-CI/AAAAAAAAAJg/-hcH5qmMxp0/s320/Belo+Horizonte-MG+10-02-09+%28Jakson+Romanelli%29+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5427010504916269090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                             Fonte: deolhonotempo.blogspot.com/2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você olha para o horizonte - céu límpido, tal e como uma cena de paisagem digna dos cenários renascentistas. Sorri. Porém, como num filme de comédia, os outros 180º de visão que não tem, denunciam uma tempestade que pode se tornar a próxima manchete catastrófica. Então sai e não leva guarda-chuva, sombrinha nem capa de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso normalmente acontece... E mais frequentemente do que gostariam os desprevenidos - como eu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar chuva em Belho Horizonte é um convite à estudo antropológico. Depois de quatro anos ainda não consigo entender o que leva o belo-horizontino a ter tanto gosto pela chuva! &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vamos sair, está chovendo! Mas não para tomar chuva... Para andar de carro!&lt;/span&gt; E assim, cria-se uma "meleca" de proporções monumentais. O povo da capital mineira não gosta de tomar chuva, mas não resiste à sair de carro colaborando nos engarrafamentos, fechando cruzamentos. Às vezes até desavisado que, exatamente aquela tarde chuvosa foi escolhida à dedo por sua bateria para te deixar na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BH se torna lenta, praticamente um elefante! Pesada de tanta gente andando à passo de procissão - já que mineiro adora um "munturum de gente andando devagarim" - das micaretas na Bahia, passando pelos carnavais em Diamantina e Ouro Preto às celebrações de santos católicos! Se você for como eu, um reles pedestre que almeja ter um carro, mas se apavora ao ouvir as expressões "preço da gasolina", "seguro obrigatório" e "I.P.V.A.", com certeza terá um compromisso inadiável bem no momento da tormenta. E Deus, uma semana atrás sabia exatamente daquilo, no momento em que você agendou tal compromisso. Ele te avisa? Não, vossa majestade celeste contenta-se apenas em dar uma risadinha di-vi-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje você se preparou. Pegou o guarda-chuva encostado há meses, preparou tudo de maneira que ficasse ao alcance das mãos e colocou aquela "roupa-de-tomar-chuva" com toda a presteza. Você pode até não saber, mas ela servirá SOMENTE para este propósito. Saindo de casa, o ponto de ônibus está perto. Porém, a chuva sabe muito bem disso e faz sua apresentação antes do que você previa - sempre! Só pra você ter aquele momento de pressão psicológica no qual o ônibus (lotado - lógico, pois está chovendo) vem se aproximando e você tem de virar um contorcionista para segurar o guarda-chuva, alguma sacola ou mochila e ainda conseguir pegar as moedas que usará para pagar a passagem. Ao embarque conturbado segue a surpresa de constatar que nenhum dos bancos livres está seco. Você ficará em pé do lado daquele senhor com a trava da sombrinha desregulada e ela abrirá bem do seu lado, pois assim estava escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o tempo passa e os vidros fechados embaçam, o cheiro do ônibus se torna uma combinação de animal molhado, suor e mofo que você não sabe mais discernir qual fragância é qual naquele pout-pourri! Só quer saber em chegar logo no destino. A chuva percebe exatamente suas intenções e "engrossa o caldo". Enquanto desce os degraus da porta de desembarque, parece que a trava da sombrinha escolheu se esconder de você só para tornar esta aventura mais emocionante. Nada como um bom resmungo de alguém que descerá atrás de você e aguarda impacientemente pelo encontro de seu dedo com a trava do guarda-chuva, para incentivá-lo a achar mais depressa. E saindo do ônibus você encontra justamente aquela poça de água!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calcanhar de aquiles de qualquer ser-humano é ter suas meias encharcadas. Pode perceber, o humor decresce em progressão geométrica tal como uma lei da física. Então aquele é o momento da verdade - quantos passos mais você aguenta até sentir aquela irresistível vontade de ligar desmarcando o tal compromisso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividir a calçada (molhada!) com aquele exército de guarda-chuvas é uma tarefa que exige leis sociais bem estudadas, como por exemplo: Qual guarda-chuva vai por cima, o meu ou o seu? Enquanto nenhum dos dois cede, o encontrão é inevitável, afetando sempre um terceiro cidadão. Disso pra um "engavetamento de guarda-chuvas" é um pulo! Outra coisa interessante de se notar - o design! Pretinho básico continua sendo a escolha da maioria. Estampas com motivos florais deixam ainda mais elegantes algumas senhoras e moças enquanto causam grande constrangimento aos rapazes que não tiveram outra escolha. Existem também variações de modelo como sacolas de supermercados, lojas de marca e até quem sabe, seu animalzinho de estimação que estava dando uma volta contigo justamente na hora da chuva. Não interessa, os dois irão molhar, então porque não pegar aquele seu poodle chato e fazê-lo defender o dono das incontáveis gotas que escorrem pela fronte ou pela calça jeans já encharcada? Ele vai latir e se molhar de qualquer maneira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o objetivo fica no final "daquela" subida (em se tratando de BH, as chances são de 97%), você ainda precisa suportar a corrente de água descendente, os "buracos negros" de calçadas porcamente reformadas e nos cruzamentos, a água que sobe pela rampa de acesso aos cadeirantes. Pense que poderia ser pior - você poderia ser um cadeirante nessa situação toda. Mas não se importa, agora já está encharcado. Pode ser a "cereja do Sundae" com aconteceu comigo: Você chega no compromisso e descobre que chegou tarde demais. Reclamar? Bater o pé? Não adianta... Além do mais, a aventura de retorno promete. Tudo se repete com o adicional de que, na hora de sair do ônibus, seu guarda-chuva predileto resolveu ser altruísta e te poupar de abrí-lo. Mas cedo demais, de forma que fica bloqueando a porta de desembarque enquanto os passageiros te fuzilam os olhares. Engraçado constatar que até crianças entram no esquema desde cedo. Tomar chuva em Belo Horizonte é uma arte milenar, passada de pai pra filho por gerações e todos sabem muito bem o que fazer em cada emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entra no abrigo do seu apartamento, sobe o elevador e abre a porta. Olha a paisagem pela sacada- agora que está à salvo, a chuva parou. Se prestar bastante atenção, pode ouvir ao longe o som de uma risada di-vi-na.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra você que achou que este seria um texto com alguma mensagem de sabedoria, aí vai:&lt;br /&gt;Nem sempre a gente tem o que quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5791432625168173101?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5791432625168173101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5791432625168173101' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5791432625168173101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5791432625168173101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2010/01/observacoes-em-um-dia-de-chuva.html' title='Observações em um dia de chuva...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S1CdTPnY-CI/AAAAAAAAAJg/-hcH5qmMxp0/s72-c/Belo+Horizonte-MG+10-02-09+%28Jakson+Romanelli%29+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-8639086393828466444</id><published>2010-01-08T21:20:00.005-02:00</published><updated>2010-01-08T21:30:28.127-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Cancelas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S0e_-qfSWfI/AAAAAAAAAJY/ErhVhYkzWww/s1600-h/Cancela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S0e_-qfSWfI/AAAAAAAAAJY/ErhVhYkzWww/s320/Cancela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5424515359469361650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                                                                                            &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fonte: http://3.bp.blogspot.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem normalmente para restringir a entrada em alguns lugares. Na maioria das vezes você sabe muito bem o que fazer... Insira um tiket, um valor em cédula ou em moeda, apresente sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando você não sabe? Quando a cancela está ali, na sua frente lhe barrando o caminho e você não tem idéia do que fazer para permitir sua passagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma oportunidade de emprego não te aceita, um ficante não se torna "algo mais", uma patologia se torna crônica ou simplesmente você recebe um "não" de alguém. O que fazer para aquela cancela específica? Porque cada uma tem um preço, um documento, uma ação específica pra ser realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que as vezes, não vale à pena o que está do outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser um destino...&lt;br /&gt;Pode ser alguém...&lt;br /&gt;Ou até, quem sabe...&lt;br /&gt;Pode ser uma vida de piloto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-8639086393828466444?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/8639086393828466444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=8639086393828466444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8639086393828466444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8639086393828466444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2010/01/cancelas.html' title='Cancelas'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/S0e_-qfSWfI/AAAAAAAAAJY/ErhVhYkzWww/s72-c/Cancela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-1998969402968980156</id><published>2009-12-18T18:43:00.004-02:00</published><updated>2009-12-18T19:21:47.160-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>2009-Grandes mudanças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SyvyYR1LI3I/AAAAAAAAAJQ/CLfz4DfhakM/s1600-h/ano-novo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 236px; height: 167px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SyvyYR1LI3I/AAAAAAAAAJQ/CLfz4DfhakM/s320/ano-novo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416689475760366450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chegou ao final mais um conjunto de 365 dias que denominamos de "ano". O ciclo engloba uma série de acontecimentos, pessoais e sociais que modificaram (alguns ainda estão modificando) a vida de tanta gente. Cada um tende a caracterizar o ano de "bom" ou "ruim" à depender de quais foram esses acontecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a nossa limitada percepção caracterize um ano ruim, por causa de uma derrota, um resultado negativo ou uma demissão, à longo prazo e dependendo do nosso "jogo de cintura", isso pode se transformar na melhor dádiva - ou, em respeito à época, num presente de natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara, eu já digo que 2009 foi um ano de mudanças. Não só pra mim, mas pra muitas pessoas que me cercam (para não dizer todas). Destinos mudaram, planos se alteraram completamente e pessoas nos deixaram. Mesmo assim, chegamos ao final desse ciclo vivos! Respirando, seguindo e mais importante - sentindo! E que 2010 consiga nos trazer vida e experiências para que as nossas vidas continuem sendo emocionantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom final de ano pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-1998969402968980156?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/1998969402968980156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=1998969402968980156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1998969402968980156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1998969402968980156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/12/2009-grandes-mudancas.html' title='2009-Grandes mudanças'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SyvyYR1LI3I/AAAAAAAAAJQ/CLfz4DfhakM/s72-c/ano-novo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3202733303700698220</id><published>2009-10-30T19:32:00.003-02:00</published><updated>2009-10-30T19:44:44.359-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Faz tempo...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SuteFwrRFxI/AAAAAAAAAJE/sIoCNHUQoUU/s1600-h/Chuva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SuteFwrRFxI/AAAAAAAAAJE/sIoCNHUQoUU/s320/Chuva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398512031392405266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                           &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;cite style="font-style: italic;"&gt;clubecaiubi.ning.com&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Que eu não escrevo por aqui. Pouca coisa mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu considero os textos para o blog somente quando são baseados em grandes mudanças, pra não correr o risco de ficar enfadonho. Acabei chegando a conclusão que a melhor maneira de não deixar um blog se tornar chato, é atualizá-lo com mais frequencia, independente de quantas transformações acontecam na vida do autor (levando em consideração o propósito deste aqui).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pretendo diminuir drasticamente o tamanho dos textos - assim, cada postagem não se transforma em um livro completo, como tem quase acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cara, ainda mantenho os estudos, mas pra um objetivo diferente. A prova teórica de Piloto Comercial que tem me tirado o sono nas últimas duas semanas. E ainda faltam mais duas! E por pior que possa ser o grau de dificuldade ainda não encontrei iniciativa de sentar para estudar por um período de tempo aceitável - umas cinco horas por dia. Pra mim parece mais interessante escrever neste blog, atualizar o twitter ou mexer no orkut.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses me peguei estudando história antiga. Ainda tenho saudades... Enfim, a rotina monótona está assim pelos últimos três meses. Pra acompanhar neste último mês, a estação de chuvas chegou em BH...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3202733303700698220?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3202733303700698220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3202733303700698220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3202733303700698220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3202733303700698220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/10/faz-tempo.html' title='Faz tempo...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SuteFwrRFxI/AAAAAAAAAJE/sIoCNHUQoUU/s72-c/Chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6577065717282318608</id><published>2009-08-24T00:51:00.002-03:00</published><updated>2009-08-24T00:58:23.285-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - O retorno...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIO7eQ0PWI/AAAAAAAAAI8/mZIFGMLJXKQ/s1600-h/669.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 240px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIO7eQ0PWI/AAAAAAAAAI8/mZIFGMLJXKQ/s320/669.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373373720305089890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cairo Intercontinental Citystars (arquivo pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã de 13 de julho, de malas prontas, um Big Tasty, um Big Mac Chicken, uma Coca média e passagem aérea na mão, estava admirando a cidade de Sharm El-Sheikh pela janela do ônibus enquanto íamos para o aeroporto embarcar para a cidade do Cairo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, um Embraer 170 da Egyptair tornou o trecho agradável e em minutos desembarquei no Aeroporto Internacional do Cairo. Sem nenhuma parada para passeios ou compras, cheguei ao Cairo Intercontinental Citystars. O hotel é incrível! Na sucessão de cinco estrelas, esta viagem era fechada com chave de ouro. Não só a área do hotel abrangia seis prédios de mais de vinte andares cada um, como também abrangia um shopping center gigantesco, disposto no formato de duas pirâmides - a terceira era a academia do hotel. Assim que Vera disse "...E o shopping fica aberto até uma hora da manhã...", gritos de empolgação ecoaram pelo ônibus. O almoço seria, lógico - no Shopping. Experimentei meu primeiro Burger King!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora entendia por que no último dia o roteiro previa "dia livre". Com um hotel como este, o passeio seria explorar toda a área. E consegui fazer isso durante um bom tempo - meia noite, acessava o messenger de uma loja de eletrônicos, gratuitamente contando para Marcelo, Alessandra e Marina Cunha - grandes amigos - que estava aproveitando o Egito entusiasticamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De retorno, agradecemos aos guias Zizo e Vera pela atenção dedicada durante a viagem e por terem sido também amigos que conquistamos e tornaram nossa viagem ainda mais inesquecível. A parte melancólica foi embarcar no voo da Alitalia para Milão e abandonar o Egito. O céu claro torna a despedida ainda mais difícil quando nos vemos se afastando da cidade do Cairo, das pirâmides (sim, pode-se ver com facilidade) e do Nilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos em Milão no início da tarde e passamos seis horas na área do free-shop - um suplício resistir à tentação consumista! Às nove horas da noite, embarcamos no Boeing 777-200 para São Paulo. Onze horas e meia de voo depois, fomos recebidos em Guarulhos por uma fila interminável que levou nada menos que uma hora e quarenta para ser superada. A gripe H1N1 tornou o processo de desembarque ainda pior. Acredito que tenha sido a neurose da epidemia que deixou os funcionários da infraero tão incompetentes. Tive que resgatar minha mala caída ao lado das esteiras de bagagens como se fosse um acidente aéreo - era gritaria pra todo lado! Sete voos chegaram naquela hora e superaram a capacidade do aeroporto. Para mim, ainda restava esperar mais quatro horas até sair o voo para Belo Horizonte. Quando fui recebido pela minha irmã Trícia, o incômodo de terminar uma viagem incrível de maneira um tanto trágica passou imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me perguntam "E a viagem?" é tanta coisa que tenho à responder... No entanto digo simplesmente: Foi um sonho realizado.&lt;br /&gt;De fato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6577065717282318608?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6577065717282318608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6577065717282318608' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6577065717282318608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6577065717282318608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/08/o-retorno.html' title='EGITO - O retorno...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIO7eQ0PWI/AAAAAAAAAI8/mZIFGMLJXKQ/s72-c/669.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6662362506332361962</id><published>2009-08-24T00:47:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T00:57:54.554-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - Sharm El-Sheikh</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIN8QBtwMI/AAAAAAAAAI0/XF5WHTCYaos/s1600-h/551.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIN8QBtwMI/AAAAAAAAAI0/XF5WHTCYaos/s320/551.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373372634151895234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                            &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mar Vermelho (arquivo pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/07/2009 - SÁBADO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos países têm esta cidade que é considerada praticamente "fora da nação" ou "cidade do mundo". Normalmente trata-se da maior cidade, como São Paulo é para o Brasil. No Egito, ela nem é a maior cidade nem fica às margens do Nilo. Sharm El-Sheikh é um lugar paradisíaco e destino de uma massa européia ansiosa por curtir a estação mais quente do ano às margens do Mar Vermelho. Um balneário turístico desenvolvido ainda sob a ocupação israelense da península do Sinai, Sharm é um local repleto de representações das maiores redes hoteleiras do mundo. Seria a última cidade que aproveitaríamos no pacote Brasileiros no Egito e ainda bem que foi deixada por último. Nada tem a ver com as cidades-relíqueas da história egípcia. Não existe nenhuma construção que ultrapasse em história o último século - não na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcamos em uma manhã ensolarada no aeroporto de Luxor, eu estando extremamente empolgado por finalmente viajar no Embraer 170 - sucesso da Egyptair Express (empresa aérea regional subsidiária da Egyptair) para voos domésticos. O avião tem capacidade para 78 passageiros e dividido em duas classes. Novo e extremamente confortável levou menos de uma hora para transpor a distânicia entre Luxor e Sharm El-Sheikh. Enquanto isso, o deserto e posteriormente, o Mar Vermelho corriam alguns milhares de pés abaixo deliciando os passageiros do Embraer com uma paisagem magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o aeroporto de Luxor, o terminal em Sharm é moderno, bem projetado e de extremo bom-gosto arquitetônico. Tivemos problemas apenas com a esteira de bagagens "nervosinha" que quase fez a tragédia nas compras do pessoal da excursão. Depois de embarcar no ônibus, percebi algo que procurava desde que chegara - a placa indicativa do Mac Donald's - Agora sim, estou bem! O motorista fez uma escala rápida no "Roza Mall", um mini-shopping localizado na avenida do hotel em que nos hospedaríamos, para comprar garrafas de água mineral e vendê-las à nós. O mesmo preço de todas as outras cidades o motorista nos fez: duas garrafas por cinco libras egípcias ou um dólar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, chegamos ao hotel Marriot Red Seas. Exatamente do outro lado da avenida, um outro Marriot! E assim era por quase toda a extensão de Naama Bay: de um lado, um Hilton. Do outro, também! Praticamente não vi residências enquanto estive em Sharm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O check-in no hotel atrasou cerca de uma hora, pra piorar era meio-dia e todo mundo não aguentava mais esperar para ir ao Mac Donald´s, apenas cinco minutos de caminhada do hotel. Aguardamos sem muita paciência e com muita fome até nos serem entregues os cartões de acesso aos quartos. Em comparação com os outros hotéis e ao Royal Mövenpick, a acomodação deixou um pouco a desejar, mas ainda sim era digna de um hotel cinco estrelas. Da varanda do meu quarto avistei a praia lotada de iates e turistas. Bem ali, estava o Mar Vermelho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoçamos e depois exploramos o mini shopping (o mesmo da parada anterior). Lojas de artesanato competiam o espaço com restaurantes, um supermercado e uma lan-house. Pelo menos eu não ficaria sem responder aos e-mails de minha mãe e de minha irmã. Descansei um pouco e fui ao que interessava à mim, Rodrigo, Mia e Sol - saber aonde ficava o clube Pacha e que horas seria a festa neste sábado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperados da viagem e da piscina, depois do jantar fomos à pé ao local indicado na recepção do hotel. Quado cheguei, lembrei no instante a "Passarela do Álcool" de Porto Seguro. Esta, no entanto era ao menos cinco vezes maior. Uma grande alameda aonde no lado direito ficavam vários bares beduínos com tapetes cercando um quadrado que seria, para nós ocidentais, as "mesas". No centro, um narguilé abastecido frequentemente e tudo isso animado pelos dançarinos/garçons de cada bar. Já no lado esquerdo da alameda, várias lojas para todos os preços. Aqui não existiam ambulantes, no entanto os funcionários dos bares beduínos praticamente te arrastam para dentro e não há "La, Shokram" (não, obrigado) que te salve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estande da boate Pacha, perguntamos qual era a atração da noite. O rapaz descreveu a programação, horários e preços (30 dólares no dia) e nos perguntou se gostaríamos de conhecer o lugar antes que abrissem. Mais que depressa estávamos acompanhando ele! Dançamos até as três horas da madrugada um House Fino que agitou a multidão de turistas, na maioria europeus. Se houvessem dez egípcios, era demais. Pessoalmente achei os europeus um tanto bobalhões ao "se jogarem na balada". Em comparação com os brasileiros eles têm algumas manias nada convencionais - como subir na caixa de som em multidões e ficar acenando para todos e ninguém. Se bem que algumas festas brasileiras em que fui, encontrei comportamentos similares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo três da madrugada, a alameda e os bares beduínos ainda "ferviam" quando passamos para pegar o taxi de volta ao hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12/07/2009 - DOMINGO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá, tinha o nome de "snorg". Até cheguei a tentar lembrar certa hora, mas saiu apenas "Snow Board". "Como assim, Snow Board em pleno deserto do Sinai, Rani?!" Pois é, percebe-se claramente que não sou uma pessoa muito ligada à atividade esportiva... Porém, na manhã de domingo, o passeio opcional incluía três zonas de mergulho na costa do Mar Vermelho. O transporte - um iate nada humilde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarcamos próximos à cidade de Sharm El-Sheikh depois de passar exaustivamente o protetor solar que permitisse um dia todo sem o risco de queimaduras, sob o sol no Egito. A primeira escala foi feita depois de trinta minutos de navegação por um mar de azul estonteante. À pedido do guia, colocamos a máscara e os pés de pato. Nunca fiz algo parecido. Faziam anos que eu não entrava sequer em uma piscina! Ainda assim, mergulhei na água inicialmente fria para admirar a paisagem submersa. Depois de acostumar a respiração em um simples tubo de plástico, fiquei mais tranquilo para explorar a imensidão de corais. Peixes de todas as cores e vários tamanhos competiam espaço com os visitantes. De início, apenas o nosso barco. Em pouco tempo chegaram mais quatro e a área ficou um tanto "engarrafada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim aproveitei um domingo memorável - mergulhando no Mar Vemelho. Coisa que jamais vou esquecer e recomendo para que todos que forem ao Egito, que insistam em fazer este passeio! Vale muito - palavra de um sedentário convicto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13/07/2009 - SEGUNDA-FEIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantamos cedo para o segundo passeio opcional e o último da viagem. O Mosteiro de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saindo de Sharm El-Sheikh, o ônibus atravessa a península do Sinai em direção ao centro por três horas. A paisagem raramente sofre alteração, então mesmo quem não é acostumado a dormir em viagens de ônibus (como eu), consegue tirar um bom cochilo. Desta vez, não havia necessidade de escolta militar - ainda bem, eu já estava farto de ver policiais egípcios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira visão é de uma construção encravada na rocha de um monte gigantesco - e famoso: O Monte Sinai. Aquele mesmo da história bíblica de Moisés. Os cristãos egípcios construíram o mosteiro durante a ocupação bizantina e o mantiveram durante os sucessivos séculos de governantes islâmicos. Foi exigida a construção de uma pequena mesquita para que os cristãos continuassem exercendo sua fé no local. Diz a lenda que Santa Catarina, uma mulher de Alexandria foi executada por não ter abandonado a fé cristã. Então, depois de séculos e após terem construído o mosteiro, um religioso recebeu em sonho a instrução de buscar um corpo perto dali, em uma colina. O corpo achado intacto era o da própria Santa Catarina. Foi trazido para o mosteiro que recebeu o seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada dos turistas, recebidos (é lógico) pelas lojinhas e ambulantes é bem antes de aonde fica o mosteiro. Tivemos que caminhar dez minutos debaixo do sol até chegar na entrada. No caminho as crianças insistem para que os turistas comprem algumas pedrinhas e levem uma recordação do Monte Sinai. Eu fui mais prático e peguei uma no chão mesmo! Alguns camelos para o passeio também ficam "em exposição".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível entrar vestindo bermudas ou blusas decotadas. Para aqueles que não aguentavam andar no calor do Sinai de calça comprida - como eu - eles fornecem uma túnica para que sua visita não seja impedida. Lá dentro, uma sala repleta de crânios dos "antigos residentes" dá arrepios até na alma! Algumas representações ainda bem-conservadas de santos e a segunda maior coleção de iluminuras. Além disso, dizem que se encontra a sarça ardente, na qual Deus apareceu para Moisés. Se for ela mesmo, trata-se de uma planta nada formosa. Uma amiga queria levar de recordação para casa, um ramo da sarça. O máximo que ela conseguiu foi um corte na mão de tantos espinhos que a planta tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhei Guilherme e Tatiana até um passeio pelo Monte Sinai. Descobrimos que provavelmente Moisés tenha levado vários escorregões nos quarenta dias que lá ficou. Sorte dele que não haviam nenhum ambulante vendendo pedras insistentemente. A vista do mosteiro, no entanto compensa o esforço. Pude tirar belas fotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao ônibus, enfrentamos mais três horas até Dahab, cidade situada às margens do Golfo de Aqaba. Paramos para um almoço não muito satisfatório. O restaurante era cheio de colares de flores, imagens de (acredito que tenham sido) personalidades históricas da cultura islâmica, mosquitos e gatos. A comida estava péssima e ninguém conseguiu terminar metade das porções que haviam pedido. A única compensação era a vista - logo do outro lado do mar de azul límpido, a costa da Arábia Saudita. Em votação unânime, abandonamos o restaurante para tomar sorvete. Nada como um convencional Magnum da Kibom (lá era outro nome) para mascarar uma experiência gastronomicamente desapontadora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta à Sharm El-Sheikh e ao Marriot, depois de um bom banho e um jantar apetitoso, combinei com Vera, Rodrigo, Lucas e Alex de passarmos mais uma vez pela "Passarela do Álcool de Sharm". Foi um passeio breve, uma despedida daquela cidade-hotel tão agradável e tão modernamente egípcia. No entanto, não podia tardar em dormir. No dia seguinte, seria a hora de dizer adeus à Sharm El-Sheikh.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6662362506332361962?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6662362506332361962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6662362506332361962' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6662362506332361962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6662362506332361962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/08/sharm-el-sheikh.html' title='EGITO - Sharm El-Sheikh'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIN8QBtwMI/AAAAAAAAAI0/XF5WHTCYaos/s72-c/551.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3380180743723630481</id><published>2009-08-24T00:41:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T00:57:29.678-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - Alto Egito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIMxu5XPKI/AAAAAAAAAIs/tTbPiUKE91c/s1600-h/316.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIMxu5XPKI/AAAAAAAAAIs/tTbPiUKE91c/s320/316.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373371353948175522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;                                                                                                                                                    Pôr-do-Sol em Aswan (arquivo pessoal)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;07/07/2009 – TERÇA-FEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sentar na poltrona do corredor pode ser um alívio para aqueles que têm medo de altura. Pra mim, foi um verdadeiro suplício! Os sessenta minutos que separaram o vôo no Boeing 737-500 EgyptAir do Cairo para Aswan, foram muito desconfortáveis. No caso dos boeings, geralmente são dois passageiros que separam quem ficou sentado na poltrona do corredor da janela. Ou seja, na maior parte da viagem você não sabe o que está acontecendo. Pra mim, ficou provado que acompanhar a decolagem da “janelinha” não é apenas prazeroso, como uma condição para manter uma boa saúde. Neuroses, eu sei. Mas cada um tem as suas!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Eu reclamo, sempre que posso a respeito do serviço de bordo pobre que as companhias aéreas domésticas brasileiras estão se acostumando a nos oferecer. Só que neste trecho egípcio, o serviço de bordo foi ausente! E ainda havia separação de duas classes. A vantagem de voar na executiva era apenas uns cinco centímetros de espaço para as pernas a mais e um chá, servido antes do taxi.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Chegamos a Aswan às nove e meia da manhã. O sol já superava em aquecimento, o “sol de meio dia” que nós estamos acostumados. Seguimos para um rápido passeio pela represa. Criando o Lago Nasser, a represa de Aswan controlou desde que foi construída, a subida das águas do Nilo que causava às vezes, destruições por cheias exageradas e secas nas cheias breves.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seguimos para um atracadouro (bem guarnecido&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;de ambulantes) para embarcar numa lancha que nos levaria ao Templo de Ísis. O chamado “Templo de Philae” ficava antes, em uma ilha com o mesmo nome. No entanto, quando o Lago Nasser foi construído, ele seria submerso se não fosse feito um esforço em escala internacional a fim de salvar os templos que estariam ameaçados. Philae era um deles. Foi recortado em blocos e transportado para outra ilha próxima. Lá, foi remontado e hoje se apresenta como uma das construções mais bem conservadas do Egito. Data do período greco-romano e abrigou a última comunidade remanescente da antiga religião egípcia (Kemetismo) até meados do século VI, quando foram expulsos e perseguidos pelos cristãos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É impressionante ver pilones e colunatas ainda sustentando boa parte de um passado majestoso, de beleza incomparável. Os pássaros transformam o templo em um recanto de tranqüilidade, mesmo com a quantidade de turistas em visitação.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Após o Templo de Ísis, fomos recepcionados por uma turba de ambulantes (Un dólar, un dólar! VINTE E CINCO “par” um dólar!). Só vai achar exagero quem não estava lá (Brasil?! BRASIL?! Kaká! Ronaldo!). A situação ia evoluindo de maneira tão dramática (Pictures and maps “en español!” Brasil?! BRASIL?! Kaká! Ronaldo! Robinho...) que começamos a correr até o ponto de encontro. Para a nossa desagradável (Um dólar! Um dólar!) surpresa (VINTE E CINCO...) o ônibus não estava lá. Olhamos para trás e nada podia ser feito... Fomos alcançados!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Era horário de almoço e a população de Aswan havia se recolhido nas casas e apartamentos. “Pelo menos eles sabem o calor que agüentam!” – Pensei aliviado. Para o nosso grupo, era hora de embarcar no cruzeiro Royal Mövenpick. A recepção incluiu toalhas umedecidas, sorvete (à ser cobrado) e um bom ar-condicionado!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Abrindo a porta da cabine, fiquei de frente com uma das melhores vistas que já tinha tido: o Nilo corria calmo logo ali, do outro lado do vidro de minha janela. Mais um momento em que tinha certeza de que meu sonho estava sendo realizado “de com força”! O almoço estava incluso na acomodação do cruzeiro, bem como o café da manhã e o jantar. Todas eram refeições “bááááárbaras”, como diria Vera.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois de um breve descanso, no final da tarde (aqueles que não dormiram) fomos fazer um passeio de feluca (barco típico de transporte e pesca no Nilo) ao longo da cidade de Aswan e a ilha de Elefantina. O passeio foi magnífico! A feluca se deslocava apenas com a força do vento, sem nenhum ronco de motor interferindo no canto dos pássaros e no som que ainda se mantém um tanto camponês nesta parte do país. A certa altura, nos mudamos para a lancha e contornamos Elefantina, uma ilha que tem construções tão antigas que datam do reinado de Kéops! Rose, uma campinense adorável tentou tirar algumas fotos, mas o sol não colaborou nem com ela, nem comigo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;De volta ao barco, só nos restava dormir um sono breve, já que as 2:30 da madrugada estaríamos de pé, para embarcar em três horas de viagem pelo deserto rumo à Abu Simbel.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;08/07/2009 – QUARTA-FEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois de dormir algumas horas, ainda era cedo para servirem café da manhã no barco. Porém, foram entregues "kits" com pães, pepinos e bananas - algo bem leve para uma viagem de ônibus veio à calhar, ninguém gostaria de manchar o passeio com um episódio indigesto. No final das contas, os kits ficaram intocados porque o pessoal ainda estava sonolento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esperamos o conjunto de carros se formar próximo a um dos postos militares e começamos a travessia no deserto ocidental rumo à Abu Simbel. Três horas de bônus para dormir, acordei quando o sol levantou no horizonte de aridez infinita do deserto egípcio. Mia conseguiu algumas fotos do espetáculo. Agora com apetite e sem sono, consegui aproveitar meu café da manhã.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Chegamos a uma cidadezinha próxima à falésias e montes de pedra. A paisagem era menos plana que pensei, o que indicava estarmos perto ao Lago Nasser. De fato, mais alguns minutos o ônibus parou junto à área turística. Banheiros, lanchonetes e claro, vendedores! O Egito investe peado no turismo, tudo era bem conservado e moderno.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Caminhamos um pouco para dar a volta nos montes em que foi gravada a fachada do templo principal de Ramsés II, então Abu Simbel apareceu aos poucos, no sol dourado que iluminava a grande fachada. Não faltaram exclamações. O templo é de tirar o fôlego. Ainda mais sabendo que, se não fosse pelo esforço de organizações internacionais, ele ficaria debaixo das águas do Lago Nasser! Foi cuidadosamente “recortado” e “colado” da mesma forma que fizeram com o Templo de Ísis. E agora víamos o resultado empolgante – um templo com mais de três mil anos extremamente bem conservado, dando seu testemunho de uma época magnífica.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"E porque deixaram a segunda estátua no chão, depois do terremoto que a derrubou?" Alguns me perguntaram isso. Pensei que mais de mil anos depois de construído, durante a dominação macedônica do Egito, os Ptolomeus pouco se importariam em reconstruir um templo faraônico tão pouco teriam a tecnologia necessária para remodelá-lo.&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar de insistirem para que os turistas não tirassem fotos no interior do templo, um ousado americano desrespeitou a regra. Resultado: Teve de apagar as fotos tiradas na frente de todos os outros visitantes. Confesso que senti uma ponta de satisfação. São monumentos que já estão arriscados a serem destruídos pelo tempo, não precisam de uma "mãozinha" da tecnologia atual para mandá-los de volta ao pó.&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Imediatamente após a visitação, voltamos à Aswan pela rota no deserto - mais três horas de ônibus. Desta vez resistente a dormir em carros ou não, sucumbi ao sono. Ainda bem! Ao embarcarmos no barco, este zarpou pouco antes do meio-dia descendo o Nilo em direção ao nosso destino de final da tarde - o templo de Hórus e Sobek em Kom Ombo, alguns quilômetros ao norte. Chegamos no final da tarde.&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify;"&gt;As sete horas da tarde, com o sol ainda no horizonte saímos do barco para a visita do edifício construído na época ptolomaica (séculos IV ao I a.C) para ser o lar de dois deuses. Simétrico, uma parte era dedicada ao Deus-Falcão Hórus e a outra ao Deus-Crocodilo Sobek. Algumas múmias de crocodilo foram mesmo sepultadas neste templo das quais restam aqui apenas o fosso aonde eram guardadas. O que foi encontrado pelos estudiosos, foi levado aos museus.&lt;/p&gt;     &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saindo do templo, resolvi comprar a vestimenta típica chamada "shilaba". Uma túnica feita de algodão que cobre seu corpo da altura dos ombros aos tornozelos. Arrependi de não ter conseguido barganhar uma sandália, viria a descobrir depois o quão ridículo fiquei com uma roupa tradicional e tênis!&lt;/p&gt;     &lt;p&gt;09/07/2009 – QUINTA-FEIRA&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acordei com o barco navegando rumo à Edfu. Chegamos por volta do meio dia no último destino antes de atingirmos a capital do sul - Luxor. Em Edfu, o único passeio tratava-se do Templo de Hórus. Porém iriamos até o local num veículo nada convencional, ao menos para os padrões ocidentais - uma charrete. E por ironia, o condutor chamava-se Ali Baba! Alguns minutos de trânsito incluindo pedestres, animais de tração, de estimação, charretes e ainda por cima carros, chegamos ao templo.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Mesmo nos livros de história não previ entrada tão imponente. Os pilones são superados apenas pelos de Karnak em tamanho. Algumas estátuas de Hórus representado como falcão ainda podem ser admiradas nas entradas do templo. Ainda bem conservado, notei um fato curioso - alguns cartuchos aonde deveriam estar gravados nomes dos soberanos da época, os Ptolomeus, estavam vazios! Segundo Zizo, tratava-se de uma forma de protesto dos egípcios do sul, quanto à instabilidade do governo de Alexandria. Alguns Ptolomeus reinavam por três, cinco anos até serem destronados por seus irmãos e retornavam ao controle do país após um ou dois anos.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Apesar disto, a construção ostenta uma magnitude rara de ser vista atualmente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Voltamos ao barco debaixo dos protestos dos condutores de charretes - nenhuma quantidade de gorjeta parecia ser suficiente para acalmar o ânimo deles! Então, saíamos de perto mesmo sendo vítimas de expressões de incredulidade - talvez até alguns xingamentos em árabe. Zizo nos alertara para que este tipo de aborrecimento aconteceria. Na segurança do Royal Mövenpick, zarpamos de Edfu às três horas da tarde. Achei uma boa oportunidade para experimentar a piscina e admirar a paisagem enquanto navegávamos Nilo abaixo.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Coberto de protetor solar fator 50 (nenhum fps a menos!), observei deslizarem as tamareiras que compõem grande parte da paisagem da planície fluvial, cedendo espaço no horizonte para as montanhas do desero ou as dunas de areia. Algumas aldeias, outros barcos em cruzeiro no sentido oposto e ainda por cima, ao passarmos por duas eclusas os negociantes! Realizavam as ofertas de toalhas jogando-as no convés enquanto o barco se aproximava da eclusa. Se o turista resolvia ficar com a toalha, eles jogavam uma sacola com pedras para colocar o dinheiro - claro, depois de muita barganha! Me diverti ao ver Rose e Solange negociando com um ousado mercador por alguns quilômetros ao longo do Nilo. Eles ainda vêm preparados - para acompanhar o percurso do barco, fazem uso de lambretas e circulam livremente (e perigosamente) nas eclusas.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;A tarde estava terminando quando acostamos na cidade de Luxor. Tive a minha primeira vista do famoso Templo de Amón. Aprontei-me para acompanhar meus amigos em uma visita ao museu de Luxor. Vale destacar que, apesar de não estar inclusa no pacote a visita é mais compensadora que a do Museu do Cairo. As peças estão melhor expostas, com referências e nem por isso são menos famosas. Banquei um guia particular com o maior prazer nas duas horas que passamos lá dentro.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;De volta ao barco, era hora de nos vestirmos para a festa egípcia. Depois do jantar, descemos à caráter ao salão de estar do Royal Mövenpick e encontramos o espaço praticamente vazio! Os americanos não ficaram nem meia hora e nós, brasileiros estávamos apenas começando a fazer nossa festa. Os egípcios à bordo foram excelentes companhias. Os garçons se transformaram em professores de dança. Em pouco tempo, formamos uma roda em que no centro, as moças já acostumadas à dança do ventre mostraram seus talentos enquanto os outros as rodeavam dançando e batendo palmas. Os brasileiros tomaram o controle em pouco tempo da animação à bordo. Não é atoa que os egípcios sorriem quando nos escutam dizendo que somos brasileiros. A animação e hospitalidade são nossos pontos em comum - definitivamente!&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Uma hora da madrugada e nem sentia sono. Me juntei à Rodrigo, Alex e Mia no convés da piscina para uma "proza after". Porém, era melhor não estender. Às sete da manhã estaria de pé para conhecer as duas margens do lugar que, antigamente era a famosa cidade de Tebas - capital do império egípcio e domínio do Deus Amón-Rá.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;10/07/2009 – SEXTA-FEIRA&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Passava pouco mais de seis horas da manhã quando o sol nasceu na margem oriental de Luxor. Sentado no convés da piscina, eu e Vera admirávamos a paisagem e conversávamos sobre o quanto nos sentiamos privilegiados em estar ali. Praticamente a mesma vista deslumbrante foi captada pelos olhos de Ramsés II, Tutmósis III, Hatchepsut e outros governantes que admiro. Primeiro, tudo parece coberto de um azul claro e opaco. Então, o sol toca o cume que domina o Vale dos Reis. De forma piramidal talvez tenha sido esta a razão que os reis do chamado Novo Império escolheram o local como necrópole. Então a luz solar começa a se espalhar colina abaixo. Como um egípcio diria, Rá está novamente sobre a terra e a ordem universal não será quebrada - mais um dia na lista de milênios de civilização ao longo do Nilo.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;O ônibus cruzou o rio pouco ao sul de Luxor, indo direto para o Vale dos Reis. Escavadas na rocha, as tumbas de dezenas de monarcas sobreviviam aos milênios num local árido, de difícil acesso e tão vigiado como na antiguidade. Os medjay (a guarda de elite faraônica - sim, aqueles que aparecem no filme "A múmia") foram substituídos na atualidade pelas forças policais. Na entrada, uma maquete com a localização de cada uma das tumbas descobertas dominava o salão principal.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Fomos conduzidos à entrada do vale por um carro e tivemos de nos desfazer das filmadoras antes de entrar. Somente fotos são permitidas da área externa. Dentro dos hipogeus, nem pensar! O ingresso permite a visita de três tumbas. Zizo nos informou que já estavam definidas as que visitaríamos - Ramsés IV, Ramsés VI e Ramsés IX. Acompanhei o grupo extremamente desapontado. Gostaria muito mais de ver outras! Estes três Ramsés são meros figurantes na história do Novo Império. Foram reis medíocres, incapazes de manter sob controle o clero de Amón - na época, mais forte que o poder central. Fizeram a decadência da monarquia faraônica e jogaram o país em um período de instabilidade do qual o Egito jamais se recuperaria. Acabei entrando nas tumbas, já que as de Sethi I e Ramsés II passavam por trabalhos de restauração. Se existe um momento que não gostei durante a viagem, foi sem dúvida este.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Saindo direto da aridez do Vale para um local não muito distinto - Deir El-Bahari, local aonde foram construídos três templos funerários: o de Mentuhotep II, rei que unificou o Egito no século XXI a.C e fundou o Médio Império; o do faraó-mulher Hatchepsut e do seu sucessor e enteado, Tutmósis III. Dos três, o que mais se conserva é o de Hatchepsut. Construído provavelmente em 1460 a.C, celebrou uma das maiores realizações do reinado deste personagem. Uma viagem à Terra de Punt (a região da Somália e Etiópia para os antigos egípcios). Nas paredes são representadas, dentre outras cenas o transporte de árvores inteiras de incenso nos barcos faraônicos enviados ao longínquo país. Mais uma lista de presentes e personalidades curiosas que acompanharam a viagem.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;São duas sequencias de rampas até chegar ao topo do templo. Muitos se decepcionaram ao subir, debaixo do sol escaldante uns bons metros e encontrar apenas uma pequena fachada. Segundo Guilherme, Hatchepsut teve atenção especial na sua arquitetura aos cadeirantes construindo rampas. Nem mesmo as piadas deixaram a caminhada menos cansativa. Porém visitando os setores laterais do templo, pode-se encontrar ainda alto-relevos que conservam cores originais em representações belíssimas das divindades adoradas pela rainha-faraó e sua empreitada à Terra de Punt.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O último local de visita da margem ocidental foi a antiga fachada do templo funerário de Amenhotep III. Não existe mais templo algum e as únicas testemunhas são dois gigantes de pedra, sentados admirando o Nilo passar pelomenos nos últimos quatro mil anos. Conhecidos como "Os Colossos de Memnon, as estátuas de Amenhotep III estão bastante danificadas e mesmo assim impressionam qualquer visitante. Receberam este nome nada Egípcio devido ao ruído característico que emitiam conforme o vento passava por entre as pedras. Na época greco-romana, assimilaram este ruído ao lamento de Eos, mãe de Memnon - um rei etíope que ajudou o rei Príamo de Tróia na defesa da cidade até ser morto por Aquiles. Restaurado ainda na antiguidade, o colosso deixou de emitir o lamento ha séculos. Nem aos pés do grande Amenhotep, os ambulantes nos deixaram em paz!&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atravessamos o Nilo de barca que, segundo alguns mais parecia um bordel pela decoração nada discreta - cd's, faixas vermelhas, arranjos florais e motivos geométricos além das confortáveis almofadas. Aportando na margem oriental, bem em frente ao Templo de Luxor passamos à visita mais quente do dia. Edificado por Amenothep III e Ramsés II, o templo ainda resiste em boa parte da estrutura talvez ajudado por ter sido sepultado pela areia durante séculos. Algumas partes ainda foram depredadas pelos cristãos do primeiro milênio e outra parte central do templo desapareceu debaixo de uma mesquita.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Porém, a antiga festa que era realizada entre os dois maiores santuários do Egito antigo sobreviveu. A Festa de Opet, durava cerca de 70 dias nos quais a estátua coberta de Amón era levada em de Luxor para Karnak, encontrando sua esposa, a Deusa Mut. Durante o encontro dos Deuses, a população de Tebas festejava. Hoje, a procissão acontece pelas ruas da cidade de Luxor, carregando a imagem do fundador da mesquita construída no Templo de Luxor. Somente não deve durar tanto quanto a festa de Opet... Uma pena, pois os egípcios sabem muito bem dar uma festa! - Ainda guardava na memória a noitada anterior...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De volta ao Royal Mövenpick, almoçamos e descansamos o que pudemos. A tarde nem havia terminado quando atravessamos o pátio de entrada para o Templo de Karnak. Tinha notado na bilheteria, uma maquete impressionante mostrando como era o primeiro Estado Religioso do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Karnak sobrevivia autonomamente, somente os faraós ditavam as ordens aos sacerdotes do Deus do império (às vezes, a situação nem era tão hierárquica assim). Por diversas vezes na história houveram desacordos entre o poder dos altos sacerdotes e do rei. Ambos travavam negociações (e, para infelicidade do país - guerras). Esta autonomia foi um fator preponderante na queda da monarquia faraônica - uma vez que o sul se autoproclamou autônomo, tendo sob sede o Templo de Karnak e como governante, os sacerdotes de Amon.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A fachada está assimétrica, mas não é devido ao tempo. Karnak cresceu durante mil anos e ainda estava se expandindo quando os persas invadiram o Egito, em 532 a.C. Os novos governantes não quiseram patrocinar as obras dos antigos reis e deixaram a entrada inacabada. Sucessões de salas de pedra, corredores de colunatas, estátuas e obeliscos transformam Karnak no testemunho de que os antigos construtores foram bem-sucedidos no seu intento - fazer com que a morada dos Deuses resistisse ao tempo e atravesasse milênios. Mesmo em ruínas, a grandeza do domínio de Amon assusta e apaixona.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Terminamos a última visita dita "de antiguidade" e fomos levados à loja de essências. Zizo prometera a alguns que nos levaria para conhecer algo que os egípcios se orgulham de produzir - os mais exóticos aromas do oriente. O vendedor nos apresentou essências diversas. Algumas medicinais, outras com propriedades estimulantes (sim, sexualmente falando. Diziam para que as mulheres aplicassem massageando no "Alto" e no "Baixo Egito" enquanto outras serviam ao homem para aplicar no seu "obelisco"). Nos ofereceram um chá refrescante e massagem gratuita. Depois de um dia cheio de passeios, a idéia era simplesmente estupenda!&lt;/p&gt;  E o sol se pôs, pela última vez aos meus olhos na margem ocidental de Tebas (parece mais fácil se referir à Tebas do que à Luxor)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3380180743723630481?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3380180743723630481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3380180743723630481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3380180743723630481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3380180743723630481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/08/alto-egito.html' title='EGITO - Alto Egito'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SpIMxu5XPKI/AAAAAAAAAIs/tTbPiUKE91c/s72-c/316.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6918607241390951356</id><published>2009-08-18T13:19:00.004-03:00</published><updated>2009-08-24T00:56:57.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - Cairo</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-9af3a63597b49c18" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9af3a63597b49c18%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D750E1BB1DA98046A3671FAAE3541E4845EC04397.1CBFD60E9D146B79B6C394FDC7CA125EAA64E72E%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9af3a63597b49c18%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLvR2SbRfK-S6l6xqG2MyUepfJ78&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3D9af3a63597b49c18%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D750E1BB1DA98046A3671FAAE3541E4845EC04397.1CBFD60E9D146B79B6C394FDC7CA125EAA64E72E%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D9af3a63597b49c18%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DLvR2SbRfK-S6l6xqG2MyUepfJ78&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;                                              &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;música: Miles Away - Madonna e fotos: Arquivo pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Descrever o aeroporto Internacional do Cairo é uma tarefa, no mínimo difícil. Imagine um lugar que parou na década de 70, repleto de mulheres com vestindo, não somente lenços para cobrir o cabelo, mas burcas negras que não cobrem apenas os olhos e os dedos dos pés. Crianças competindo qual chora mais alto, funcionários roliços caminhando com dificuldade pelo calor de mais de quarenta graus, todos estes personagens compondo uma fila de controle de passaporte que ultrapassa facilmente trezentas pessoas. Sim, talvez agora você tenha uma idéia de como é o desembarque no Cairo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bom, esta foi a impressão que eu tive ao desembarcar. Os guardas da alfândega são mal-encarados em qualquer lugar do mundo, reconheço. Porém, o Egito é cheio de guardas, em todos os lugares! O aeroporto foi apenas uma apresentação do que iria ser presença constante no resto da viagem – um policial em cada esquina.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra curiosidade que foi percebida de cara, ao menos por aqueles que tiveram a coragem de fazer uso do banheiro, é a generosidade nada gratuita dos egípcios. Eles dão a descarga, oferecem o papel para enxugar as mãos, abrem e fecham a torneira (provavelmente até balançam o..., se você deixar), a um custo de uma bakshish – gorjeta. Neste pedaço do mundo, a moeda é extremamente desvalorizada, então se você der um dólar de gorjeta, você deixa pra trás um sorridente e extremamente agradecido habitante local.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Porém, nem tudo é novidade pra mim. Uma senhora do nosso grupo teve a mala extraviada. Este foi meu medo desde que a atendente da agência me disse que eu viajaria pela Alitalia. O histórico de malas extraviadas da Alitalia chega a ser alarmante (Alguns dizem até que os anéis de Saturno são formados pelas malas que se perderam nos vôos desta empresa). Não apenas houve uma mala extraviada como também o ônibus que iria nos transladar para o hotel se atrasou em duas horas. Tudo isso envolto numa massa de calor que nunca tinha visto – ainda bem que o sol estava se pondo no horizonte das Duas Terras.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nem bem chegamos ao hotel Semiramis, Mia convocou a mim, ao Rodrigo, à Patrícia e à Tatiana – mais duas novas (e boas) amizades, para um passeio pela vizinhança. Assim, disse que apenas ia passar uma água no rosto pois se tomasse banho, com certeza não acordaria mais naquela noite.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Recebi as chaves, subi ao quarto e entrei para tirar as primeiras impressões. Que impressões! Como viajava sozinho, estava com um quarto só pra mim. Só não contava com duas camas de casal, móveis finamente decorados segundo o estilo árabe, um banheiro que com certeza seria responsável por um banho “desmaiante” e pra finalizar, quando abri o vidro do balcão, a vista – O rio Nilo corria perante os meus olhos. Chorei de emoção. Quantos anos eu sonhava em vê-lo. E a surpresa se realizou de maneira cinematográfica, inesquecível.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saímos do hotel para comer algo da cozinha local. Caminhamos nos quarteirões adjacentes para tentar encontrar algo. Acabamos entrando numa “Pizza Hut”! No meu caso, acreditem se quiser, pela primeira vez na vida. O garçom, os atendentes, todos os funcionários falavam inglês e espanhol melhor que muita gente que eu conheço. É assim em todo o país – todos os egípcios acabam aprendendo estas duas línguas principais e, de quebra às vezes um italiano e um francês, a depender da concentração de turistas no local em que vivem.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voltamos ao hotel e dormi minha primeira noite no Egito, realizando o sonho da minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;05/07/2009 - DOMINGO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;“Good morning! This is your wake-up call. Have a nice day! Tum… &lt;/span&gt;Tum… Tum…”&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estas foram as palavras que me despertaram na manhã de domingo, primeiro dia de passeios pelo Egito. Eram seis e meia da manhã. Desci para tomar o café da manhã generoso do hotel Semiramis. Conclui que era um dos poucos que não sofria com os efeitos do fuso horário. A maioria estava com uma cara de sono de dar dó.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vesti meu chapéu branco (comprovante de turista), mochila da CVC (pra completar o conjunto), suprida com um protetor solar fator 50 e duas garrafas de 600 ml de água e embarquei no ônibus para começar o passeio rumo à Mesquita de Mohammed Ali e a cidadela de Saladino. Ambas as construções remontam à fase de dominação islâmica do Egito, sendo a cidadela, uma fortaleza construída para proteger o Cairo dos cruzados ocidentais.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Mesquita coroa o topo da cidadela e mesmo tendo quase mil anos de história à menos, completa o conjunto de tal maneira que parece que foi o próprio Saladino que a concebeu. Não se pode entrar calçado nos templos islâmicos (minha meia branca acabou pagando o preço extra da visita), nem deixar os sapatos com as solas apoiadas sobre o tapete da mesquita. O interior é deslumbrante! Um lustre gigantesco suspenso abrange boa parte do espaço central. O teto tem detalhes e representações caligráficas exaltando a glória do Deus dos Muçulmanos. Como de costume, é proibida a representação de figuras humanas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saindo da Mesquita, temos uma vista quase completa do panorama cairota, não fosse a densa fumaça de areia, poluição e poeira que cobre o horizonte. Mesmo exposto ao sol, andei pelo pátio aberto para checar se havia alguma vista que fosse mais bela. Eram todas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao sair da cidadela, apresentaram-se diante de nós, os famosos vendedores ambulantes que são personagens obrigatórios de cada local turístico no país. São realmente irritantes e não descansam enquanto não lhe vendem todas as mercadorias, independente da sua nacionalidade ou &lt;span&gt; &lt;/span&gt;disposição financeira.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A manhã terminou com a visita ao Museu do Cairo. Pra mim, um dos passeios-chave. Eu ansiava ver de perto todas aquelas peças que só podia admirar nas enciclopédias ou nos programas especiais sobre a civilização egípcia. A fachada do museu me é familiar desde que assisti ao primeiro filme da série “The Mummy”. Avistei-a de longe. Depois de um controle “barra pesada” dos policiais, pudemos andar pelo pátio de entrada. Na posição central, um lago com flores de lótus (alguns mais exaltados queriam levá-las de &lt;i&gt;souvenir&lt;/i&gt;) circundava uma esfinge que deveria representar Ramsés II.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Boa parte da área de entrada do museu acomoda inúmeras peças de tamanhos que chegam até quatro metros de altura. É como se um templo houvesse explodido ali e assentaram as ruínas numa ordem semi-caótica.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;É proibido entrar no museu portando máquinas filmadoras ou câmeras fotográficas. Deixamos as nossas numa caixa com o guia, antes de entrar pelos portões principais. No interior do primeiro salão, experimentei um misto de euforia e decepção. Euforia por vê-las ali, a paleta de Narmer – o primeiro documento prova da união dos reinos do Alto e Baixo Egito, datando de 3000 a.C, a estátua do rei Djoser, construtor da primeira pirâmide&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;e outras esculturas que almejava admirá-las tridimensionalmente e sem auxílio da tecnologia computadorizada. A decepção veio ao encontrá-las acomodadas de qualquer jeito no meio da multidão de turistas. Somente as peças mais conhecidas apresentavam uma singela proteção de vidro e uma breve descrição. Outras estelas, estátuas e fragmentos de edifícios antigos estavam ao alcance das mãos e sem nenhuma descrição. Fiquei extremamente desapontado com o descaso em se tratando de tesouros arqueológicos tão valiosos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Outra chateação foi dispor de apenas duas horas para explorar o museu. São 1.200 peças e nem cheguei a ver ¼ delas (levando em consideração que quase todas não possuíam qualquer descrição). Apesar disso, consegui visitar as alas de maior evidência – o tesouro de Tutankhamon (sim, fiquei de frente àquela máscara de ouro que aparece nas capas dos livros que tratam da civilização egípcia) e a sala das múmias reais (faraós da dinastia tebana, 19ª e 20ªs tão conhecidos como os Tutmósis, Sethi I e Ramsés II). Vale à pena destacar que a entrada para as múmias é paga à parte. Quando estive por lá, me custaram 100 libras egípcias.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Seguimos depois do almoço para uma joalheria. Não descreveram passeios em lojas no programa, mas compensa visitar estas por que são vendidos produtos de maior qualidade do que os artigos mostrados pelos ambulantes. Sim, são caros – joalheria é joalheria em qualquer lugar do mundo. Porém, algumas novidades como um pingente representando um cartucho (maneira de representar nomes reais no interior de uma forma circular) com seu nome escrito em hieróglifos. Eu consegui me segurar, por mais difícil que tenha sido...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;E para terminar o dia, um passeio pelo bairro cristão do Cairo. Eles seguem a igreja ortodoxa e diferem dos muçulmanos apenas no fato de as mulheres não usarem o véu. No entanto algumas ainda faziam uso deste costume. Acaba sendo mais uma confortável proteção contra o sol que uma forma de opressão. Neste bairro está uma igreja em que, dizem os cristãos, foi construída sobre o lugar em que a Virgem Maria habitou com Jesus quando fugiram de Israel. Também está construída uma sinagoga (a primeira que visitei), cercada por um verdadeiro exército de ambulantes – o que deixa o passeio um tanto cansativo e até estressante.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voltamos ao hotel à tempo de jantar na cidade. O &lt;i&gt;fast-food&lt;/i&gt; da vez foi o Mac Donnald`s. E eles têm um Big Mac Chicken, para a minha satisfação!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;06/07/2009 – SEGUNDA-FEIRA&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma vez mais, o &lt;i&gt;wake-up call&lt;/i&gt; veio me tirar do sono às 6:30 da manhã. Uma hora e meia tornou-se pouco para me acostumar ao dia nesta segunda-feira. Achei que finalmente sofria os malefícios da diferença de fusos horários. De qualquer maneira, embarquei no ônibus depois de mais um generoso café da manhã rumo às ruínas de Mênfis.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antigamente chamada Men-Nefer pelos egípcios, traduzindo-se brevemente por “muros brancos”, Mênfis foi a capital política do Egito desde a fundação, em aproximadamente 3000 a.C. Perdurou em importância econômica por mais de 3000 anos. Somente depois que Alexandria prosperou, Mênfis foi eclipsada. Hoje nada mais restam a não ser ruínas dos templos de Ptah e do Serapeum, um santuário construído para o Deus Ápis. Porém, ao chegar ao local das ruínas, a mais notável é sem dúvida uma estátua de Ramsés II caída devido a um terremoto, medindo 13 metros de comprimento (sem parte das pernas e o final da coroa).&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os ambulantes não deram muita trégua. Depois de Mênfis, fomos até Saqqarah, a mais antiga necrópole real da região Menfita. Desde que o rei Djoser construiu a primeira pirâmide da história, uma sucessão de governantes adotou este local para as suas próprias moradas eternas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foi-nos permitido entrar na pirâmide de Titi por ser uma das mais fáceis. Até hoje me lembro de ouvir Solange exclamar: “Minha nossa! Se essa é a mais fácil, imagine as outras!”. É um exercício físico de fato. Os corredores são estreitos e baixos (mesmo as rampas devem medir pouco mais de um metro de altura – se chegarem a um metro.) e apenas as salas oferecem espaço para ficar de pé e andar tranquilamente. Devo lembrar que pirâmides não foram construídas para turistas?&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Da primeira construção piramidal feita – a pirâmide de degraus de Djoser, visitamos apenas o pátio em que era celebrado o jubileu de 30 anos de reinado do monarca. A construção ainda está enfrentando um processo de restauração. Recordei-me de propor, quando cursava a quarta série do ensino fundamental, um exercício envolvendo cálculo de ângulos. O exemplo que havia escolhido foi justamente esta pirâmide! As risadas jocosas dos colegas de classe poderiam ter sido até mais enfáticas na época que ainda assim, não me tirariam a felicidade de estar de frente com aquela majestosa obra de arte.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Saímos de Saqqarah, passamos em uma escola de tapetes (duplex com a loja da mesma escola) e apesar de achar os produtos peças de extrema elegância, não tinha como comprar nenhum. Por serem extremamente bem-feitos, também são extremamente caros! Depois, seguimos para almoçar em um restaurante local extremamente curioso. Logo na entrada, uma senhora fazia pães em um forno à lenha e nos dava conforme passávamos por ela. No jardim, vários objetos sem nexo um com o outro – um carro de bois, alguns jarros, tapetes, algumas bugigangas metálicas e uma garota, vestida dos pés à cabeça, sem nenhuma proteção contra o sol a não ser o véu, segurava um papel higiênico!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Almocei um tanto “vaporizado” pelo frango grelhado que serviram – junto com a grelha – bem na nossa mesa. De sobremesa, um doce local similar ao nosso biscoito de coco. Porém, o último prato foi indigesto para a mesa toda. Um músico local começou a tocar incessantemente, bem às nossas costas um instrumento misto de berimbau e violino, produzindo um som inacreditavelmente irritante. O pior foi ele cobrar &lt;i&gt;bakshish&lt;/i&gt; para encerrar a apresentação! Enfim, um chato profissional.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois do almoço, seguimos para uma loja especializada em fabricar papiros. Enquanto o ônibus circulava pela periferia do Cairo, um aglomerado populacional denominado Gizé, as grandes pirâmides foram aparecendo no meio dos prédios, como se fizessem parte da cidade. E de fato, não há mais separação entre o sítio arqueológico e a cidade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na loja de papiros, um dos funcionários explicou todo o processo de fabricação do antepassado de nosso papel. Depois de feito, são gravadas figuras que imitam as representações mais conhecidas: O faraó guiando o carro de guerra, uma procissão de oferendas, cenas de adoração e até mapas do país, retratos do busto de Nefertiti e da máscara funerária de Tutankhamon. Se seus contemporâneos vissem como eles são bem mais quistos hoje em dia...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Então, apenas cinco minutos depois de sairmos da loja, estávamos aos pés da pirâmide de Kéops. Na bilheteria ainda. E lógico, antes de mais um detector de metais. Rodrigo e eu animamos comprar bilhetes para entrar nas duas grandes pirâmides. Só não insisti em visitar também a de Miquerinos, porque ela estava em restauração. O resultado é que tivemos que correr para visitar as duas no tempo disponível. Talvez para quem tenha permanecido na planície, 50 minutos em Gizé possam ser eternos. Para quem se habilitou a entrar nas pirâmides, são instantâneos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Para quem gosta, vale muito à pena pagar um pouco mais (160 libras egípcias) para entrar nas grandes pirâmides. Quando voltamos ao ônibus, não tive fôlego nem para tirar fotos. Dentro das moradas eternas, não é permitido nem filmar, nem fotografar. Seguimos para o mirante apreciar a vista, tirar fotos nas mais variadas (e divertidas) poses e, para aqueles que se habilitavam, descobrir o que era andar de camelo.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sol já começava a descer no horizonte quando chegamos aos pés da esfinge. A entrada é feita pelo templo que data do reinado de Kéfren. Alguns egiptólogos acham que a esfinge é mais antiga ainda, porém não foram encontradas provas que tornem esta hipótese verídica. Por estar situada em um local mais limitado que a planície das pirâmides, a concentração de visitantes no local é astronômica. Para variar, nossos amigos camelo(chato)s estavam lá para tornar tudo mais uma aventura em solo egípcio.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A tarde terminou levando consigo o ânimo de boa parte dos participantes destes passeios. Mas a memória agora comportava lugares inesquecíveis. Cheguei ao hotel e, tentei falar pela décima vez com minha mãe e minha irmã. Não conseguia de forma alguma. Decidi acessar a internet para fazer alguma ponte de comunicação. Foi então que recebi a notícia: Meu avô havia falecido no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Exatamente assim. E ninguém que estava próximo de mim neste instante falava português.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Havia optado por não fazer o passeio noturno para ver o espetáculo de luz e som nas pirâmides. Tanto melhor, não conseguia falar nada. Talvez tenha mesmo sido melhor não haver nenhum falante da língua portuguesa por perto. Não saberia o que dizer...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Voltei ao hotel e não me perguntem qual a rota que cumpri. Não saberia mesmo responder. Ao sentar na cama, chorei muito. Não sabia quando havia acontecido ou como estava minha família. Sabia sim que todos eram muito apegados a ele...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Incluindo eu...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não demorou muito, minha irmã me ligou para saber como eu estava e tentar esconder, ao pedido de minha mãe, a morte de vovô. Quando atendi ao telefone, perguntei apenas: “Quando foi?” Já se passavam três dias. Tinha sido logo após eu viajar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Passei uma noite péssima e pedi muito ao meu avô, aonde quer que ele estivesse, que me ajudasse sobre o que fazer numa situação como esta. Ele me ajudou mais que depressa. Não vi quando tinha adormecido... Sei que acordei na manhã seguinte tranquilo, em paz, sentindo a meu avô do meu lado e pronto para embarcar para Aswan.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6918607241390951356?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=9af3a63597b49c18&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6918607241390951356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6918607241390951356' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6918607241390951356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6918607241390951356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/08/cairo.html' title='EGITO - Cairo'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-8623381363656575272</id><published>2009-08-12T18:16:00.004-03:00</published><updated>2009-08-12T18:22:17.073-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - Cruzeirenses &amp; Alitalia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SoMxiyKuF5I/AAAAAAAAAIk/HC5dd71riOg/s1600-h/C%C3%B3pia+de+Egito+029.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SoMxiyKuF5I/AAAAAAAAAIk/HC5dd71riOg/s320/C%C3%B3pia+de+Egito+029.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369189654407813010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:78%;" &gt;                                                           Foto tirada logo após a decolagem do Aeroporto Internacional André Franco Montoro (Guarulhos)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como se a ansiedade já não fosse o bastante, eram três horas da manhã em Belo Horizonte e um cortejo ininterrupto de carros “buzinantes”, circulava comemorando a vitória do Cruzeiro Esporte Clube sobre o Grêmio, na longínqua Porto Alegre! Por que diabos a empolgação destes torçedores não era proporcional à distância que separava as capitais mineira e gaúcha?&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;E às três da madrugada estavam completando quatro horas de fogos, buzinas e gritos. Duas horas de sono depois, acordado ainda cuidando dos documentos para que, diferente da minha experiência inglesa, nenhuma surpresa desagradável me esperasse no aeroporto de Guarulhos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Começava a viagem...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Às seis e meia da manhã eu, minha irmã e minha mãe entramos juntamente com uma bagagem que só faltou conter eletrodomésticos, à caminho da rodoviária de Belo Horizonte, encontrar com Marina – uma grande amiga minha - para embarcar no expresso Unir, em direção ao aeroporto Tancredo Neves.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Check-in feito assim que chegamos ao aeroporto de Belo Horizonte, eu não modifiquei nenhum hábito adquirido e fui até o terraço panorâmico. A movimentação matutina do aeroporto me surpreendeu. Pra quem lembra o Aeroporto de Confins, entregado às moscas do princípio da década, é uma surpresa bastante agradável deparar com um pátio em efervescente trânsito de aeronaves, das companhias domésticas que servem a capital mineira.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eram nove e vinte quando o embarque do vôo Tam com destino à Guarulhos foi anunciado. Me dirigi sem hesitar para o portão de embarque e me despedi das minhas duas amigas, Poliana e Marina, assim como de minha mãe e minha irmã. No momento em que passei pelo detector de metais, a fila de embarque já formada, pôs-se em movimento.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O A320 decolou para um céu de inverno com algumas nuvens, antes de continuar a ascensão ao nível de voo. O serviço de bordo de média qualidade da Tam não me impede de comparar com a recém doméstica companhia de Marília que primava pela excelência no atendimento e serviço de bordo, durante a década de noventa... Bons tempos aqueles!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aterrissagem muito bem feita no Aeroporto de Guarulhos, em menos de uma hora já estava em direção à “Asa A” – um dos setores do extenso aeroporto paulista. Próximo à fila do check-in, encontrei uma senhora com uniforme da agência de turismo que me vendeu o pacote – CVC. Seu nome era Vera e ela me disse que poderia realizar meu check-in sem esperar nenhum tipo de problemas. No entanto, ela me pediu para não demorar a fazê-lo, pois esperava-se uma extensa fila no setor da Polícia Federal.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Escolhi um assento próximo à janela, despachei minha bagagem e corri atrás do Mac Donald`s, exceto que eu não me lembrava em qual “asa” ele estava. Sem um lanche para me “abastecer”, entrei no setor de embarque internacional. Para a minha surpresa, não haviam filas para passar pela Polícia Federal. Tanto melhor!&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Free-Shop do embarque é um tanto “magro”, se comparado aos embarques de outros aeroportos. Ainda sim, melhor que o de Belo Horizonte. Recarreguei meus suprimentos de cartões de memória e fitas para a câmera. Esperei um bocado, resistindo bravamente à vontade de comprar a quantidade de salgados que seria necessária para saciar minha fome por completo. Só para se ter uma idéia, um salgado do tipo pastel assado, vendido na sala de espera de Guarulhos, custa 5 reais. O pastel, quanto ao tamanho, pode ser facilmente classificado como “Woompa-Loompa”. Me rendi ao jogo de volley que era transmitido – Brasil contra Finlândia. Ganhamos, é claro...&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eram 14:30 quando anunciaram o embarque do voo Alitalia com destino à Roma, só então reparei na fila monstruosa, já formada pelos que iriam embarcar no Boeing 777-200 batizado pela companhia italiana “Madonna Di Campiglio”. Não conhecia ninguém ali até então. Ao entrar na aeronave, tomei um certo cuidado para não atropelar nem ser atropelado durante o processo de acomodar as bagagens de mão. Se arrependimento matasse... O lugar próximo à janela era o menor da fileira composta por três assentos. Tendo em mente um vôo com onze horas e meia de duração, suspirei conformado e tomei o meu lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quarenta minutos depois, o Boeing percorria em velocidade crescente a pista de Guarulhos, flexionando as pontas de suas asas até levantar o nariz, majestosamente elevando-se para cruzar a camada baixa de nuvens que encobria o aeroporto. Até ultrapassar essa camada, a subida manteve-se um tanto tremida, mas não chegou a ser desconfortável.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante o voo, descobri que meu vizinho de assento também era meu companheiro de excursão – Rodrigo. Conhecemos um ao outro, conversamos sobre os motivos que nos levaram a estar naquela viagem, quais eram as expectativas que ambos tinham sobre o Egito e assim transcorreram as seguintes onze horas e trinta minutos.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Às cinco e meia da manhã, o sol iluminou o Mediterrâneo abaixo de nós. Sobrevoávamos a costa da ilha de Sardenha, lugar em que o 777 começou a descida para aproximação no Aeroporto Leonardo DaVinci – Fiumicino, em Roma.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O desembarque aconteceu a céu aberto. Rodrigo e eu nos encontramos com Marici (Mia) – uma amiga de Rodrigo. Eles haviam se conhecido pela internet, antes da viagem. “De quebra”, conhecemos também o pai de Mia e sua irmã, Solange (Sol).&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desembarcar sob um calor de 30 graus às seis e meia da manhã e encontrar uma alfândega que poderia ter neste instante, dois mil passageiros (sem exageros), não era nada tranqüilizador.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Alguns companheiros mais foram aparecendo e se tornando familiares. Enquanto isso, fazíamos planos para aproveitarmos o Cairo. Não consegui um cartão telefônico para ligar para casa naquele terminal. Segundo me explicaram, teria que converter em Euros, 100 dólares apenas para comprar o tal cartão que, segundo meus novos amigos, consumia-se rapidamente apenas nas tentativas.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Passamos toda a manhã no aeroporto até sermos chamados para embarque em um Airbus A321 com destino ao Cairo – finalmente! Às 14:21, faltando apenas 9 minutos para a partida, o comandante nos avisou que haveria um atraso de uma hora e meia, devido à uma greve de controladores de vôo na Grécia. E o calor italiano não melhorou nada neste ínterim. Tivemos até mesmo um alarme falso de gripe A, quando uma passageira passou mal e a aeromoça, descobrindo que ela viera de São Paulo, correu até a cabine para avisar o comandante, este chamou em seguida um grupo de paramédicos!&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais cedo do que o esperado – mesmo com a confusão da gripe A – decolamos uma hora depois. O voo já durava três horas e vinte quando distingui pela minha janela, o contorno do delta do Nilo junto ao cintilante azul do Mediterrâneo. Estávamos sobre território egípcio! Pouco depois pousamos no Aeroporto Internacional do Cairo, cercado pelas areias do deserto. Uma lufada quente de boas-vindas me recebeu nos meus primeiros passos em solo egípcio! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-8623381363656575272?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/8623381363656575272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=8623381363656575272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8623381363656575272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8623381363656575272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/08/egito-cruzeirenses-alitalia.html' title='EGITO - Cruzeirenses &amp; Alitalia'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SoMxiyKuF5I/AAAAAAAAAIk/HC5dd71riOg/s72-c/C%C3%B3pia+de+Egito+029.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6182998724505674787</id><published>2009-07-01T19:04:00.003-03:00</published><updated>2009-07-01T20:02:21.090-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>EGITO - Prólogo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Skvq3ccXCKI/AAAAAAAAAIc/AgSI_57oOio/s1600-h/aeroporto%5D-725539.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Skvq3ccXCKI/AAAAAAAAAIc/AgSI_57oOio/s320/aeroporto%5D-725539.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353630820308813986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                           &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  fonte: google imagens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente depois de três meses de espera, o dia da viagem chegou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tempo mais que suficiente para a preparação dos papéis necessários, algumas confusões com troca de horários de voos e companhias aéreas, sem contar os comentários desanimadores à respeito da "nova gripe" ou o acidente envolvendo o voo da Air France 447. Eu consegui sobreviver a tudo isso (e o mais importante, consegui sobreviver à minha própria ansiedade que dura mais de 112 dias!) e espero sobreviver à arrumação da mala... Este momento crítico resolvi adiar para os últimos instantes - não do último dia! - Mas das últimas 50 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li o máximo de blog's sobre pessoas que foram, desta vez perguntei à alguns como é o clima, a comida e espero estar indo prevenido. O Egito tem sido parte das minhas paixões desde sempre. Competiu de perto com a carreira de piloto, mas resolvi manter como passatempo. Mesmo assim, sem dúvida será a viagem da minha vida. Aquele país que, se fosse pra escolher apenas um que eu visitaria em toda a minha vida, seria com certeza as "Duas Terras".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima postagem será feita depois da viagem, mas o que escreverei será mantido fiel a uma espécie de "diário de bordo". Muitos amigos me pediram para contar as histórias da viagem e, mesmo que não houvessem pedidos, escreveria assim mesmo. É o tipo de viagem que quero lembrar (e com certeza vou) pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com vocês (daqui a 18 dias)... O Egito - por Ranieri!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6182998724505674787?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6182998724505674787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6182998724505674787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6182998724505674787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6182998724505674787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/07/egito-prologo.html' title='EGITO - Prólogo'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Skvq3ccXCKI/AAAAAAAAAIc/AgSI_57oOio/s72-c/aeroporto%5D-725539.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4809313383293792956</id><published>2009-06-27T13:25:00.002-03:00</published><updated>2009-06-27T13:33:39.462-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>O último dia de aula na faculdade.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SkZJy4VFVxI/AAAAAAAAAIU/_-51Mugivow/s1600-h/bl-estuda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SkZJy4VFVxI/AAAAAAAAAIU/_-51Mugivow/s320/bl-estuda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352046345639515922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só isso?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de três anos e meio, apenas um dia como outro qualquer. Mas, por algum motivo, eu esperava algo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, a ausência de "o que quer que tenha sido", não modificou uma realidade: minha fase de universitário terminou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4809313383293792956?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4809313383293792956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4809313383293792956' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4809313383293792956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4809313383293792956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/06/o-ultimo-dia-de-aula-na-faculdade.html' title='O último dia de aula na faculdade.'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SkZJy4VFVxI/AAAAAAAAAIU/_-51Mugivow/s72-c/bl-estuda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6397015939116866082</id><published>2009-05-13T01:01:00.003-03:00</published><updated>2009-05-13T01:13:55.577-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Paulo'/><title type='text'></title><content type='html'>Olhando pela janela vejo uma metáfora do mundo contemporâneo. Uma das maiores cidades do mundo, com mais de vinte milhões de pessoas que nesse exato minuto estão dormindo, assistindo TV, usando computador, fazendo sexo, dirigindo, indo para mais uma noitada.&lt;br /&gt;Não é a toa que São Paulo é considerada uma das capitais do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando pela minha janela vejo uma metáfora da São Paulo contemporânea. É a obra do metrô logo ali, é o Instituto Tomie Ohtake mais a frente, são os restaurantes que enchem as ruas em volta, os bares, as pessoas, os cabelos pra lá e pra cá. Um slow motion de caras e atitudes gerando densidade demográfica assustadora num ponto ínfimo da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da janela também vejo um posto de gasolina que abastece os automóveis para viagens, para o trabalho ou para a jornada rumo à próxima balada. Contudo percebo nesta mesma janela o meu reflexo. O reflexo de um ser que observa tudo isto sem ser um verdadeiro paulistano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é a maior rapadura nordestina que já vi. Doce e Dura. Calma e Insuportável. Vivemos às vezes numa lenda urbana sem fim, como se aqui onde vivemos a violência, a miséria e o descaso social não existisse. Isso até o primeiro soco no estomago em alguma esquina escura. Ou de tão cansado perder o ponto do ônibus de casa e acabar parando no final da linha do coletivo: no sentido bairro, na periferia, na favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que nos vestimos com lenços brancos umidecidos, cor-de-rosa, para não vermos situações tão alarmantes e tão transparentes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo é tudo de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas às vezes, é também, tudo de ruim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6397015939116866082?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6397015939116866082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6397015939116866082' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6397015939116866082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6397015939116866082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/05/olhando-pela-janela-vejo-uma-metafora.html' title=''/><author><name>Raphael Yanes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10330658731956744239</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-2310264887618559050</id><published>2009-05-11T23:28:00.003-03:00</published><updated>2009-05-12T00:28:46.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Mais uma segunda-feira...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sgjs1NIQOuI/AAAAAAAAAIM/je_ANV9mO-A/s1600-h/segunda.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sgjs1NIQOuI/AAAAAAAAAIM/je_ANV9mO-A/s320/segunda.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334774157421853410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10:00... Relativamente cedo, tendo em vista a minha rotina de "11 horas não são 'da manhã', pra mim são 'da madrugada'..." Mas a UFMG não fica aqui do lado. E sim um "5102" de distância! Ainda meio tonto das preocupações recentes, tento fixar na rotina de banho-quarto arrumado-café da manhã e mochila nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oui! Inquietantemente constatei que tem sido mais interessante estudar para um curso de línguas do que nas matérias do último semestre de Ciências Aeronáuticas! Ônibus com piso baixo, mp4 com um bom pop francês pra passar o tempo, cinco minutos depois troco para "new-age". Tirei "A pedra da luz" para ler - pela terceira vez - e durou apenas 3 capítulos. Não consegui resistir à paisagem do trânsito, cada vez mais caótico de Belo Horizonte. De volta ao pop, desta vez em inglês! E pela Av. Augusto de Lima, Pedro II e Presidente Carlos Luz, em muitas "viagens do pensamento" e algumas faixas musicais lá está a portaria da Universidade Federal de Minas Gerais, como sempre movimentadíssima nessa hora - 11:30. A aula começando e agora que entro no "campus universitário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendi a gostar mais da UFMG em três meses do que gosto da Fumec depois de três anos. Algo relativo à maioria "mente aberta" da Universidade Federal e pelo fato de eles terem um Campus de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prédio da Letras - FALE (propício), curso de Francês básico I. Uma hora e meia de aula que não vejo passar e que chega a ser quase uma terapia. De volta ao centro depois do almoço no bandejão... Por que não deixam "buzões" com mais espaço entre os bancos na linha 5102? Ainda mais depois que a gente enfrenta um almoço, a jornada se torna praticamente em 30 minutos de tortura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa! Computador ligado, mochila no sofá e os mais recentes episódios da terceira temporada de "Ugly Betty"! Depois, resolvi ingressar no primeiro episódio de um mundo chamado "Sex and The City" - sim, adoro séries!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o café da tarde me perdi um pouco lembrando da última semana: Como meu avô estaria respirando por balão de oxigênio à quase 400 quilômetros de onde estava? O que havia feito de errado na entrevista de emprego que durou três fases incluindo um teste de polígrafo para aparentemente passar em tudo e não ser selecionado? Como fazer pra que um novo flerte não seguir os passos dos últimos? Como me virar com um terço do dinheiro mensal faltando ainda 20 dias para que o mês terminasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei isso tudo de lado quando liguei de novo o mp4 e saí para a faculdade. Eram 18 da tarde e eu chegaria com os usuais 20 minutos de atraso. No ponto de ônibus, uma mãe vigiava o ônibus e o filho com paralisia ao mesmo tempo. O peito ficou apertado. Pensei nela, pensei na minha mãe, pensei que não tinha paralisia e agradeci... Muito. Quando o "buzão" encostou, ela puxou a cadeira de rodas até a porta central e chamou o cobrador. Nada. Não olhei para a entrada do ônibus, olhei para a mãe e ela olhava para o cobrador. O cobrador olhava para ela? Nessa "troca de olhares" lá estava eu segurando a frente da cadeira de rodas e dizendo "Eu te ajudo". Ela olhou agradecida e disse "muito obrigado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conto esse episódio pra me gabar de ter feito uma "boa ação". Devriam chamar de "ação normal". Conto para compartilhar o que pensei naquele instante: Pessoas com limitações são, na verdade anjos. Eles existem para que possamos exercer nosso lado humano sempre que possível, para nos treinar a ajudar o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando na faculdade ainda antes do professor, me preparei para os três tempos de Direito Aeronáutico. É um tanto cansativo na minha opinião. Se fosse uma aula de "Análise da arte no Antigo Império Egípcio", três tempos seriam "nada"! Encontrei no intervalo com Poliana, uma anja que ainda frequenta a Fumec e, pra minha felicidade anda ao meu lado. Colocamos os assuntos do fim-de-semana em dia, animamos um ao outro... Justamente o que me faz gostar muito de segunda-feira quando ela está quase acabando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta para a sala de aula - mais dois tempos, desta vez de Inglês. No meu caderno, uma estátua egípcia apareceu em dez minutos, cercada por outros desenhos sem um contexto enquanto o professor indicava quais textos seriam cobrados na prova de semana que vem. Às dez horas da noite, voltei à Avenida do Contorno com Poli para embarcar no "circular 02", chegar em casa e matar a vontade de saber como vovô estava. "Então, mamãe? Como o vovô está?" "Ele te mandou um recado, filho... Ele disse que está lutando pela vida." Ela não percebeu pelo telefone o nó na minha garganta... Disse-lhe que como sempre, me orgulhava dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra finalizar a última hora desta segunda-feira... Orkut e a idéia: por que não colocar este dia no blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São meia-noite e vinte e seis minutos... Faltam 50 dias pra eu terminar meu curso superior e 54 dias para realizar a viagem dos meus sonhos... É, parece que vai dar certo sim! =D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-2310264887618559050?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/2310264887618559050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=2310264887618559050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/2310264887618559050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/2310264887618559050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/05/mais-uma-segunda-feira.html' title='Mais uma segunda-feira...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sgjs1NIQOuI/AAAAAAAAAIM/je_ANV9mO-A/s72-c/segunda.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3733839371567992262</id><published>2009-04-20T00:28:00.006-03:00</published><updated>2009-04-20T01:24:08.406-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Balada em Divi-city!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sev2rz_NSQI/AAAAAAAAAIE/NYzL4luU0os/s1600-h/Silvete.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sev2rz_NSQI/AAAAAAAAAIE/NYzL4luU0os/s320/Silvete.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326622216845871362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que as melhores festas são aquelas que programa-se de supetão: Vamos? Vamos! Que dia? Hoje. Ah... Ok! Tenho um grande amigo em Pará de Minas e prometia visitá-lo a um ano. Promessas e promessas, passei à ação. Deixando de lado qualquer dor-de-cotovelo e medo de gastar dinheiro, combinamos a data e embarquei na rodoviária de BH num sábado à tardinha com fortes expectativas (e alguns medos e neuras). Quando vi meu amigo na plataforma da rodoviária de Pará, mandei as neuras pro espaço e resolvi "me jogar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não houve esquenta algum - até preferi. Ao invés disso, ele me apresentou um amigo dele e os três conversaram horrores, comendo macarrão instantâneo (tento conseguir uma maneira mais educada de dizer "miojão"...) e pasmem, suco de maracujá! Seria esta a geração saúde?! Levei uma camisa mais precavida contra o frio. A dita cuja foi logo gongada por ser extremamente "visual tiozão". Quando será que eu vou entender que não tenho 35 anos de idade?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camiseta mais descente vestida, um gel básico no cabelo e o essencial: um ótEmo perfume e estavamos prontos. A van chegou aos berros. Me assustei com o quanto meu amigo é famoso e querido na cidade dele. De Pará de Minas à Divinólpolis foram mais ou menos 60 minutos de riso incessante. Minha primeira "festa com turma de van" prometia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa, produzida pela Jovem Pan, chamava-se "GLS SIM" e aconteceu numa associação de trabalhadores (realmente não lembro o resto do título) em Divinópolis. Assim que desci da van, vi que o visual mais descolado pagou um preço: um frio de doer! Os 15 fervidos desciam as escadas para a tenda com os braços cruzados e reclamando a cada degrau, sobre a temperatura. Agora, o público... Realmente variado! Muuuuuuuita gente e muuuita gente feia, porém alguns "interessantes" e principalmente, rostos novos! Aparentemente - deixo bem claro que apenas aparentemente, pelo que percebi na festa, a faixa etária GLS de Divinópolis e região é mais elevada nas baladas que a de BH. Mais ou menos oito anos a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal é bem fervido e as músicas estiveram ótimas, comandadas inicialmente por um Dj local e depois, pelo Dj Léo Becker de São Paulo - Ele é "MARA"! A atração principal Silvete Montilla foi o ápice da noite, com tiradas cômicas e um concurso de dança improvisado que rendeu alguns gongos para os participantes, pelas suas performances. O que realmente não entendi foi por que o pessoal atirava moedas na Silvete. Desconheço o significado do costume, mas achei de extremo mau-gosto. Apesar de curta, a apresentação foi divertida e fiz questão de me posicionar bem próximo ao palco para registrar tudo na câmera e na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa terminou às cinco e meia da madrugada para nós, e o caminho de Divinópolis até Pará de Minas foi longo. Alguns dormiram, outros atentaram e eu morria de sono e dor nas pernas - pudera, experimenta ficar de meia-noite às 5 e meia dançando sem parar para sentar e não exagero quando digo "sem parar para sentar"! Peguei minhas coisas na casa do meu amigo e fui até um taxi (por que bandeira 2 dura o domingo inteiro?!) até a rodoviária para o volume dois da peregrinação - o retorno à BH, que passou despercebido pra quem dormiu o caminho todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 5 da tarde do domingo quando finalmente acordei. Joguei as fotos no orkut e só parei para almoçar às 8 da noite. Agora é uma hora da madrugada e eu, postando o texto enfrento os últimos dos efeitos colaterais - nostalgia e... Insônia! Nhaf!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3733839371567992262?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3733839371567992262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3733839371567992262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3733839371567992262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3733839371567992262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/04/balada-em-divi-city.html' title='Balada em Divi-city!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/Sev2rz_NSQI/AAAAAAAAAIE/NYzL4luU0os/s72-c/Silvete.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5112783884945128558</id><published>2009-03-29T23:51:00.006-03:00</published><updated>2009-03-30T01:03:43.956-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Cicatriz</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-73254ef210c4982b" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v4.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D73254ef210c4982b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D295CABECB28C99C502CC29BC5F8211B5F7DDFEBC.6F6655F5090BD33A679A98D511FB145BE65F2557%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D73254ef210c4982b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6CxB8XmhyqaUoKLjOZmEBP3Hwyw&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v4.nonxt1.googlevideo.com/videoplayback?id%3D73254ef210c4982b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D295CABECB28C99C502CC29BC5F8211B5F7DDFEBC.6F6655F5090BD33A679A98D511FB145BE65F2557%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D73254ef210c4982b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3D6CxB8XmhyqaUoKLjOZmEBP3Hwyw&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-..., mas só como amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você fixa o olhar no horizonte antes cheio de prédios através da janela do quarto, mas agora ele está vazio. Absorve o choque de algo que temia ouvir enquanto os pensamentos vagavam, sem rumo nas noites em claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que esperava que fosse acontecer, não ocorre. Não há resposta, você fica perdido e não sabe o que dizer... Mas sabe o que sente: tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a primeira vez, mais assustador ainda - não será a última. Alguém que protagonizava seus sonhos, presença constante no seu pensamento simplesmente diz: "não". E o mundo gira, desaba, aqueçe e esfria ao mesmo tempo. Por mais diferentes que as emoções sejam, essa dói praticamente do mesmo jeito, todas as vezes em que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não escolhe por quem se apaixona. Talvez escolha se apaixonar ou não (isso ainda não aprendi a fazer). Acontece. Não existe culpa. Alguns se arrependem de "ter se deixado". Outros desesperadamente imaginam formas de voltar no tempo, fazer algo diferente... Dizer algo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pretérito imperfeito é perda de tempo: ah, poderia ter sido... E se eu tivesse dito... Não aconteceu! Bobeira pensar assim, acho eu. Se arrepender de ter se apaixonado, acredito que não resolve. Enquanto durou, quando as respostas ainda existiam, quando os beijos ainda eram quentes, quando o abraço era envolvente e o perfume te acompanhava na memória e não no olfato (e acompanha ainda durante um tempo depois...), você sorria, sentia-se a pessoa mais completa do mundo como se nada mais tivesse importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viver a paixão é saudável. E por mais que elas causem cicatrizes na memória, registram sua vida. Emoções são os minutos passados de alguém. Provam que você esteve aqui, sentiu. Uma vida sem paixões é uma vida que "durou pouco". Paixões acarretam valor e experiências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ruim é ter que se livrar dela. Quando apaga-se naturalmente chega a ser quase indolor, mas ter que se livrar dela ainda no início, quando há "combustível" suficiente pra toda a frota de aeronaves do mundo por 70 anos, talvez mais... Aí fica difícil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga o que precisa dizer e seja sincero consigo mesmo, seja sincero com a outra pessoa e lute, se achar que deve! Mesmo que não dê o resultado que gostaria, você agiu com sinceridade e maturidade. Pode ser que da próxima vez você esteja "do outro lado", quem sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E repito o que pode ser um alívio ou uma maldição: Haverão outras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5112783884945128558?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=73254ef210c4982b&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5112783884945128558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5112783884945128558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5112783884945128558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5112783884945128558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/03/cicatriz.html' title='Cicatriz'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4949467532244213810</id><published>2009-03-24T01:47:00.004-03:00</published><updated>2009-03-24T02:36:51.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>É pra Julho!</title><content type='html'>Expectativa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... Pra quem leu o meu outro blog, essa frase começou uma confusão danada! Mas não se preocupem, desta vez acho que o risco de terminar do mesmo jeito é mínimo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intercâmbio?!&lt;br /&gt;De novo?&lt;br /&gt;Não...&lt;br /&gt;Acalmem-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda resisto muito à idéia de morar fora do Brasil, mesmo que seja por alguns meses. Porém, a expectativa dessa vez é por algo diferente que pode se tornar a viagem da minha vida! Eu tenho medo de comentar coisas assim e tudo terminar numa novela mexicana. Vou deixar apenas subentendido o meu "bom desassossego", através do filme à seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d160f9b2727f0c06" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v8.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd160f9b2727f0c06%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1AD39656E661ABD0FB450112FA8C39792601719C.486ABE7BF3CC8255FC80D7665DEA37A96A61FF4E%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd160f9b2727f0c06%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DiVSlHDm01oAY-tRWmNwUNq-_aAM&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v8.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd160f9b2727f0c06%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D1AD39656E661ABD0FB450112FA8C39792601719C.486ABE7BF3CC8255FC80D7665DEA37A96A61FF4E%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd160f9b2727f0c06%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DiVSlHDm01oAY-tRWmNwUNq-_aAM&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais detalhes... Nos próximos meses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que tá parecendo como da última vez?! *medo! Haha!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4949467532244213810?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=d160f9b2727f0c06&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4949467532244213810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4949467532244213810' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4949467532244213810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4949467532244213810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/03/e-pra-julho.html' title='É pra Julho!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4605513218946158559</id><published>2009-02-20T03:51:00.004-03:00</published><updated>2009-02-20T03:54:44.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>A Barca Lunar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZ5TNLYdPzI/AAAAAAAAAHg/ssdBAeB2dRI/s1600-h/BarcaLunar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 288px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZ5TNLYdPzI/AAAAAAAAAHg/ssdBAeB2dRI/s320/BarcaLunar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304768896947797810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;http://www.comunidade-espiritual.com/member/i/p/2005/01/BarcaLunar.jpg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voga pelo céu, num mar de espelhos... Espelhos que refletem a solidão da alma de quem a vê. O movimento é suave. A proa ora se eleva, ora se abaixa... Enquanto ela segue pelo céu, num fluxo contínuo... Eterno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Seu único tripulante sabe que a alma não se eleva por opção. Necessita de um fator externo, algo que a faça chegar a tão altas nuvens... Nuvens? Num céu escuro como o breu? Sim. Nuvens plácidas de pergaminho. Revolvem-se ante a passagem da embarcação onírica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Suave ela caminha pelo cosmo. O céu escuro como breu luta, mas não consegue apagar os milhares de pontos luminosos que insistem em desafiar a regra da escuridão. Como uma vitória, como uma demonstração de loucura ante a esmagadora força da escuridão e do esquecimento, aplaudem o movimento da barca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Enquanto a barca segue no curso, os espectadores reparam que ela muda suas velas durante o caminho... Não ao sabor do vento, mas por vontade própria. Querendo adquirir novos rumos, novas velocidades... O curso pode ser eterno, mas a cada viagem, um novo estado de espírito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;O tripulante olha assombrado, quantos assistem a esta passagem hoje à noite. A barca nunca está só, mas há algo de novo. Algo de estranho... Ele não consegue explicar. Apenas suspira consigo mesmo... “Esse negócio de humanidade... Que coisa esquisita!”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Abraço pra você!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4605513218946158559?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4605513218946158559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4605513218946158559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4605513218946158559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4605513218946158559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/02/barca-lunar.html' title='A Barca Lunar'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZ5TNLYdPzI/AAAAAAAAAHg/ssdBAeB2dRI/s72-c/BarcaLunar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-1167182105946794225</id><published>2009-02-11T13:38:00.006-02:00</published><updated>2009-02-12T15:30:15.213-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Queimada!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZL7e5mwhJI/AAAAAAAAAHY/ZH6mP615Nro/s1600-h/fogo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZL7e5mwhJI/AAAAAAAAAHY/ZH6mP615Nro/s320/fogo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301576219646526610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                            Fonte:Baixaki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA &amp;amp; ELA?&lt;br /&gt;Fiquei de toda cor dia desses, inclusive, branco de susto. Em minhas&lt;br /&gt;perambulâncias, passei por trás da Casa da Cultura, no pequeno Jardim, onde&lt;br /&gt;há um velho banco, deparei-me com duas moçoilas no maior clima, trocando&lt;br /&gt;afetos e afagos. Há princípio achei de limpar a garganta, tossi bem alto.&lt;br /&gt;Nada. Olhava com o rabo dos olhos, as miguxas continuavam truvadas. De&lt;br /&gt;repente um pensamento, desceu como um raio: E se aquilo fosse coisa do outro&lt;br /&gt;mundo? Corri os olhos naquele casarão abandonado, não tive dúvida. A garganta&lt;br /&gt;secou, subiu um arrepio pela espinha. Gritei cruz credo! já estava no meio da&lt;br /&gt;rua. Duas mulas sem cabeça. Só podia ser, duas mulas sem cabeças. Vê-se que o&lt;br /&gt;novo secretário da Cultura, Flávio Arvelos, vai ter até que ir numa sessão do&lt;br /&gt;descarrego na Universal, para exorcizar estes romances do outro mundo. Vi&lt;br /&gt;isso não...credo!"&lt;br /&gt;(Milton Magalhães)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente recebi este texto de uma grande amiga, no qual um colunista da minha cidade natal, relatava sua experiência de ver duas meninas "ficando". O texto é um marco da discriminação em Patrocínio e transmite exatamente o que muitos conterrâneos pensam à respeito da homossexualidade. Minha reação, no momento foi de asco. Peito apertado. Como em todas as situações em que me consideram "uma anormalidade social". Pois sim, é isto que nós sentimos quando a ignorância consegue desferir seus golpes contra a diversidade, quando a intolerância vence o princípio do respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi este marco da homofobia que se transformou em marco da reação contra ela! Deixo claro que não tenho a intenção de considerar o autor como bode-expiatório, jogando nos ombros dele toda a revolta contra a homofobia que está tomando conta de Patrocínio. Mas ele teve sua parcela de responsabilidade ao veicular um texto destes em um jornal de circulação pública. Não confundam "liberdade de expressão" com "discriminação"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação veio! Sim, ela aconteceu!!! Eu não esperava, mas vários comentaram no perfil de orkut do autor, de como se sentiam embasbacados com seu texto. Foram escritas frases que transmitem ideais milenares, hoje ainda tão modernos... Muitos amigos figuravam entre os "rebeldes". Instaurou-se a primeira manifestação Anti-Homofobia da região Rrangelina. E sim, eu estive presente! Quando teclados foram usados para contra-atacar a discriminação, quando jovens rebatiam atitudes ignorantes, quando meus amigos se armavam de argumentos fundamentados para basear seus ideais e quando a maré finalmente mostrou outra direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é o futuro! Ele chegou no interior de Minas Gerais, na minha cidade de Patrocínio que ainda se encontra ofuscada por um brilho maldoso de tradições caducas e ideias medíocres que alguns habitantes recusam-se a largar, por falta de informação ou por medo do novo, por medo de si mesmos... Por medo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-1167182105946794225?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/1167182105946794225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=1167182105946794225' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1167182105946794225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1167182105946794225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/02/queimada.html' title='Queimada!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SZL7e5mwhJI/AAAAAAAAAHY/ZH6mP615Nro/s72-c/fogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-7495051208469989181</id><published>2009-01-29T15:48:00.005-02:00</published><updated>2009-01-29T16:36:53.310-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Quando a gente aprende sobre a morte...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SYH2kUCge2I/AAAAAAAAAHQ/SqTB3KFozcM/s1600-h/4036611.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296785740479363938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SYH2kUCge2I/AAAAAAAAAHQ/SqTB3KFozcM/s320/4036611.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Foto: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.panoramio.com/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;www.panoramio.com&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eram não-sei-quantas da madrugada quando senti sede e me levantei pra beber água. De repente me lembrei dele. Humberto tinha sido meu colega durante muitos anos, desde o segundo jardim-de-infância, até a oitava série. Não posso dizer que eramos próximos nos últimos anos, mas convivemos durante muito tempo. Isso cria uma certa familiarização. Quando era criança, passava muitas tardes na casa dele, jogava futebol (tempos traumáticos) e dentre os meus colegas, Humberto sempre pegava leve comigo na hora de dar bronca por eu ser tão "perna-de-pau"!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No dia 30 de julho de 2008, ele fez sua passagem para um mundo diferente deste. Eu não soube no dia. Quando minha mãe veio me visitar em Belo Horizonte, algumas semanas depois, fiquei sabendo que o câncer tinha afastado Humberto de nós. Não entendi nada quando soube. Morte? Isso acontece com conhecidos dos meus pais, tios avós que nem conheço, parentes distantes, mas não com meus amigos! Não! Não pode! Não acontece! Mas tinha acontecido e eu devia viver com isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não soube antes por que tenho pouquíssimo contato com os que deixaram de colegas de sala depois que mudei de escola, no colegial. Coisas da vida... O que não significa que perdemos carinho e admiração. Este era o caso do Humberto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então, passaram-se meses, de vez em quando me lembrava dele. A última vez, nesta madrugada. A lembrança foi tão intensa que decidi ir ao túmulo feito em honra à ele, no cemitério de Patrocínio. O dia estava propício: Nada de sol, nuvens pesadas de chuva e trovoadas ocasionais - um belo cenário pra quem ia ao cemitério sozinho. (note a ironia!)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conforme ia subindo o caminho que levava ao portão, avistava em aproximação, quase hipinotizado, o arco com os dizeres: "MORITVRI MORTVIS" (os que vão morrer saúdam os mortos) e sentia um aperto na boca do estômago nada agradável. Ao passar o umbral de acesso, perguntei a um funcionário como eu poderia saber à respeito da localização das lápides. Ele disse que "era com ele mesmo" e me levou para dentro de uma das "torres", na parte frontal do cemitério. Seguindo os moldes das boas histórias macabras, ele tirou de cima de uma prateleira empoeirada, um livro gigantesco e encapado com couro preto. Ao abrir, pude ler: "Registro dos sepultamentos" seguido de uma lista com nome da pessoa, filiação, número, idade, sexo e outras coisas mais. Fiquei pensando nas histórias em que a morte carregava um livro parecido, e isso só serviu para aumentar o crescente frio na espinha. Ele anotou a localização do túmulo e pediu a um colega que me acompanhasse até o local.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A contrução do túmulo não tinha sido terminada. Uma lona laranja cobria a pedra recém-colocada e uma cruz branca identificava o nome e a data de falecimento. Agradeci a ajuda e ele me deixou sozinho. A primeira coisa que me lembro, foi de pedir desculpas ao Humberto por estar lá, sabia que nos últimos tempos não tinha-o visto e não sei se ele se incomodaria comigo ali. Sei que precisava fazer aquilo, pois ele era o culpado. Sim, ele quem me trouxe à realidade de que pessoas próximas morrem um dia, que aqueles que você brincou, riu e conversou horrores, um dia vão se afastar de você, não há nada que você possa fazer. E de um jeito ou de outro, te lembram que "o seu também está na reta" e nunca se sabe quando vai ser. Realidade assustadora! Conversei bastante pensando nele. Lembrando dos anos de Escola Atenas e agradecendo a paciência que ele tinha comigo no futebol...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu tenho pra mim que não conversava com ele no túmulo. Lá não há nada de Humberto, apenas um "receptáculo carnal" (perdoem-me a nomenclatura extremamente elaborada, mas não achei termo melhor) se desfazendo com o tempo. Foi bom lembrar que o que conta, é realmente o que existe dentro desse "receptáculo" e é o que adquire liberdade pra fazer o que quiser depois da morte. Tenho pra mim que o Humberto, aonde quer que estivesse, riu da minha inocência. Afinal, é o tipo de coisa que só passando para entender. Me senti mais leve. Senti que era hora de voltar pra cidade. Saí do local ainda conversando com o Humberto, sabendo que podia fazer isto, mesmo sem estar ali, do lado do túmulo que construíam pra ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao passar pelos portões, agradeci aos funcionários que me ajudaram. Um me desejou boa tarde e depois de um tempo disse: "tá cedo." Pensei em responder: "Não se preocupe, um dia eu volto aqui e fico bem mais..." (que sinistro!) Se escutasse bem, podia até ouvir as risadas do Humberto...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-7495051208469989181?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/7495051208469989181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=7495051208469989181' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7495051208469989181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7495051208469989181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/01/sobre-quando-gente-aprende-sobre-morte.html' title='Quando a gente aprende sobre a morte...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SYH2kUCge2I/AAAAAAAAAHQ/SqTB3KFozcM/s72-c/4036611.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-1655173998869166717</id><published>2009-01-20T14:49:00.003-02:00</published><updated>2009-01-20T15:25:06.541-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SXYIr4qg9jI/AAAAAAAAAHI/HZ4MLnQ2Pak/s1600-h/janela+do+quarto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293427962058700338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 224px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SXYIr4qg9jI/AAAAAAAAAHI/HZ4MLnQ2Pak/s320/janela+do+quarto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Frequente conhecida destas minhas madrugadas de janeiro. Ultimamente, não tenho conseguido pregar os olhos antes das três da madrugada. Mais do que em uma ocasião, vi o sol aparecer antes de dormir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem sido hábito levantar tarde. Nas horas preguiçosas de janeiro, quero fazer o mínimo possível. Afinal, o ano não começa no primeiro dia! Bobagem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mesmo assim, resta pouco pra fazer. Uma rotina que vai terminar em alguns dias mesmo... São 3:08. Agora a pouco tentava dormir, mas esta dor de cabeça não deixou. Produto da familiarização dos meus olhos com o novo auxílio: meus óculos. Tanta era minha vontade de usar óculos que acabei adquirindo 0.5 grau de miopia depois de vinte anos de vista perfeita - tirando a fotofobia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando ao "tentava dormir"... Me lembrei que completo um ano de "Vôos e Ilhas". Não quero fazer uma postagem comemorativa, apenas quero dar uma lembrança. Comparando 366 (2008 foi bissexto) atras, pouca coisa está diferente - os óculos talvez - mas o clima da primeira postagem é ironicamente parecido. Seria "cosia de janeiro"?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fico apreensivo com os últimos meses de faculdade. Toda aquela euforia "pré-aula" está somada ao medo do mercado de trabalho. Ainda faltam seis meses. Achei que fosse sentir falta de uma festa de formatura. Devem formar comigo mais quinze alunos, no máximo. A maior parte está espalhada em vários períodos e da sala original (60 alunos) restam menos que uma dúzia. Além do mais, não vou pegar o diploma assim que terminar o curso, pois ainda me falta o certificado de Piloto Comercial e 80 horas de vôo. A faculdade concede dois anos "pós-conclusão" para conseguir tudo. Dos amigos que fiz enquanto estive na faculdade, apenas um formará comigo - mas não fiz poucos amigos, graças à Bastet!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda vou fazer uma postagem dedicada à eles, mas mais ao final da "fase universitária"...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Acredito que o sono chegou...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, vou indo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;3:30...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-1655173998869166717?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/1655173998869166717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=1655173998869166717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1655173998869166717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1655173998869166717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2009/01/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SXYIr4qg9jI/AAAAAAAAAHI/HZ4MLnQ2Pak/s72-c/janela+do+quarto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5603009952227368142</id><published>2008-12-29T14:19:00.002-02:00</published><updated>2008-12-29T14:22:03.533-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Ano Novo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVj47Qnyr8I/AAAAAAAAAHA/_3GZ6ZCPuYo/s1600-h/2009.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285247859677114306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVj47Qnyr8I/AAAAAAAAAHA/_3GZ6ZCPuYo/s320/2009.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                            Fonte: Nylander, bugman123.com&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O que eu espero de 2009:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desta vez, prefiro não esperar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Melhor fazer!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Feliz 2009 pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5603009952227368142?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5603009952227368142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5603009952227368142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5603009952227368142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5603009952227368142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/12/ano-novo.html' title='Ano Novo!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVj47Qnyr8I/AAAAAAAAAHA/_3GZ6ZCPuYo/s72-c/2009.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-8333317945707123146</id><published>2008-12-24T16:50:00.003-02:00</published><updated>2008-12-24T17:32:16.948-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Ficção - O Perfume</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVKN9RSp3vI/AAAAAAAAAG4/EAE8xjX4QPk/s1600-h/rainyWindow.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283441396612194034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 174px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVKN9RSp3vI/AAAAAAAAAG4/EAE8xjX4QPk/s320/rainyWindow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Destrancou a porta em uma fração de segundos. Lá estava o corredor do apartamento, escuro. Sorriu brevemente, pensando que ao ligar o interruptor seu pensamento tambem seria clareado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tirou a blusa de frio enquanto trancava a porta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Estava pensando o que?! Que fosse durar para sempre?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhou na penumbra da sala de estar. Não seria necessário uma luz ali. Segurando a sacola da perfumaria pela alça enroscada no dedo anular.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Eu me cansei de ter que falar aonde vou, descrever cada um dos meus passos à você. Estou sufocado!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Puxou uma das cadeiras metálicas da mesa para colocar a blusa ainda molhada de chuva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Não, você não ama. Não sentes isso por mim. Você gosta da idéia de me ter. Apenas me ter!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passou a mão pelos cabelos úmidos, esfregou o nariz que coçava um pouco. Fungou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Se eu dormi com ele, foi por não suportar mais tanta cobrança. Não consigo mais sequer me deitar ao seu lado!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Colocou as mãos sobre a mesa. O calor das suas palmas embaçou um pouco a superfície de vidro. Notava que o único som do apartamento vinha do motor da geladeira. Lá fora nem carros, nem pessoas, apenas um latido distante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Quer saber se ele me faz bem? Por quê? Para quê? O que me levou a terminar isso tudo é que você me faz mal."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Abriu a sacola e tirou o perfume. Aspergiu-o no pulso. Balançou um pouco o braço e esfregou um pulso no outro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Não me importo. De verdade... Sua vida é a SUA VIDA! Quem tem de fazer ou deixar de fazer algo é você. Eu não estou mais nela de hoje em diante."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentiu a fragância... Passou o pulso pelo nariz. Deixou-se cair na cadeira... Deixou o braço cair sobre a mesa. Curvou-se sobre o pulso e ficou assim por um tempo... Até sentir as lágrimas deslizarem pela pele perfumada. Relembrou os momentos pelo olfato... Reviveu o passado... Os últimos três anos... Até aquela tarde chuvosa de dezembro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Não ofereço minha amizade, por que não sobrou nada. E não aceito este perfume! Leva de volta para a loja, dê a outra pessoa, sei lá... Esqueça que eu existo e siga em frente! Te dou apenas uma dica: Procure um tratamento. Para o seu próprio bem!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Levantou o rosto fitando o frasco azul-claro sobre a mesa. Desenroscou a presilha...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"-Esqueça que eu existo..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Repetiu para si: -Não vou conseguir... Eu te amo tanto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhou a janela. As gotas escorriam ainda preguiçosamente, testemunhas da tormenta de agora a pouco. Aproximou o bocal do perfume de seus lábios. -Quero você em mim... - O líquido correu, inundando a garganta. Sabor agridoce... Terminou de beber todo o conteúdo. Desejou ao silêncio, testemunha do seu desespero, um Feliz Natal...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-8333317945707123146?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/8333317945707123146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=8333317945707123146' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8333317945707123146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8333317945707123146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/12/fico-o-perfume.html' title='Ficção - O Perfume'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SVKN9RSp3vI/AAAAAAAAAG4/EAE8xjX4QPk/s72-c/rainyWindow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4687632380159081968</id><published>2008-11-22T18:23:00.007-02:00</published><updated>2009-03-30T01:07:15.896-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>"Como o mundo virou gay?"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SSrBPOPAVnI/AAAAAAAAAFQ/r9hWyLGu26A/s1600-h/P1060778.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272238781053818482" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 216px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SSrBPOPAVnI/AAAAAAAAAFQ/r9hWyLGu26A/s320/P1060778.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seguindo o recente frission de "crítico" que se apoderou de mim, não consegui deixar de comentar sobre o livro que acabei de deixar no sofá ao lado, após ler a última página: "Como o mundo virou gay", de André Fischer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Compreio-o primeiro por que sou fã do André (sinto a necessidade de adicionar o sobrenome todas as vezes para não passar a falsa impressão de "íntimo") Fischer. Além de leitor dos blogs e matérias publicadas, assisto a entrevistas sempre que possível e o considero como um dos meus modelos de comportamento e personalidade. Além é claro, da simpatia que eu sinto de cara, sempre que se tratando de um aquariano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim que avistei a capa colorida na estante da livraria, fui logo descobrir do que se tratava. Quando li o nome do livro e do autor, tive o impulso: "Esse livro já é meu"! Assim que o mês terminou e tive dinheiro extra na conta, voltei e comprei. Já tinha explorado os capítulos na primeira vez que vi o livro, por isso parti logo para o ataque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Senti como se fosse um manual para decifrar o comportamento gay para os héteros e até mesmo para os gays, que como eu, adoram descobrir um pouco mais de tudo relacionado à "nossa parte da sociedade". As crônicas são bem-humoradas e captei um clima de quase "auto-ajuda". Aparentemente o intuito do livro não foi este, mas senti que muitos contos foram quase que um auto-retrato da minha realidade, com desfechos assustadoramente parecidos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Além de tudo, muitas crônicas descrevem ambientes paulistanos, minha cidade-paixão, e me senti um pouco lá, matando a saudade - foi delicioso. A descrição que o autor fez da evolução das Paradas do Orgulho Gay em São Paulo, desde 1997 até a última em que eu finalmente me fiz presente, me fez conhecer ainda mais do ambiente empolgante da militância e confesso, me despertou uma certa vontade de ser um militante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não consegui descolar do livro, seja em casa às três da madrugada, ou num ônibus lotado à caminho da faculdade - o que atraiu alguns olhares curiosos quando eu tirava da mochila o livro estampado com as cores do arco-íris.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E na última parte, viajei por vários lugares nas descrições que André Fischer fez dos locais que ele havia visitado, as impressões e as experiências que ele teve. Algo fascinante que espero fazer, quando puder realizar eu mesmo tais jornadas e conhecer lugares que, por enquanto, apenas posso visitar na minha imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma ótEma dica para quem gosta de crônicas, quer um livro bem-humorado e com uma leitura leve e objetiva. Ah, e é claro, para aqueles que gostariam de entender como o mundo virou gay!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço para você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4687632380159081968?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4687632380159081968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4687632380159081968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4687632380159081968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4687632380159081968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/11/como-o-mundo-virou-gay.html' title='&quot;Como o mundo virou gay?&quot;'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SSrBPOPAVnI/AAAAAAAAAFQ/r9hWyLGu26A/s72-c/P1060778.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-9015981923839028374</id><published>2008-11-21T18:09:00.005-02:00</published><updated>2009-03-30T01:07:33.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Duas paixões bem diferentes!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SScpKeeGz2I/AAAAAAAAAFI/dAv4ZWucdvs/s1600-h/marie.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271227148815224674" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 320px; height: 189px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SScpKeeGz2I/AAAAAAAAAFI/dAv4ZWucdvs/s320/marie.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Uma, recheiada de luxo, glamour, vaidade e uma sensação embriagante. A outra, divertida, enérgica, variada, independente e contagiante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estou falando de duas casas noturnas em Belo Horizonte que compõe grande parte da programação dos meus finais de semana recentemente. Formam em si circuitos um tanto distintos e constumam ter um público fiel. Mas são minhas duas grandes paixões.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A primeira que descrevi, Josefiné - ou simplesmente Jô - foi a primeira das baladas em que eu passei a frequentar quando me joguei "no meio". Localizada próximo à praça Diogo de Vasconcelos (vulga Pracinha da Savassi), tem história em Belo Horizonte. É a maior casa noturna assumidamente GLS da capital mineira e conta com um ambiente lounge logo na entrada, passando para a fervida pista principal, aonde os Dj´s esbanjam o Tribal House madrugada à dentro. No segundo andar, outro ambiente abriga aqueles que se cansaram de "bater o cabelo" com a segunda pick-up produzindo um misto de pop, dance e eletro. Além disso, você também encontra um terceiro ambiente frequentado furtivamente, causando a curiosidade de todos os que vão na Jô (nem que seja para saber aonde fica) - o dark room.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em questão de público, jogam-se na Jô grande parte de um grupo conhecido no meio gay como "barbies". São belos rapazes de corpos musculosos, roupas de marca, cabelo devidamente arrepiado ou raspado, colar de semente ou correntes metálicas e o principal - torso exposto aos olhares de cobiça (que são mutos)! Alguns consideram que são homens estritamente vaidosos e que costumam ir na boate fazer carão e "expor a figura". Não creio que todos sejam assim, mas o "carão" é um fato presente nas noites da Josefiné. A melhor maneira de se defender é entrar na onda e retribuir o carão daqueles que estão te desdenhando ou simplesmente não se importar com esse tipo de comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro grande público são as mulheres heterossexuais. Algumas são mais atrevidas e não medem esforços para certificar de que cada centímetro quadrado das pernas dos gogo-boys estejam devidamente torneadas! Acredito que o grande atrativo seja, além dos amigos gays, o bom-humor que faz parte da noite na Jô e a música que, para os amantes do House Tribal, não existe melhor lugar para dançar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A Josefiné esteve presente na minha história por ter sido o cenário de várias primeiras vezes minhas... Mas a paixão que toma conta da noite na pista lotada, a beleza do ambiente e dos frequentadores, a simpatia da hostess Walkíria La Roche e o domínio do Tribal House fazem com que, cada vez que eu vá na Jô, a experiência seja única, vibrante e intensa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As noites costumam bombar nas quintas, com shows de gogo's que vão "até o final" no seu strip-tease, causando frission (principalmente nos desavisados como eu na primeira vez). Nas sextas, a Josefiné deixa de ser GLS para tornar-se Roxy. No sábado abriga as festas mais famosas (e um pouco mais caras que as de quinta) como Kalinato e Zoo-Lounge.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A segunda paixão, a Mary in Hell, faz parte de um circuito um tanto "underground". Passei a frequentá-la no início deste ano e não pude mais viver sem! Localizada também na região da Savassi, é próxima à mesma praça que a Josefiné, mas no outro "setor". A entrada já diz tudo: Uma casa toda negra, pintada com chamas! Um "inferninho" pra lá de divertido. São dois andares sendo o de baixo composto da pista, um barzinho, banheiro e uma área de descanso. No segundo andar, uma área lounge com barzinho e um segudo "pipi house". As paredes são pintadas de maneira extremamente única. Desenhos e frases aleatórias dão um toque final no visual "underground" da Mary.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sobre as músicas, o set fica recheiado de eletro, pop, minimal, rock 80's e 90's. Não há como ficar parado na pista com tanta empolgação. Os frequentadores héteros e gays convivem (até aonde eu sei) em perfeita harmonia. Majoritariamente a moda independente domina a cena. Apesar da grande quantidade de fumantes é possível se divertir até o sol raiar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na Mary, a curtição começa nas noites de quinta-feira com a Diabolique, passando pela sexta com festas temáticas como Tá-Mara, Halloween-Níver do Glico e chegando no sábado com a curtição sem ter ficado rouca pela série bombante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não há como comparar Mary e Jô. São casas distintas em público e música, mas por algum motivo em especial, sou apaixonado pelas duas. Apesar de alguns frequentadores de cada uma não se dar bem com os da outra. Na Mary, alguns já torceram o nariz quando perguntaram em quais lugares eu costumo ir, assim como na Jô. Não consigo ficar longe nem da diversão da Mary, nem da noite sexy que só a Jô consegue produzir. O House Tribal me leva tanto quanto o Eletro e não consigo resistir nem a um simpático moreno alto, de corpo escultural e sorriso maroto que dança ao som de Rihanna, nem a um garoto de óculos, barba por fazer, all-star e olhar perdido curtindo Yelle!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda bem que existem lugares tão excitantes em Belo Horizonte, além das dezenas de outras casas noturnas, bares e cafés que enriquecem as opções do final de semana. Vou me lembrar como símbolo da minha vida pré-adulta das duas baladas que mais me fazem bem e aquecem noites de quintas até domingo em suas particularidades adoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Boa dica, agora falta você cair na pista!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra ti!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-9015981923839028374?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/9015981923839028374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=9015981923839028374' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/9015981923839028374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/9015981923839028374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/11/duas-paixes-bem-diferentes.html' title='Duas paixões bem diferentes!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SScpKeeGz2I/AAAAAAAAAFI/dAv4ZWucdvs/s72-c/marie.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6529454933290985526</id><published>2008-10-16T21:44:00.003-03:00</published><updated>2008-10-16T22:28:01.108-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Tratado sobre a existência de Deus e a religião.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SPfqEuNH78I/AAAAAAAAAFA/xJEIT_krQ3s/s1600-h/DEUS.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257928456821796802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SPfqEuNH78I/AAAAAAAAAFA/xJEIT_krQ3s/s320/DEUS.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim, é um assunto sério, ou pelo menos pode ser se quiser...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O fato é relativo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Paradoxal, não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não, não é. Deus foi feito com amplas variações. Ok, estou deixando de ser paradoxal para ser polêmico. Desde quando alguém "fez" Deus? E desde quando não?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dá pra perceber a complexidade desse assunto? Na verdade nem eu sei como me expressar por um caminho compreensivo, então vou usar minha intuição.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O propósito dessa postagem é colocar um pouco de reflexão para você, assim como eu tive nas últimas semanas depois de conversar com uma querida amiga à respeito de ninguém mais, ninguém menos que Deus. Ele mesmo, ou no meu caso, eles todos. Sim, sou politeísta. Não chegou a ser um choque para minha católica e apostólica mãe, pois ela acreditou se tratar de uma brincadeira ou uma fase.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nunca acreditei no catolicismo. Tive uma criação católica, mas ia à missa (como acredito que muita gente faz) por obrigação ou para "aparecer bem na fita", com o perdão da expressão coloquial. Funcionou durante um tempo. Tive alguns dos sacramentos que os católicos realizam ao longo da vida e, aos quinze anos me assentei sobre uma religião. Bem diferente das muitas que hoje estão por aí. Estudava Egito antigo por paixão e com o tempo, o politeísmo egípcio pareceu extremamente familiar, pelo que lia a respeito e ligava às minhas concepções.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem para resumir, me tornei politeísta. Apesar de não realizar as cerimônias, pois muitas foram perdidas com o tempo e as perseguições religiosas e ainda sei pouco sobre as regras e costumes dos antigos seguidores. Pode até ser que eu seja o único... Mas não faz mal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora, com o passado do autor conhecido, vou desenvolver o propósito da postagem - prometo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comentei antes que não acreditava no catolicismo. Acreditei sempre em Deus, mas não na religião católica. É por isso que acho incoerente existirem guerras por disputas que na verdade não existem. Por exemplo, mil anos atrás os cristãos arrancavam o couro dos muçulmanos para que eles acreditassem em Deus, não em Alá. E vice e versa. Nem sei se eles sabiam na época, mas o cara era o mesmo ou será que você acredita que o "Deus" brasileiro é um, e o "God" dos Estados Unidos é outro?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tá... tá... Muita gente comenta: "Ah, essas guerras eram movidas por disputas comerciais e políticas, é tudo desculpa!" Se muita gente sabe, por que até hoje isso está na moda?! Por que alguns evangélicos torçem o nariz para o espiritismo? Ou alguns budistas tentem mudar a cabeça dos hindus? Pra que, se Deus sempre esteve ou não por aí? E se ele nem existir? Tenho que incluir todos nesse papo. O que isso muda pra você? "Nhaf, Deus... É claro que ele existe!" Bom! Então não tenta fazer seu vizinho, seu colega de trabalho ou seu pai concordar com você. Deixe cada um com sua crença, cada um com sua fé, por que eu garanto uma coisa: Respeito ao próximo é lei em qualquer religião ou não-religião e agindo desta maneira, você vai com certeza agradar (ou ao menos fazer bem) a gregos e troianos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Agora, quanto à Religião, eu encaro essa questão ainda mais fácil de ser comentada. Não peço pra ninguém concordar, só exponho minha opinião! Respeito ao próximo, lembra? Então... Estas instituições são TODAS sagradas. Por que? Por que a fé é sagrada. E cada fiel faz com que sua doutrina se torne sagrada pelo simples fato de acreditar nela. Agora, pra quê ficar por aí mexendo com quem tá quieto? Te garanto que a sua religião não ganha verdade por causa do número de crentes, mas por você crer nela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É essencial que existam religiões e doutrinas para que as pessoas possam ter como exercitar sua fé. E a fé é essencial pra todo homo-sapiens, mesmo que seja a "fé que a fé não exista". Entendeu? É... Eu sei... O importante é não ficar dizendo que fulano ou beltrano está errado por não concordar com você. Religião precisa ser multiplicidade pra aceitar a todos e mais variados tipos de fé, contanto que elas se mantenham no limite de "respeitar o vizinho".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, é isso o que eu penso... Espalhar por aí uma dica pra respeitar o outro não faz mal, né?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que muita gente possa refletir à respeito...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6529454933290985526?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6529454933290985526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6529454933290985526' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6529454933290985526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6529454933290985526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/10/tratado-sobre-existncia-de-deus-e.html' title='Tratado sobre a existência de Deus e a religião.'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SPfqEuNH78I/AAAAAAAAAFA/xJEIT_krQ3s/s72-c/DEUS.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-687441281044916491</id><published>2008-10-01T13:31:00.007-03:00</published><updated>2009-03-30T01:07:49.764-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Apaixonante excessão...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SOOx96jE13I/AAAAAAAAAE4/tJkTy1dPfgk/s1600-h/paisagem.jpg"&gt;&lt;/a&gt;                                                   &lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-ca0cf8a92c20fab6" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v3.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dca0cf8a92c20fab6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3E3F4EE083FFE683D630B7DBF4D9848BDDB26588.72630267BA63D8B7ED0065AA93271145F772FA53%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dca0cf8a92c20fab6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DxreJ9bXPQHiWgnvy-a8-8fmLcbc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v3.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dca0cf8a92c20fab6%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3E3F4EE083FFE683D630B7DBF4D9848BDDB26588.72630267BA63D8B7ED0065AA93271145F772FA53%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dca0cf8a92c20fab6%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DxreJ9bXPQHiWgnvy-a8-8fmLcbc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                     Foto: acervo pessoal dele / Música: It´s not too late - Norah Jones&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo ouvir que são as excessões que nos fazem reparar na diversidade de escolhas que a vida traz de vez em quando. Se você parar para pensar, são elas que jogam a rotina, a padronização, a monotonia pra bem longe. São elas que nos colocam para pensar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma excessão que trouxe novo rumo pra mim. Ela entrou no meu caminho se fazendo notar de maneira simples, mas senti algo diferente quando a notei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a excessão tornou-se presença. Alguém que comecei a conhecer em uma manhã ensolarada de caminhada. Vi algo diferente em mim... Uma emoção também discreta me fez sentir o coração bater um pouco mais. Não foi o exercício físico! Foi a conversa, a voz, a sinceridade e até uma charmosa hesitação. Então, reparei o sorriso. Não tem jeito, aliado à todas as impressões, o sorriso iluminado completou o xeque-mate. Estava apaixonando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando para casa, fiquei pensando nas últimas vezes em que me apaixonava. Nenhuma das que havia me permitido embarcar nessa emoção, terminou bem para mim. Até hoje, apenas eu "embarcava" e terminava solitário e perdido, com uma vontade de ser e fazer feliz, mas sem ninguém para quem responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexos que aposto, todos já tiveram vez ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de algo que mantenho ao alcance de um pensamento-relâmpago: "Cada um é cada um". Larguei todos os fantasmas uma vez mais e me permiti seguir adiante. Quem sabe desta vez? Levei a aventura adiante, munido de sinceridade e vontade de ser feliz. Até agora, dava certo... Segundo encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite de quinta, atendi o celular esperando uma nova oportunidade conhecer aquele que estava me fazendo sorrir por um simples pensamento. Combinamos de nos ver em um lugar já conhecido pelos dois. Meu nervosismo era tando que não conseguia parar de conversar... A certa altura, acho que ele tinha percebido que olhava seus lábios. Era vontade demais, mas eu travei! Não conseguia parar de falar de tão nervoso que estava. Até que ele percebeu... Passou a mão pelo meu cabelo... Eu ergui o rosto e nos beijamos. Agora o problema era parar de beijar! Quem disse que eu conseguia? Terminamos fechando o local... Eu não queria ir embora... Nos despedimos, combinamos de nos ver no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E caminhamos uma vez mais. Conversamos e conhecemos os respectivos medos. Eu, de ir com muita "sede ao pote". Ele, de se "deixar ir". E ficamos pensando por um tempo nisso, no que cada um decidiria fazer. Eu decidi controlar meus impulsos, mas e ele? Ia decidir me dar essa chance?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sabendo que a decisão deveria ser dele, eu tinha vontade de pedir que se deixasse ir, que eu estava esperando encontrar alguém especial para fazer feliz. Já havia me encontrado em duas situações similares à daquele momento. Optei por uma vez mais, controlar meus impulsos. Posso oferecer, mas nunca obrigar. Restava esperar que desta vez fosse diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saímos mais à noite... E contamos mais à respeito de cada um. Era tanto que eu queria saber, era tanto que eu queria contar... E a noite passou sem que eu percebesse. Era madrugada quando saímos para voltar pra casa. Um centro vazio estava sendo o pano de fundo da minha felicidade. Não sentia frio, não sentia medo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na noite seguinte, encontramos depois de uma seção de cinema. Mama mia! E outro encontro que acontecia. Eu não pensava mais em nenhuma "neura", aproveitava cada segundo. Sentia o perfume, os braços dele me envolvendo, me fazendo sentir seguro, calmo e extremamente confortável. A cada beijo, acompanhava-me uma sensação nova, empolgante. E conversando, percebi que ele estava querendo aceitar começar um relacionamento comigo, faltava apenas aquele restinho de hesitação. Percebi e disse, conforme a música do Abba: "If you change your mind, I´m the first in line... Take a chance on me..." Ele sorriu, percebi que pensava à respeito, mas ninguém disse nada definitivo...  Até que, olhar no olhar, uma frase mudou aquela noite: Você quer que eu seja seu primeiro namorado? Ouvi aqueles gritos, aplausos e assovios de quando acontece algo muito empolgante nos episódios de "Friends", senti o que era taquicardia, envolvi ele nos meus braços e disse intercalando aos beijos: Quero... aceito... demais... agora... sim... ô! E pedi a ele: Você quer namorar comigo? Depois de escutar sim, pude sentir o beijo apaixonado do gato que era agora, o meu namorado... Gravei para sempre essa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim começou uma romântica aventura na minha existência, a qual quero aproveitar, fazer ele feliz, ser feliz e crescer junto com quem me faz sentir o que é viver um amor. Aos meus amigos, agradeço todos os que me desejaram tudo de melhor, que vocês tenham toda a felicidade que quiseram para mim... Estou que não consigo parar de sorrir, por dentro e por fora!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você e muuuuuuuito romance na sua vida!!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-687441281044916491?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=ca0cf8a92c20fab6&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/687441281044916491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=687441281044916491' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/687441281044916491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/687441281044916491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/10/apaixonante-excesso.html' title='Apaixonante excessão...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6640345528014969470</id><published>2008-09-05T23:43:00.005-03:00</published><updated>2009-03-30T01:08:06.662-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Primeira Noite</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-e2c5fafac4d2f405" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v23.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3De2c5fafac4d2f405%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2E5FD32F38B6A3ED12BF531C69EDE602D2C43341.85F16FB8A7F1C4E29E003806E353E2A765B0784%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De2c5fafac4d2f405%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DcwnuFdJV8Nc7DqosKimUd9C6SL8&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v23.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3De2c5fafac4d2f405%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D2E5FD32F38B6A3ED12BF531C69EDE602D2C43341.85F16FB8A7F1C4E29E003806E353E2A765B0784%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De2c5fafac4d2f405%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DcwnuFdJV8Nc7DqosKimUd9C6SL8&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;                               &lt;span style="font-size:78%;"&gt;música: BeMyBoyfriend-OfferNissim / imagem:google/search&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda não havia decidido como faria... Tudo que sabia é que seguiria em frente. Iria no primeiro clube noturno voltado para o público gay de sua vida. Morava naquela cidade havia mais de seis meses e desde que chegara, tencionara ir lá. A desculpa de sempre - falta de companhia tinha sido suprida. E muito bem. Sua amiga ao invés de se chocar com a idéia, encorajou-o a realizar esse desejo. Tudo foi arranjado, ela morava perto, ele dormiria na casa dela... E fez questão de que estavam os dois, certos que seria naquele fim de semana de Agosto. Ela, bem mais segura do que ele. Claro, ela já fora em ambientes parecidos. Ele quem era um garoto ingênuo, retraído e de coração palpitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado! De tarde, arrumou a roupa na mochila e pegou o ônibus. Camisa social, sapato social e uma calça "quase" social. Chegou até a porta e sua amiga recebeu-o com um sorriso para tentar aplacar a expressão confusa dele. Fizeram os planos, combinaram códigos e ele não sabia ainda, nada. Quando mostrou com que roupas planejava ir na boate, a amiga soltou uma sonora gargalhada: "-Você tá pensando que vai vestido assim?! Não mesmo!" Do manequim original, apenas a calça "quase" social sobreviveu. Isso só aumentou a confusão dentro de si. Ele realmente não sabia de nada. E sem saber, iria adiante enfrentando os bloqueios que apareciam. A vontade acabou por levá-lo bem adiante, até as 23 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, o toque final - o cabelo - levou a maior parte da arrumação. Saíram do prédio às 24 horas. Apesar de já ser um novo dia, pra ele começava agora uma nova noite, uma noite única. Não queria apenas conhecer a boate gls, queria conhecer o beijo de um cara. Sempre tivera a certeza dentro de si, agora tinha a intenção de passar a viver como tal e deixar que suas vontades não fossem mais apenas vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou na entrada da "balada" e se assustou com a reação dos que estavam lá. Alguns o olhavam não como curiosos, mas com um olhar de vontade que ele tinha aprendido a disfarçar até ali, em todos os momentos de sua vida. A noite chegara e esses homens com vontades parecidas com as suas pareciam ter tirado suas mascaras para louvar a noite, dançando por horas e vivendo seus desejos. Ele se surpreendeu de ver rapazes como ele, pois tinha passado a infância e adolescência em uma cidade interiorana na qual os únicos "assumidos" que conheciam eram homens com vozes finas e vestimentas femininas, diferente do que ele gostaria de ser, apesar de ter o "gosto pelo mesmo sexo" em comum. Todos ali eram rapazes que em nada diferiam dos seus amigos, colegas e paixões! E alguns ainda olhavam para ele!!! Tingiu sua pele de vermelho-vivo, e a única reação foi olhar assustado para sua amiga, apesar de estar sinceramente maravilhado. Sentiu como se chegasse a um lugar ao mesmo tempo estranho e confortavelmente familiar. Sentiu-se envergonhadamente bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda travavam dentro de si as últimas batalhas entre o que fora ensinado e o que sentia. Estavam sendo decididas à favor do seu sentimento e conforme cessavam, sentia-se mais seguro. Entrou na noite de &lt;em&gt;Neon&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;House Music&lt;/em&gt; sem arrependimentos. Descortinava diante de si uma pista adornada no centro por um globo espelhado, magnífico e hipnótico. Prostou-se logo em baixo do reluzente globo suspenso, sorriu agradecendo Bastet e começou a dançar. Adorava todas as músicas que escutava, elas estremeciam seu corpo e o chamavam, pelo ritmo a não ficar parado nem um segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi reconhecer os frequentadores e aprendeu as primeiras regras do flerte observando os casais e solteiros. Discerniu olhares interessados, olhares de desprezo e olhares de indiferença. Queria combinar seu interesse com algum que tambem o retribuisse. Surgiu a primeira oportunidade. Olhares trocados por um tempo, então ele perguntou à amiga o que faria. Ela respondeu o que ele temia ouvir: "Chega nele, ué!" As pernas não moviam, a boca secou e as mãos esfriaram quase instantaneamente. Assim se passaram alguns dez minutos, então ela pediu para que saíssem daquele lugar e aproveitassem mais o som no centro da pista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem começou a observá-lo. Não sentiu nada, nenhum interesse, mas mesmo assim o homem chegou perto até encostar seu braço no dele. Não foi dito nada, apenas um roçar de braços. Ele sentiu que gostaria de sair dali o mais rápido o possível. Deu as costas e foi até o banheiro. Sumiu por um tempo e voltou para a pista. O homem já não estava lá. Conforme o tempo se passava, os casais iam se formando um, dois e até três de uma só vez. Ele viu os rapazes tirando suas regatas e exibindo o peitoral belamente definido. Sentiu ainda mais desejo de "ficar" com alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu um rapaz que dançava próximo à banca do Dj. Era alto, tendo uma linda boca e um corpo escultural. Usava nenhuma camiseta, calça jeans e óculos escuros, estilo RayBan. Dançava ostentando seus músculos com orgulho. Então, ele sentiu ao observá-lo, que suas pernas o levavam automaticamente em direção ao rapaz. Foi se aproximando sem dizer nada, sentiu o perfume, sentiu que estava excitado, sentiu que queria beijá-lo mais que qualquer outra coisa naquele momento. Porém, o rapaz cruzou os braços no peito quando iriam se encostar. Ele deu um passo para trás e perguntou, outra vez sem controlar suas reações, simplesmente: "Tá afim?" Riria muito deste episódio depois, ao contar para seus amigos e flertes. O rapaz franziu os lábios como quem diz "humm" e fez o sinal de negação com o dedo indicador. Sem mais perguntas, ele fez a retirada uma vez mais, completamente rubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria se sentar, sentiu que as pernas doíam. Checou o relógio - eram cinco horas da manhã. Sua amiga sentou-se ao lado para conversar. Tentaram olhar em volta e detectar um possível pretendente. Nenhum o estava agradando, nenhum era como pretendia experimentar pela primeira vez, os lábios masculinos. Alguns muito bêbados, outros muito fumantes. Percebeu que a noite "Tinha dado o que tivera de dar". Concordou com a amiga que era hora de voltar pra casa. Seguiram a fila até os caixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para trás e percebeu um "moreno alto, bonito e sensual" parado logo atrás de si, conversando com o amigo enquanto o olhava. O moreno sorriu. Ele sorriu de volta e o moreno disse: "O caixa está te chamando." Era bom demais para ser verdade, ele pensou. Ao final de tudo, mais uma piada! Entregou o dinheiro e atrás dele, o moreno enquanto passou, cochichou no seu ouvido: "Me espera só um poquinho..." Acometido por uma repentina taquicardia, ele não conseguiu dizer nada. Foi até sua amiga e disse que conheceria alguém. Ela riu satisfeita e o chamou de "tigrão"... Naquele momento, ele precisou de um pouco de auto-estima e a brincadeira acabou ajudando. O amigo do moreno, pegou os dois pelo braço, encaminhou-os até a área &lt;em&gt;lounge&lt;/em&gt; e disse: "Pronto! Sentem-se aqui!" E saiu dançando em direção à pista que fervia incontrolávelmente de beijos quentes, abençoados pelos flashes e &lt;em&gt;lasers&lt;/em&gt; refletidos no globo espelhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentaram-se, conversaram sobre o lugar, o que faziam, aonde gostavam de se divertir e foram se aproximando a cada frase até ficarem barba com cavanhaque. Ele deslizou seus lábios em direção aos que ansiava beijar e pensou "Hum, é agora!" E foi naquele momento! Beijaram-se e trocaram carícias. Ambos se rendendo ao desejo. A batida da música terminou por envolver aquele momento, uma música que ficaria na memória dele. Quando o beijo terminou, ele se lembrou da amiga que o esperava na saída e se despediu. Não trocou números de telefone, nem perfis de orkut. Naquele momento, ele não pensou em pedir ou em fornecer, estava ainda sob o efeito alucinante do beijo. Prometeu a si que iria lembrar daquela noite para sempre, daquele moreno para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu com sua amiga sorrindo para o sol que acabava de nascer sobre Belo Horizonte e gritou na rua deserta: "Se ser gay fosse escolha, eu teria escolhido ser exatamente como sou!!!" Por um longo tempo sorriu. Esqueceu a dor na perna, a fome e o sono. A noite terminara para entrar na sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, encontrou ao acaso o moreno pela internet. Perguntou se ele se lembrava e como resposta, recebeu um "não...rsrs". É... Acontece...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6640345528014969470?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=e2c5fafac4d2f405&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6640345528014969470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6640345528014969470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6640345528014969470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6640345528014969470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/09/primeira-noite.html' title='Primeira Noite'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6578453814431010054</id><published>2008-08-17T16:35:00.004-03:00</published><updated>2008-09-04T13:36:48.427-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Reflexões de Julho...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKiG79QFiOI/AAAAAAAAAEw/yIu3cXNULC8/s1600-h/reflections.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235582931430639842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKiG79QFiOI/AAAAAAAAAEw/yIu3cXNULC8/s320/reflections.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passei por um mês em que aprendi e vi muito mais que em muitos anos da minha vida. Julho de 2008 foi relamente uma grande surpresa... Já previa uma movimentação meio atípica quando decidi ir para Jundiaí/SP fazer as horas de vôo que estavam entre mim e o meu brevê.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só não esperei tanto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pra começar, já que isto tem se tornado tradição, todo o planejamento fora jogado às favas até o quinto dia do mês. Cheguei em Jundiaí depois da data marcada devido à alguns problemas de marcação das horas de vôo no aeroclube. Era uma situação completamente nova. Pra começar, ficaria um mês separado de minha irmã mais velha (nunca tinha acontecido algo assim antes, não por um mês inteiro) e dividiria um quarto pela primeira vez na vida. Vocês devem pensar: "que filinho-de-papai!" E eu não haveria de discordar, talvez...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aprendi bastante, esperimentei muito e refleti o tempo todo, sobre tópicos que antes nem cogitava alterar meu ponto de vista, como até minha carreira na aviação que tinha sido meu desejo incondicional e inabalável desde os meus três anos de idade. (se devo fixar um início que me lembre, acho que seria o mais adequado)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Algo de que me lembrarei para sempre...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde que assumi minha orientação sexual, acho que passei por algo que muitos homossexuais passam: Um distanciamento de homens héteros. Não por que temos medo de nos apaixonar, mas por que tememos a rejeição que normalmente encontramos entre a maioria deles ainda, infelizmente. Os interesses divergem, os assuntos são maçantes e as brincadeiras definitivamente não se ligam! Vi pela primeira vez a face da homofobia... Comentários que eu antes nunca tinha escutado e brincadeiras pejorativas... Foi um tanto difícil controlar a raiva e as respostas que insistiam em sair para o ataque. Quando se é minoria, fica até mais fácil de controlar o que dizer. Quando se é o único, mais fácil ainda! Optei por uma linha diferente. Mesmo que a princípio pensava: "que diabos eu faço aqui? Esse não é um ambiente que eu irei me encaixar!", reverti a linha de raciocínio para algo mais ousado como: "Se não existe gay na aviação, isso vai mudar hoje!". Claro que existem, apesar de muitos não se assumirem. Eu só não acredito que se esconder, seja algo bom para melhorar esse cenário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então fiz uso de uma arma que tem provado extremama eficiência: o Respeito. Uma vez que se concede, ele retorna para você. E foi exatamente o que aconteceu. Não ofendi ninguém, escutei um bocado, mas à partir da segunda semana as brincadeiras foram diminuindo. Contei com o apoio de amigos que conquistei e que me conquistaram. Quando o mês terminou, posso dizer que alguns em Jundiaí tiveram seus pontos de vista alterados, assim como os meus. Também coloquei em prática uma atitude mais positiva quando me vi em um círculo tão diferente dos que estava acostumado: achei pontos semelhantes. Pra começar, nada mais óbvio que a paixão pela aviação. Daí em diante, a estada no aeroclube foi alterada radicalmente. Excelentemente!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nova grande mudança nesses meus caducos padrões em 2008... Aprendizado eterno! Essa é a real graça da vida!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!!!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6578453814431010054?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6578453814431010054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6578453814431010054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6578453814431010054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6578453814431010054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/08/reflexes-de-julho.html' title='Reflexões de Julho...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKiG79QFiOI/AAAAAAAAAEw/yIu3cXNULC8/s72-c/reflections.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-8792156630778494949</id><published>2008-08-11T11:13:00.004-03:00</published><updated>2009-03-30T01:08:18.306-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>A rebelde noviça</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKBbAgP81TI/AAAAAAAAAEo/k2tPJ3KDmy8/s1600-h/Julie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233282831219479858" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKBbAgP81TI/AAAAAAAAAEo/k2tPJ3KDmy8/s320/Julie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Belo Horizonte, 1951&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela temia a reação da família quando pensava na certeza que habitava em si: queria ser noviça. O assunto fora discutido em várias ocasiões com a mãe, sempre terminando em negativa ferrenha. "Nunca menina, de maneira nenhuma!" E as palavras repetiam-se agora, na mente da moça de 27 anos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Era filha de uma senhora viúva, de gênio forte e pulso de ferro. A personalidade da mãe transparecia nas roupas pretas, fechadas e com poucos detalhes e no rosto rígido de expressão racional, completado por uma postura quase militar e voz firme. Havia sido desta maneira desde que o pai faleceu, vinte anos atrás e todas as seis filhas já haviam se acostumado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A irmã estava em Belo Horizonte com a justificativa de levar algumas encomendas para suas cinco irmãs. Porém, o intuito da viagem era se inscrever num colégio e entrar para a vida religiosa apenas "informando" a família de sua decisão. E assim foi feito! Escreveu uma carta comunicando em termos delicados, como se estivesse examinando uma mina terrestre. Teria de tomar extremo cuidado de que a carta não chegaria nas mãos da matriarca. Enfatizou no pedido às suas irmãs todos os cuidados que deveriam ter em contar, pois a mãe sofria de complicações cardíacas. Então, terminada a escrita, colocou a carta em uma caixa de sapatos destinada à irmã mais velha, que também tentara ser noviça, mas tinha sido proibida pela mãe. Ela iria entender e apoiar mais que as outras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em poucos dias, chegava em Patrocínio, as encomendas e uma explosiva caixa de sapatos. Quando foi aberta, notaram uma carta com a assinatura da irmã que estava em Belo Horizonte. A mais velha abriu e logo duas irmãs a cercaram na leitura que se tornava a cada frase, um impacto na vida bucólica desta família... "Vou me tornar noviça e ficarei interna no Colégio das irmãs na cidade de Araguari..." Lágrimas começaram a rolar em rostos surpresos, que mais surpresos se tornaram quando perceberam que a mãe havia entrado no quarto e perguntava do que se tratava aquela folha de papel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A revelação foi seguida de uma aguda taquicardia e do telefonema ao médico. Todas as irmãs se uniram para chamar à razão a causadora daquela situação. Telegramas e cartas mais que depressa enderessados à Belo Horizonte continham afirmações inquietantes: "Você não sabe o que fez!" "Se quiser matar nossa mãe, lembre-se de que outras cinco ainda a querem entre nós!" E conforme chegavam às mãos da candidata à noviça, causavam mais confusão e angústia. Ela tinha planejado tudo, por que agora sua certeza estava sendo tão duramente posta à prova?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando sua mãe se acalmou, deu a ordem para o tio que estava de viagem marcada à Belo Horizonte, de colocar a filha rebelde no primeiro avião de volta para Patrocínio. Enquanto isso, a irmã rebelde se dirigia ao colégio que sonhava habitar para pedir conselho à madre-superiora. Ouviu que deveria voltar o quanto antes e travar esta luta em casa, com o terreno conhecido e ao lado das "inimigas". Decidiu voltar. Chegando ao hotel, encontrou o tio descendo do taxi. Ele caminhou até ela e pediu carinhosamente que obedecesse às ordens de sua mãe e voltasse o quanto antes para casa. Ela declarou que já tinha essa intenção em mente e que estaria chegando no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao abrir a porta, foi bombardeada por afirmações pejorativas e cercada de olhares condenatórios, principalmente vindos da irmâ mais nova. Ela não desistiu, ficou ao lado da mãe em todos os dias. Durante as conversas à mesa e nas visitas aos familiares e amigos, sempre fazia questão de colocar as palavras "freira", "serva de Deus" e "vocação religiosa" em pauta. Até que em um dia, durante o almoço quando mais uma vez o assunto veio à tona, a matriarca bateu as mãos na mesa e gritou: "Então vá! Vá de uma vez! Vá logo!" No silêncio que segiu, a filha-rebelde abordou a mãe e disse que não sairia de casa para seguir sua vocação se tivesse de ser naquelas turbulentas condições.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A mãe olhou a filha nos olhos, segurou as mãos dela nas suas e com voz pausada e um breve sorriso no rosto disse: "Vai, minha filha..." E assim, as bagagens foram arrumadas e em pouco tempo chegava o momento da despedida. A mãe nunca fora muito boa em expressar suas emoções, declarou à filha que não queria notícias dela, nem que ela procurasse saber das suas. E assim a moça viajou até Araguari e iniciou seis meses de reclusão. Apesar do pedido da mãe, ela escreveu uma carta declarando como estava e que gostaria de saber notícias de suas irmãs...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A carta foi respondida rapidamente e com todas as notícias que ela esperaria receber dos seus familiares e amigos. Depois de um ano, recebia a visita da mãe e da irmã mais velha. Ela, agora uma noviça mostrou o colégio e suas atribulações declarando o quanto estava feliz e como vivia bem no caminho que havia escolhido. Quando foi até a cozinha servir uma merenda aos visitantes, a mãe comentou reservadamente com a irmã mais velha: "Se não fosse tão absurdo, eu pediria para me hospedar aqui..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço para você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-8792156630778494949?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/8792156630778494949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=8792156630778494949' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8792156630778494949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8792156630778494949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/08/rebelde-novia.html' title='A rebelde noviça'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SKBbAgP81TI/AAAAAAAAAEo/k2tPJ3KDmy8/s72-c/Julie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6507036668393926982</id><published>2008-06-12T12:31:00.003-03:00</published><updated>2008-06-12T14:39:03.209-03:00</updated><title type='text'>Ê dia 12...</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1524b518f7af7f4c" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v2.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1524b518f7af7f4c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7BA284B94835F90222120F90813C810911CFB4DA.85C6F2DFFCEC4BA48EA1658B8E7EC7366661779F%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1524b518f7af7f4c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DGDTlaAT1x4XbsKeayi5hU429eQQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v2.nonxt3.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1524b518f7af7f4c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D7BA284B94835F90222120F90813C810911CFB4DA.85C6F2DFFCEC4BA48EA1658B8E7EC7366661779F%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1524b518f7af7f4c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DGDTlaAT1x4XbsKeayi5hU429eQQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar solteiro é bom. Você pode flertar à vontade, não precisa dividir seu espaço, não precisa se preocupar com recados elogiosos ou em receber "beijos" no orkut, nem "ter que atender" o celular altas horas da noite, só para não causar um grande mau-entendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas e outras vantagens pagam o seu preço simbólico no dia 12 de junho, quando milhares de solteiros gostariam de trocar presentes com alguém especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que, quando você não experimenta algo, não há como sentir falta. E digo que, pelo menos eu seria a excessão dessa regra. Nunca passei esta data acompanhado de alguém que poderia chamar de "namorado", mas nem por isso deixo de querer estar no lugar daqueles casais que trocam beijos na Praça da Liberdade, carinhos e sorrisos no Mac Donald´s e andam de mãos dadas por toda Belo Horizonte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha intenção em escrever este texto é desejar aos casais e solteiros que estão lendo, um belo dia dos namorados! Aos que não estão namorando podem, no ano que vem, passar este dia muito bem acompanhados (transpareço minhas esperanças anuais!). Aos que namoram, gostaria de pedir que amem e respeitem-se. Acho que todas as confusões são minimizadas ao agir dessa maneira. E para os que fecham seu coração, tentem abri-lo. Alguém pode estar esperando apenas um sinal para entrar na vida de vocês e fazê-los felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemorem, beijem, deixem o coração ocupar, mesmo que só por hoje, o lugar da lógica. Surpreendam e divirtam-se!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ame(é)m!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6507036668393926982?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=1524b518f7af7f4c&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6507036668393926982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6507036668393926982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6507036668393926982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6507036668393926982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/06/dia-12.html' title='Ê dia 12...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5013628242539098357</id><published>2008-05-30T20:46:00.006-03:00</published><updated>2009-03-30T01:08:31.801-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Orgulho, paixões, vida... em São Paulo tudo tá na mão!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SEDm-rHaQVI/AAAAAAAAAEg/RKgcq0mVQ5w/s1600-h/Imag027.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206415133640376658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SEDm-rHaQVI/AAAAAAAAAEg/RKgcq0mVQ5w/s320/Imag027.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;São poucos os motivos que me levam a mudar de rumo. O grau de importância não é um fator relevante. Às vezes, tudo que eu preciso é de uma simples brisa. Outras vezes, não há tufão que me impeça. Tudo depende...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bom, foi necessário apenas um e-mail para que minha decisão fosse tomada desta vez. Um e-mail destacando em seu título "Promoção TAM".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Msn aberto em uma tarde de sábado... "Luca! Promoção da Tam! Aonde está o Rapha?!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Explico...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Luca e Rapha são amigos que eu fiz em São Paulo. Com o Luca, eu tinha apenas um contato por internet. Com Rapha, já havíamos nos encontrado antes e ele me convidara para ficar em sua casa quando voltasse a São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Luca me passou o celular do Rapha ao que contactei imediatamente e perguntei se poderia ficar hospedado em sua casa, por ocasião do final de semana da Parada do Orgulho GLBT em São Paulo. Rapha disse que eu comprasse logo a passagem e o avisasse de todos os detalhes posteriormente... Meu coração estava quase saindo pela boca. Minha irmã estava acostumada com meus acessos empolgativos... Não se assustou tanto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem disse que o site da Tam ajudava? Parecia que todos compravam suas passagens naquele exato momento. De cada dez atualizações de página que fazia, apenas uma dava certo. Quando passava ao próximo passo, o site congestionado cancelava a operação e eu retornava à página inicial. Mais uma vez, não há tufão que me impeça! Em meia hora a passagem estava comprada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seria a primeira Parada do Orgulho GLBT que participaria na vida. Tenho para mim, que este é um ato antes de tudo, político. Muitas pessoas vêem o evento como uma micareta em proporções astronômicas. Claro, é a intenção dos organizadores que os participantes se divirtam, porém com moderação e respeito. Conseguiremos dar visibilidade à comunidade GLBT, contanto que respeitemos uns aos outros. De que outra forma conquistaríamos o nosso? Neste ano de 2008, o tema foi "Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Homofobia mata. Mata, espanca, inibe, humilha, agride, deforma, causa cicratizes, divide, gera ódio e impede.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dizem que o Brasil é um Estado Laico. Isso é mentira! Por que? Podem não impor a religião ao povo de maneira direta, mas por que o projeto que aprova a homofobia como crime é barrado nas votações, justamente pelos grupos político-religiosos? Eles defendem o que? Defendem que é contra a Bíblia existirem casais do mesmo sexo. Portanto, antes de mais nada, a homossexualidade vai contra isso. Barram todas as leis que nos dariam algum apoio para que possamos viver nossas vidas. No caso de sofrermos agressão, nossos atacantes saiam ilesos. Se tais filões políticos possuem tamanho poder no governo, como podemos considerar que o Estado não prega nenhuma religião aos brasileiros?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estando plenamente ciente e à favor do tema, achei por bem participar do que ficar, desculpem a expressão, com o traseiro colado no sofá, esperando que o mundo mude por osmose!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Adicional a este fator de incentivo para que eu fosse à São Paulo, eu queria viajar para solidificar meu futuro. São Paulo faz parte dele, na verdade São Paulo é grande parte dele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A viagem aconteceu dia 24 de Maio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eram 10 horas e 25 minutos quando deixei o apartamento. Sempre acompanhado da sensação: "Que será que estou esquecendo?" Acredito que: "Deixar as preocupações fora do caminho"! Embarque no ônibus que levaria ao Aeroporto de Confins, espera típica de quem adora estar no aeroporto ou seja, no mínimo duas horas! Setor de embarque "B" às 12:30 e dois minutos depois, fila indiana em direção ao portão 6. A hora programada de sair era 12:57. Um ligeiro atraso foi suportado com auxílio das balinhas de pré-vôo que as comissárias costumam servir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seguindo pela pista 16, o Airbus A319 decolou leve, estável e rugindo os motores para o céu de brigadeiro (livre de nuvens) que se estendia sobre Belo Horizonte. Serviço de bordo composto maldosamente de comida típica do Sul. Por que maldosamente? Por servirem carne de panela, mas nem um fio dental sequer, junto! Ainda bem que minha bagagem de mão costuma ser composta de itens para "emergências" assim. Em quarenta e dois minutos, começamos a descer para a aproximação em Congonhas. Na minha mente, um trecho da mensagem do Rapha... "São Paulo te espera..." E eu espero ansiosamente por São Paulo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pouso tranquilo, porém a frnagem exagerada deixou os passageiros um tanto desconfortáveis, com a lembrança do acidente do ano passado. Mas o A319 parou antes do final da pista. Ele e as dezenas de Airbus da Tam que pousam por dia, em Congonhas. Fazem injustiça com este aeroporto devido aos dois acidentes que ocorreram. O caso é que Congonhas permanece o orgulho de todo entusiasta da aviação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao desembarcar, perguntei à aeromoça, (sim! Eu ainda as chamo de aeromoças!) se poderia levar a revista de bordo. Ela respondeu "Claro!". E eu agradeci com um sorriso. Então ela brincou: "Mas eu vou cobrar caro!!!" e riu. Eu ataquei com bom-humor: "Tudo bem, dependura na minha conta por que eu volto com vocês, ok?!" E segui pela parte hipnótica do aeroporto - os "fingers". São revestidos de vidro, de forma que o movimento intenso que só São Paulo possui, flui aos nossos olhos. É Varig, Tam e Gol pousando e decolando a cada dois minutos em horas de pico! Pra mim, é a primeira vista que tenho da capital paulista e que me faz estar sempre apaixonado por ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passei pelo desembarque, peguei minha bagagem e esperei pelo Rapha. Em pouco tempo, lá estava ele. Foi ótimo revê-lo, escutar o sotaque paulistano e conversar, contando como havia sido a viagem, perguntar como estava a expectativa da cidade frente à parada que aconteceria no dia seguinte. Pegamos um "buzão" e fui ensinado de como se usam o passe único. Rapha é um exímio guia! Foi me apresentando Sampa e se divertindo com minhas reações... Conversamos sobre expressões regionalistas, nomes que só existem em algumas regiões do país, como "alpendre", "passeio" e "dentifrício". Conversamos sobre experiências com viagens em avião e de como eu percebia São Paulo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lanchamos e seguimos para a casa. Entrei no "Univeso Usp". Todos que moravam com Rapha, faziam a estadual mais famosa do país (vim a descobrir que era estadual... kkk!). E todos, ou melhor, todas as que conheci lá, esbanjam simpatia. Fiquei preocupado em interferir no ritmo que levavam. Fizemos a programação para a noite: passaríamos em uma amiga do Rapha e depois, eu seguiria para a boite The Week. Rapha fez um mega roteirão que me ajudasse a encontrar o clube noturno sem maiores complicações e com nada menos que três possibilidades. Ao que, em cada revisão, Rapha insistia: "Se algo acontecer, me liga!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assim foi feito, passamos o início da noite com uma galera divertidíssima. Todos faziam o curso de Letras e eu, que achava que gostava de ler... Quando vi o que cada um conhecia, me senti "O Leigo". Então tive a experiência de uma pizza em São Paulo! Fortes expectativas atendidas! Carol, Panda e Laion, amigos do Rapha me levaram até a porta da balada. Estava bem acompanhado e chegando de carro, para mim era a continuação de uma ótima noite...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porém...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A The Week veio a encerrar a noite como uma decepção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para quem fala, à primeira vista, e quem nunca tinha visto São Paulo em época de parada como eu, uma noite na The Week parecia algo perfeito, de outro mundo. Ainda mais, por que o Dj que comandaria a noite era Offer Nissim, o meu preferido. Tive uma complicação ao comprar o ingresso por um site de internet. Como não possuo cartão de crédito, precisei levar uma autorização do titular do cartão, minha identidade, xerox da identidade do titular e uma senha! Foi engraçado ver o nome do meu pai na lista de presentes, imaginando-o ali... Na maior balada GLS de São Paulo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entrei na mega estrutura, composta de vários ambientes e lotada. Mas lotada, de não conseguir andar em alguns locais, de maneira alguma! Fiquei tenso e sempre mantive a mão sobre o bolso para não perder o celular, o dinheiro e a comanda... Não conseguia me desligar desta tensão num lugar tão cheio. Quando Offer Nissim assumiu a pick-up (aprendi o termo com o Rapha-Lugar que o Dj comanda as músicas), não consegui me manter por muito tempo no ambiente. Encontrei alguns rostos conhecidos de BH e até algumas celebridades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apesar de não me divertir como queria, suportei - é exatamente a expressão, até as seis horas da manhã. Corri atrás do ônibus e saltei no ponto errado, na Avenida Paulista. Ao descer do ônibus para checar de qual lado ficaria o ponto certo, reconheci no alto de um prédio, uma das características torres de metal que compõem a paisagem da avenida, toda iluminada com as cores da bandeira do orgulho GLBT! Na base metálica, o verde gradativamente cedia espaço para o amarelo, laranja, avermelhado, azul e violeta... Impondo no céu da madrugada paulistana o orgulho que seria celebrado em algumas horas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cheguei na casa do Rapha e literalmente caí na cama. Acordei três horas e meia depois, sem um pingo de preguiça, para me aprontar e seguir rumo à Avenida Paulista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rapha fez questão que eu "sentisse" São Paulo no dia da parada. Chegaríamos na avenida de metrô. Antes, abastecemos o estômago. Seria necessário - e como seria! Embarcamos no metrô e, conforme ele se aproximava das estações da Paulista, via no lado oposto os vagões lotados com o pessoal que vinha das zonas: Norte, Leste e Oeste da cidade. Rapha me levou até a estação "Paraíso", e faríamos o caminho inverso até a estação "Trianon-Masp" para acompanhar o fluxo dos "paradeiros". Eu estava amando tudo aquilo, senti que aquele era o NOSSO dia, que ninguém poderia me ferir, humilhar ou me deixar mal, de maneira alguma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando a porta do metrô abriu para podermos pegar o caminho inverso, ouvi tudo e nada... Tudo, de uma vontade única - combater a hipocrisia e mostrar que existimos. E nada - não tinha como saber o que cada um dizia em particular, mas acho que a vontade era única... Subimos a escada rolante desligada (acho que ela não suportaria o fluxo de pessoas) e descemos no sentido que levaria à Estação Trianon-Masp. Conforme o metrô se aproximava, o público que se espremia entre a sinalização de segurança e as escadas de acesso, se agitava para poder conseguir entrar "naquele" vagão. Acho que a cada vagão que passava e perdiam, eles se imaginavam perdendo um pouco da parada...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No momento em que pararam o metrô e a porta se abriu, pude ver pelos olhares de pânico de quem estava dentro do vagão, que a massa era intensa... Me posicionei de forma que acabei sendo arrastado e fui parar (ainda bem) próximo da janela. Fiquei preocupado com a saída: "Rapha, como a gente sai daqui?!" e ele, calmo me disse simplesmente: "Rani, TODOS vão sair praticamente na mesma estação..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dito e feito!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando a porta se abriu, descemos na Trianon-Masp já ao ritmo dos carros de som que faziam tremer as paredes da estação. Tudo se misturava ao som dos apitos, dos gritos e dos beijos ardentes já trocados pelos casais mais alvoraçados... Subimos ao ritmo de "Let me think about it", a escada e entramos na multidão que trançava colorida, sorridente, eufórica e dançante, ao longo da Avenida Paulista, em direção ao Masp (Museu de Arte de São Paulo). Rapha me disse para que fossemos nesta direção. Conforme andavamos a concentração de pessoas aumentava.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava adorando tudo aquilo. Os trios passavam estampados de frases de efeito, alguns jogando bandeiras, distribuindo camisinhas, e todos levantando o público ao passarem! Não havia como ficar parado, mesmo se houvesse (ao que duvido) alguém de mau-humor na Paulista. Eu olhava para além da multidão, para o céu de São Paulo que, benevolente nos concedeu um dia de calor para que pudessemos aproveitar intensamente. Os balões coloridos estavam por toda a parte e nos postes, foram afixados cartazes em que se lia: "Se amar é sem limites, por que o meu amor tem de ter limites e o seu não?!". Somando-se ao espírito de orgulho, fomos impulsionados por frases parecidas, ao longo do curso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Paramos à margem da multidão que seguia os carros de som, em frente ao Masp e Rapha me disse: "Faça o que der vontade. Se quiser ficar aqui, ou se quiser entrar na multidão, você quem escolhe." Eu queria entrar naquele "rio", mas não sabia se esperava o carro de som que estava para vir... Todos pareciam tão animados...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em determinado momento, puxei o Rapha pelo braço e mergulhei na parada! Era mais impossível ainda ficar parado. Dançei, gritei, exibi de todas as formas, meu orgulho em ser gay e em lutar pelos meus direitos. Literalmente "me joguei"! As drags usavam umas fantasias mais elaboradas que as outras... Haviam nítidos representantes de grupos como os "bears", outros eram claramente héteros, mas demonstravam o apoio pela manifestação e haviam os baladeiros de plantão que não perdoavam ninguém... beijavam e beijavam mesmo! Alguns pais ainda trouxeram os filhos para ver a parada, mas permaneciam nos passeios. Concordo plenamente, pois a parte "móvel" é um tanto intensa para uma criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cruzamos a Avenida Consolação para a segunda parte do trecho, em direção ao centro de São Paulo. É bastante perigoso levar celulares e câmeras, pois no deslocamento da multidão você corre o risco de deixar cair, ou ser vítima de um furto. Como em qualquer grande aglomeração, diga-se de passagem, para quem costuma caracterizar isto como um item exclusivo da parada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A determinada altura, o carro que estava à nossa frente parou. Demoraram uns trinta minutos até recomeçarem a andar. Fizeram-no em silêncio, pois o motivo fora um acidente com um trabalhador que, felizmente não morreu. Estávamos entre os carros de números 12 e 13, de um total de 22. Quando chegamos à disperção, ainda havia muita parada para acontecer... Os prédios da Avenida estavam cheios de espectadores. Alguns poderiam ser chamados de participantes, pelo tanto que dançavam à passagem dos carros... Até um simpático grupo de idosos que jogavam confetes em quem passava embaixo de suas janelas, exibiam sorrisos de satisfação e dançavam Madonna, Village People e até Roupa Nova!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rapha me perguntou se eu já estava cansado e a resposta foi quase imediata: Sim!!! Subimos a Consolação para voltar para casa e disse a ele: "Foi excelente, foi colorido, foi movimentado, foi dançante, foi... O final de semana mais intenso da minha vida!" De fato, não recordo de nenhum outro que tivesse tamanha concentração de emoções, não só pela parada. E um fato importante: ele ainda não havia terminado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao subir a Consolação, paramos a certa altura por que Rapha havia encontrado dois amigos. Achamos que todos os carros de som já haviam descido e lá vinham mais dois! "Rani, os meninos vão descer, você quer ir?" Eu sabia de pronto a resposta, mas respondi diplomático: "Uai, Rapha... Você quem sabe." E a resposta era: SIM! Meu corpo estava cansado, mas eu queria fazer aquele trecho e havia um motivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Descemos ao som das batidas de House Tribal dos carros do Disponível e do ManHunt, sites de relacionamento pela internet com belos gogo-boys! Ficamos por mais um tempinho, um dos amigos do Rapha se despediu e o outro, voltou pela Consolação conosco: Daniel. Fizemos um caminho fora da avenida para evitar o trânsito e chegar ao ponto de ônibus comum para os três. A noite estava começando e ainda iríamos na boite "A Loca", da qual eu ouvira falar e muito bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O ônibus estava lotado de gente, em cada ponto poucos saíam e muitos embarcavam. Fui surpreendido por várias freadas bruscas e minha perna estava sendo torcida sem piedade. Encontraríamos o Dani na Avenida Paulista. "A Loca era logo ali". Em casa, tomei banho mas não tive vontade de dormir. Comemos um pouco antes de pegar o ônibus, chegando no local marcado com meia hora de atraso, devido à minha mania de arrumação tardia. Pedi desculpas ao Dani...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seguimos os três até a balada que fervia com o público "pós-parada". Entramos e caímos diretamente na pista lotada. Porém, diferentemente da The Week, o publico em A Loca é mais democrático e eclético. Fazem menos "carão" (quando você repara em alguém com desdém) e mais questão de se divertir. O Dj Pomba comandou as primeiras músicas que escutei. Uma após a outra, não tinha a que eu não gostasse! Estava me divertindo e muito longe se ouviam as preocupações que já me assombraram... Se ouviam... Olha! Perderam-se no som de "Vogue"!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Conforme as preocupações desapareciam, um interesse surgia. Alguma coisa... Não me preocupei em conceituar, deixei me levar... Será que daria certo? Ele sorri, ah! Este sorriso... Talvez sim, Ih... Não... Acho que ele está interessado em alguém... Uhm... Não fica, não fica! O outro está desviando o olhar... Não! Olhou de novo! Oh Deuses... O que você faz? Ficar assistindo? Se está interessado, demonstre! Dance mais perto... O perfume... Fecho os olhos... Ele podia perceber... Será? Será que vou receber um sim? Um não? Dance... Sinta... Está mais perto... Perfume, minha mente gira... Vontade... Única... É isso! Eu quero... Olhar... Ele viu... Mãos em minha cintura... Sorriso... Perfume... Rosto colado... Sente... Barbas roçando... Vontade e mais vontade... Gire o rosto... Perfume... Braços se encontram... Troncos e agora... Lábios! O beijo... Intenso... Explosão... A música se perdeu, o momento está marcado! Jeito, carinho, perfume... Distancie o rosto... Ah, o sorriso! E eu não consegui segurar o meu... Não quero, estou feliz!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, então... A noite foi a continuação do final de semana. Intensa... Emocionante. Beijo, música, dança... Rolou de Maria do Bairro (Ya mucha honra!)... até Crééééééu! Justo na hora que pagávamos a conta! Ah! O dia estava raiando quando deixamos A Loca. Me sentia um tanto anestesiado, um tanto zonzo, muito feliz e muito cansado! Dani, Rapha e eu chegamos na Avenida Paulista e nada! A impressão foi de que nunca houve parada alguma por ali! São Paulo entrava na segunda-feira pós feriado, com seu ritmo de sempre, tal qual o meu final de semana - intenso!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais algumas horas de sono, fui acordado por um tal de Eduardo Nascimento (talvez tenha sido realmente o Pelé) pedindo informações, descontos ou flyer da boite Tunnel para o Rapha! Que diabos, justo às 13 da madrugada?! Tente dormir às 7 da manhã e 13 horas vão soar muito parecidas com 5 da madrugada... Precisei de tempo para estabelecer um ritmo na segunda feira que para mim, ainda fazia parte do feriado. Quisera eu que ele não acabasse... Ainda mais agora! Combinamos de ir num café, próximo da Avenida Paulista, Luca, Akio (viria a conhecer), Rapha, Dani e eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Rapha me levou para conhecer a Usp.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embarcamos em um circular e iniciamos o trajeto pelo Campus principal. Rapha ficou chateado por eu ver a universidade apenas durante a noite. Segundo ele, durante o dia ela é mais "visível" em suas particularidades. Para mim, já era uma surpresa atrás da outra. O Campus, acredito eu, tem uma área equivalente à metade da cidade em que nasci! E Patrocínio tem setenta mil habitantes! Até reator nuclear! Mais uma vez, foi um festival de expressões de espanto e admiração, a que Rapha deveria já ter se acostumado à esta altura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Próximo ao prédio da Reitoria, uma magnífica torre coroada por um relógio, ergue-se no meio da frase: "No universo da cultura o centro está em toda parte." Isto foi apenas um dos fatores que me fizeram acreditar que não há como não ter orgulho de se graduar pela Usp. Uma universidade que enfatiza de tal forma o conhecimento, mereçe ter um lugar de destaque, mesmo que a educação esteja tão "fora de moda" no Brasil! Se eu tivesse ao menos a metade dos incentivos que a Universidade de São Paulo concede aos seus alunos, talvez eu também sentisse igual orgulho pela Universidade Fumec.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim, encontramos com o Luca (conheci-o pessoalmente) e fomos para o café, passar uma noite agradável, conversando, e quanto a mim e ao Dani, apreciando o Biscotti &amp;amp; Crema caffè (espresso, leite, Häagen-Dazs de vanilla, syrup de irish cream, batidos com gelo e biscoito de chocolate e chantilly)! Este quase se derreteu quando fui contar as minhas "Peripécias em Salisbury"... Terminada a noite, desta vez em tempo de se usar a expressão "Boa noite" ao nos despedir, segui para o último sono desta minha temporada em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte, tudo girou em torno de arrumar minhas coisas e chegar em tempo ao Aeroporto de Congonhas. Rapha montou o itinerário e verificava em intervalos cada vez mais freqüentes, as horas em seu celular. A Tarefa foi dificultada pelo trânsito de São Paulo, pelos semáforos e pelas ruas do bairro Moema (desculpe-me Luca, mas que ruas estreitas, viu!) Pegamos um taxi quando faltavam quarenta minutos para o horário de partida do meu vôo e chegamos em Congonhas, em cinco minutos. Quando recebi o bilhete de embarque, o check-in do vôo JJ3220, com destino ao Aeroporto de Belo Horizonte, em Confins foi dado por encerrado! Meu coração foi na garganta! Olhando para o Rapha disse apenas: "Quase!" num misto de susto e alívio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O embarque já havia começado. Me despedi de Rapha e agradeci por tudo. Pela hospedagem, pela paciência e principalmente, pela disposição com que me acompanhou ao longo de quase quatro dias em Sampa. Foi, como disse a ele, um fim de semana intenso que eu só tinha a agradecer! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embarquei no portão 13, área externa de Congonhas... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando você entra na aeronave pela escada e não pelo finger, você está "dentro" de Congonhas, antes de entrar no avião. Você escuta e vê todas as movimentações de carros, pessoas e aviões... Você sente Congonhas! Esta sensação coroou com êxito a série que começara no sábado. Ao entrar no A320, passaram-se poucos minutos e taxiávamos para a cabeceira 35 da esquerda... Decolagem e vôo de cruzeiro em condições tão favoráveis quanto as da vinda. Serviram a culinária do Sudeste, desta vez. Feijoada e Pudim! Dica: se for viajar, opte pela hora do almoço!!! Eu digo por que acho que barras de cereal ou amendoins não têm, nem nunca vão ter cara de aviação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na chegada em Belo Horizonte, o tempo mudou um pouco... Mas nada que interferisse no belo pouso em Confins. E que surpresa! Neste dia, o Aeroporto de Guarulhos teve as operações suspensas o suficiente para obrigar um boeing 747 "jumbo" a descer em Confins e me possibilitar belas fotos de recordação. No desembarque, agradeci à tripulação novamente e chegando na esteira das malas, desta vez uma agradável surpresa que nunca havia ocorrido: a minha mala foi uma das primeiras!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As recordações desta viagem permanecerão por muito tempo, ainda é cedo para verificar como marcou, mas acredito que será muito. Aconteceu mais do que eu esperava, como em todas as ocasiões que São Paulo me proporciona. Aos que conheci desta vez, adorei todas as conversas, todos os risos, as brincadeiras e mesmo sendo uma breve estada, me tornei fã de alguns. Conheci pessoas especiais, marcaram de verdade e espero que não venham a esquecer do mineiro, deslumbrado ao visitar a maior cidade do Brasil. Aos paulistanos e cariocas... O meu muito, MUITO obrigado. Eu curti UM MONTE, meu!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5013628242539098357?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5013628242539098357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5013628242539098357' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5013628242539098357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5013628242539098357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/05/orgulho-paixes-vida-em-so-paulo-tudo-t.html' title='Orgulho, paixões, vida... em São Paulo tudo tá na mão!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SEDm-rHaQVI/AAAAAAAAAEg/RKgcq0mVQ5w/s72-c/Imag027.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5248600330371473375</id><published>2008-05-18T22:08:00.006-03:00</published><updated>2008-05-18T22:51:33.473-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexo'/><title type='text'>Reflexões sobre a Paixão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Quem já passou por essa vida e não viveu.&lt;br /&gt;Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.&lt;br /&gt;Porque a vida só se dá pra quem se deu.&lt;br /&gt;Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.&lt;br /&gt;Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não.&lt;br /&gt;('Como dizia o poeta' - Vinícius e Toquinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho o costume de fazer algumas brincadeiras - irônicas ou não - sobre as pessoas que estão namorando ou apenas 'apaixonadas'. Eu posso ser interpretado de erradas maneiras com essas brincadeiras, mas depois de um tempo começamos a perceber que aquilo que falamos não pode ser levado a sério. Comigo pelo menos algumas coisas em algumas ocasiões não podem ser levadas à ferro e fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo dizer que 'odeio gente feliz' e 'odeio gente apaixonada', e mais, eu ainda me incluo nessas duas frases. Estar apaixonado é enjoativo e nauseante.&lt;br /&gt;Imagina: ficar todo chamegos, pensando o dia todo na pessoa, morrendo de sofrimento, contando minutos e até segundos para ver, tocar aquele ser que tanto tinhamos almejado horas atrás. Quer coisa mais complicada que esta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos entregamos a situações como estas por sermos humanos, somos alvo de carência e falta de amor, então temos que nos resignar e não lembrar das dores passadas, dos momentos infelizes de finais de outros relacionamentos. E esquecemos destes momentos realmente. Cada vez que nasce uma nova paixão mergulhamos de cabeça, descemos fundo em um nado sem volta. Paixão é afogamento. A sensação de retorno a superfície, de conforto e alívio vem depois com o amadurecimento do amor ou então com o término da relação. Não tem outra alternativa, fica tão sufocante aquela intimidade próxima, aquele ardor de fome, de beijos, de corpo, de sexo que ou vai ou fica pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que é tão sufocante, a paixão é tão sutil e leve como maresia. Entre os dois indivíduos participantes do caso apaixonante ao mesmo tempo que ocorre essa ferocidade pelo outro existe a sensibilidade, o carinho, o encontro dos dedos. Paixão é contrária as regras estabelecidas pela sociedade. É pura e perigosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão é mãos dadas, em uma praça na hora do por do sol, vento no rosto, cabelos remexidos, intesidade, vontade, e insaciabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paixão é insuportável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5248600330371473375?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5248600330371473375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5248600330371473375' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5248600330371473375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5248600330371473375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/05/alguns-pontos-sobre-paixo.html' title='Reflexões sobre a Paixão'/><author><name>Raphael Yanes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10330658731956744239</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-7383713199731749947</id><published>2008-05-12T11:41:00.005-03:00</published><updated>2008-05-30T13:10:16.365-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Romântico...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SChgMbvfpKI/AAAAAAAAAEI/vNfc_hxs_1Y/s1600-h/Love.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199511536520897698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SChgMbvfpKI/AAAAAAAAAEI/vNfc_hxs_1Y/s320/Love.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Penso em você..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em se tratando de seres apaixonados, esta frase é um cliché. Mas representa o muito do que fazemos em grande parte do tempo... em especial, durante a noite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Comigo acontece assim: não sei como começa, mas nem quero saber como termina - se termina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um filme que assisti certa vez, defendia uma idéia interessante: Somos, "seres apaixonativos", tal como peixes dourados. Apresentamos memória de curta duração! Para esta determinada espécie, a memória dura 3 segundos. Depois disso, apaga-se tudo... Cada volta num aquário por exemplo, representa todo um mundo novo para eles.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assim como nos comportamos. Não importa o quanto sofremos em uma antiga paixão - se sofremos. Quando estamos apaixonados outra vez, embarcamos numa nova aventura. O resultado é incerto e talvez seja exatamente isso que tanto nos atrai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu cheguei a pensar se valeria a pena "perder a memória", ou melhor seria montar um bloqueio, Deuses sabem até quando. Mas sempre penso em seguida, que não seria justo com o que está por vir, com o que pode acontecer... Estaria tambem me privando de sentir o coração palpitar assustadoramente, as mãos geladas e o famoso "frio na barriga".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Começo outra "volta no aquário"...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-7383713199731749947?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/7383713199731749947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=7383713199731749947' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7383713199731749947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/7383713199731749947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/05/romntico.html' title='Romântico...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/SChgMbvfpKI/AAAAAAAAAEI/vNfc_hxs_1Y/s72-c/Love.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-6433425478578890860</id><published>2008-05-01T22:12:00.002-03:00</published><updated>2008-05-01T22:14:25.176-03:00</updated><title type='text'>A Virada Cultural no Centro de SP</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/SBpqsy--pGI/AAAAAAAAAB0/4vWXewldOQI/s1600-h/virada.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/SBpqsy--pGI/AAAAAAAAAB0/4vWXewldOQI/s200/virada.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195582437958001762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É... só agora consegui me recuperar plenamente do cansaço que me acometeu neste fim de semana e por isso estou aqui para contar um pouco sobre os acontecimentos últimos.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo começou na sexta-feira, dia movimentado, trabalho no IEB, aula do Pasta até às 23h30. Já na aula, lá pelas 22h20 se ouvia o borbulhar de vozes no gramado da faculdade e um pouco depois a música dos anos 50, 60...enfim, SOM!&lt;br /&gt;Acabou a aula e fui encontrar os amigos na festa "Do Elvis ao Créu" que estava organizada, com "boa" música, vazia, e com cerveja cara. A questão da cerveja eu abstraio porque eu odeio esta bebida amarga!&lt;br /&gt;Enfim, fiquei na festa até às 5h da madrugada, dançando e me divertindo com o pessoal.&lt;br /&gt;Cheguei em casa 5h30 e cai na cama conseguindo dormir até às 9h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h já estava trabalhando no IEB, com documento, bilhete único, chaves de casa, algum dinheiro, e óculos escuros para ir direto para a Virada Cultural.&lt;br /&gt;Trabalhei até às 16h e de lá peguei um ônibus direto pro Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas no meio do caminho, aproximadamente na Av. Paulista, percebi que estava com fome.&lt;br /&gt;Ok. Tenho Bilhete Único, pensei.&lt;br /&gt;A coisa mais perto/barata era o Habib's da Alameda Santos. Saindo do restaurante peguei mais um ônibus e fui parar direto no famoso cruzamento da Ipiranga com a São João. Lá estava montado o palco principal do evento. Antes de mais nada digo: agora concordo com a frase que está virando símbolo da cidade. São Paulo é tudo de bom! Segue portanto todo meu percurso pela Virada Cultural 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h - Show: Cesária Évora no Palco São João: Cantora cabo verdiana FANTÁSTICA! Ritmo quente e dançante. No meio do show percebi que existem vários cabo verdianos no Brasil!&lt;br /&gt;Experiência muito, muito boa este show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21h - Show: Gal Costa no Palco São João: Não precisa de apresentações, o show desta mulher foi fantástico, músicas como London, London; Sampa e Trem das onze estiveram presentes. O segundo melhor show da Virada com certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23h - Show: Roberto Luna no Palco do Largo do Arouche: Eu estava lá apenas pra descansar no gramado. Show do estilo brega e dançante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24h - Show: Zé Ramalho no Palco São João: Outro que não precisa de apresentações. Show intenso, político, social, PERFEITO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01h - Show: Antonio Carlos e Jocafi no Palco do Largo do Arouche: Outro show que ouvi descansando no gramado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;03h - Show: Mutantes no Palco São João: Show INIMAGINÁVEL e FANTÁSTICO. O terceiro melhor da Virada 2008. Intenso, estranho, político e artístico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das 05h30 às 09h - Andei pelo Centro, joguei Truco, tomei café da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;09h - Show: Canja Rock Blues no Palco Canja: Um evento com mais de 100 músicos se revezando durante às 24h de evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h - Cinema: Filme - Machuca: Serviu para dormir às duas horas de filme! hahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12h - Almoço com direito ao famoso Bauru do Ponto Chic&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando pelo Largo em frente ao Ponto Chic rolou uma capoeira.&lt;br /&gt;Antes de chegar até o Palco da Dança também passei pelo evento 24h de Piano na Praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13h - Ballet no Palco da Dança: Ballet Stagium - Ano passado assisti à apresentação deste grupo, dançando músicas do Chico Buarque. Não deu para perder esse ano. Dançaram músicas de raiz, como exemplo: Asa Branca. FANTÁSTICO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14h - Show: Arnaldo Antunes no Palco Rock da Praça da República: Show pra descansar e pensar, com MUITO sol na cabeça. Muito bom também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h - Show: Orquestra Imperial no Palco São João: Show de uma banda que não conhecia. Estava tão cansado que ainda não emiti opinião sobre a apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18h - Show: Jorge Ben Jor - Apresentação animadíssima. Intensa. Suada. O melhor show da Virada com toda certeza.&lt;br /&gt;"Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por naturezaaaaaaa"&lt;br /&gt;INESQUECÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei com a Carolina Zanata, amiga da Letras, de Virada mesmo foram 27 horas!&lt;br /&gt;Foi realmente muito bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quando eu ouvir a seguinte música com o seguinte verso tudo será diferente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguma coisa acontece no meu coração...que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o coração bate mais forte ao ouvir falar nestas ruas...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-6433425478578890860?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/6433425478578890860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=6433425478578890860' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6433425478578890860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/6433425478578890860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/05/virada-cultural-no-centro-de-sp.html' title='A Virada Cultural no Centro de SP'/><author><name>Raphael Yanes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10330658731956744239</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/SBpqsy--pGI/AAAAAAAAAB0/4vWXewldOQI/s72-c/virada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-5083331163619209848</id><published>2008-04-21T23:38:00.006-03:00</published><updated>2008-05-30T13:11:09.654-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Como pode um peixe vivo...</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-c6231fc25157c0a0" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc6231fc25157c0a0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D358DE91E54F5E33A67CA426C2E6CF9ACA12BB696.252281F9D3BB8848B8E59142242E633217D23EF%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc6231fc25157c0a0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DGuxtbU5boyBU6cz7kQIXIuF2EHU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dc6231fc25157c0a0%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D358DE91E54F5E33A67CA426C2E6CF9ACA12BB696.252281F9D3BB8848B8E59142242E633217D23EF%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dc6231fc25157c0a0%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DGuxtbU5boyBU6cz7kQIXIuF2EHU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...Viver fora da água fria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trecho marcou a fase da minha vida que descreverei a seguir... Belo Horizonte/início!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a música? Na época em que me mudei pra Belo Horizonte, assistia assiduamente a uma mini-série chamada "JK" cujo tema era esta música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se pelo fato de Juscelino ter vindo à BH buscar seu sonho e eu me identificar, ou o que... Fato: as épocas da minha vida são marcadas por sensações, cheiros e principalmente músicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de filosofar tudo na introdução, vamos aos fatos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era 29 de novembro de 2005, eu tinha feito vestibular para Ciências Aeronáuticas na Universidade Fumec em Belo Horizonte, após uma rápida decisão de não perder um ano apenas fazendo horas de vôo para tentar um vestibular no ano seguinte em Porto Alegre - minha primeira escolha. Também tentara a Universidade de Uberaba, mas preferia cursá-lo na capital. Primeiro, por que amo BH de paixão (tinha um histórico regular de passeios de férias que me deixaram familiar ao cenário belo-horizontino) e segundo, pela facilidade de moradia (minha irmã estava saindo de Brasília e provavelmente seria transferida para BH) em um apartamento de uma tia - local de "descanso" das férias na capital mineira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faltava esperar pelo resultado a ser divulgado no início de Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era o que eu achava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã em Brasília ligou para conversar com minha mãe à tarde e eu estava no meu quarto, ouvindo música quando meu celular comunicou o alerta de mensagem. Li o seguinte texto: "Você está de parabéns pela sua aprovação no vestibular Fumec 2006, entre no site para maiores informações". O coração disparou, as mãos tremiam e corri para a sala avisar minha mãe aos berros: "Passei! Passei!" Minha mana, do outro lado da linha pedia pra minha mãe, desesperada: "Ai, não fala se ele passou não, eu quero saber pessoalmente!!!" Tarde demais, Trícia... Todos os vizinhos deviam estar sabendo agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dois dias, estava no ônibus seguindo para Belo Horizonte para efetuar a matrícula...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o resto das férias foi uma festa e uma espera. Sucediam as boas notícias: amigos sendo aprovados em outros vestibulares, festas e trotes e a transferência de Trícia para BH sendo aprovada. Porém, a mudança foi precedida de um climão monstruoso em casa. Cada dia que passava, mais deterioravam-se os ânimos. Não sei se antecedendo a saudade, todos queriam antecipar as brigas ou se era a maneira humana de se revoltar contra a espera - gerando um clima de tensão. Até chegar o dia 5 de fevereiro, só sei que a "coisa esteve complicada"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o dia cinco chegou mais rápido do que esperava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram cinco e meia da madrugada, abri os olhos já sabendo: é hoje, não é?! Tudo estava pronto, só faltava colocar no carro. E assim foi executado com um tanto de cerimônia e pouco assunto. Quando na garagem, chegou a hora de despedir, não me via "de mudança", mas como que fazendo mais um passeio de férias pra Belo Horizonte. E assim num domingo de sol, meu destino apontou para a estrada que levava à BH!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contando com o apoio da nossa tia Lucélia, dona da nossa futura morada, chegamos na hora do almoço. Não estava faminto pois, costume de família, a "matula" era indispensável! Ao chegar na frente do prédio que seria meu lar daí pra frente, disse à mim mesmo: É isso aí! Vamuh-que-vamuh! Pé direito, acomodação das bagagens, compras básicas de supermercado e limpeza geral feita pela tia "Ú", chegava a hora de nos despedir dela... Quando a porta se fechou, olhei pra Trícia e pensei que éramos agora nós dois, universitários em BH! Muito booooooom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara um dia antes da "inauguração" na vida de faculdade. Então, na segunda-feira tudo tratou-se de organizar e adaptar. Aula no turno da noite, tudo novo! Chegando na porta movimentadíssima da Universidade Fumec, me dirigi ao prédio da Engenharia e Arquitetura. Na porta da sala, quinze minutos antes de começar a primeira aula, chequei quais seriam os futuros colegas de sala. Não consegui conversar com nenhum, mas o que me chamou a atenção foi que todos falvam de avião, assim como eu sempre conversei quando me empolgava! Mesmo assim, a timidez foi maior e me "travou" uma socialização primária...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucederam as primeiras aulas... Motores e Teoria de Vôo... Como é possível um lugar ensinar exatamente aquilo que você ama?! Só me acontecia tal satisfação nas aulas de história - e história mundial! Mas agora, tudo eram aviões, brevês, horas de vôo e carreira. Fomos apresentados ao coordenador do curso e a uma veterana, que hoje já é co-pilota de empresa aérea. Susto para os marmanjos! Eu achei o máximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora do intervalo, que ainda tenho o costume de me referir como "recreio" - não abro mão disso! - Nunca tinha visto tanta gente tão diferente em um só pátio. Assuntos múltiplos, visuais exóticos, conservadores e revolucionários... O meu estava mais para um conservador, um costume que não era por opção, mas por falta de conhecer algum que eu me identificasse melhor. Claro, fiz questão de reparar nos moços da engenharia, ciências humanas e ciências econômicas. E por fim, mais dois horários antes de completar o dia, ou melhor... A noite. Entrei mudo e saí... Quase calado. Não fosse por um colega me perguntar que horário teríamos no dia seguinte. É... adorei a faculdade, ainda mais por ter uma certa "paixonite" por lá... Durou pouco e ele nunca soube. Claro! Não falei nada... Não tinha um pingo de coragem. Nunca mais o vi. Estava enfrentando uma fase mais tranquila, mas ainda sim sem experiências, apenas certezas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, entro no segundo assunto da postagem... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que costumam de chamar "saída do armário" em termos populares e que para mim seria "processo de aceitação". Por que um processo? Algo demorado e trabalhoso, não é? Exatamente! Levei três anos para convencer que ser homossexual não era uma anomalia, a pessoa mais difícil de todas - eu! Como brigamos! Enfrentei paixões platônicas, confusões comportamentais, crises de choro sem motivo aparente e para todo o tratamento de estresse, minha terapia sempre foi me fechar no quarto, ligar uma música que gostasse no volume máximo e dançar até que todos os demônios que me assombravam se cansassem e me deixassem em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confuso foi! Muito! Como Patrocínio é uma cidade com grande parte da população portadora de uma mente minúscula, fui acostumado de que gays andam de saia, cabelos compridos e falam alto. Formaram-se na minha mente figuras folclóricas e monstros, me deixando mais confuso ainda. Eu gosto de pessoas do mesmo sexo, mas não quero ser este "monstro". Hoje vejo que foram influências de pessoas que não se preocuparam em enxergar o lado humano destas pessoas que abominavam...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, no último ano de escola, tive como amigo alguém que passou por bons bocados sociais por se assumir como é. Eu sempre estive próximo, apoiando e aconselhando no que podia. Talvez ela deva ter pensado que somente eu que a estava ajudando. Não sei se ela imaginou como a situação foi invertida... Começei a me entender, pensava bastante nas consequencias de uma "revelação" em Patrocínio, mas não o faria se não tivesse certeza ou seja, se não completasse a minha aceitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época do vestibular, já estava preparado para ir de pouco em pouco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, minha irmã... A reação de alguém da família é algo completamente inesperado. Você até imagina, mas nunca acontece exatamente como pensa. Cuidei para usar termos, digamos... politicamente corretos e demostrar certeza naquilo que dizia. Normalmente, as pessoas reagem como se quisessem te convencer do contrário, é importante que você "fique firme" e prove que não teria dito algo tão sério se não tivesse certeza... Importante para você e para quem você conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, as amigas que mais convivia... E finalmente... a segunda pessoa mais difícil... Mamãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava decidido, não seria oficial até que ela soubesse. Por questão de respeito, de carinho, de grau de importância e principalmente, para que fosse EU a dizer. Então, no primeiro feriado que voltei à Patrocínio - páscoa de 2006. Não sei se a data foi boa ou ruim, se o clima estava adequado... Sabia que chegara a hora de falar. E falei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mamãe reagiu de forma estranha... Como se tudo fosse... Normal demais. Não que eu quisesse choro, ranger de dentes ou gritaria, mas... Entende? Para alguém que não está acostumado a conviver com homossexuais assumidos, de repente o filho diz ser... Estranhei. Conforme o tempo foi passando, entendi. Conheci ainda mais minha mãe. Aprendi que ela reage da seguinte maneira: normal de princípio, daí começa a pensar a respeito... Então, ela entrou na primeira das fases que normalmente as mães passam nestas situações - a negação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi difícil, discutimos alguns dias depois, não conseguia me comunicar muito bem por causa da minha impaciência e imaturidade. Mas ela nunca disse coisas como "Não te considero mais meu filho!" ou "Fora da minha casa!" como eu imaginei no pior dos meus pesadelos... Agradeço hoje pela compreensão que ela teve comigo. Agradeço ainda mais por ter entendido que, quando você quer respeito, você tem de respeitar. Você não pode exigir que alguém mude suas idéias, destrua valores aprendidos desde cedo de uma hora para outra. Muito aprendi, muito me moldei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando as pessoas que achei que seria delicado contar, já estavam sabendo, fiz o "outing" social no qual a internet (em especial o orkut) me ajudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o peixe voltou a respirar tranquilo no seu aquário... O destino havia mudado e o ser encarregado de defini-lo também. Estava feliz, realizado, em paz comigo mesmo... A não ser por uma coisa que sempre usavam para me atormentar nos "papos cabeça": Se você gosta de homem, já beijou algum para saber se gosta mesmo?" Apesar de responder: "E você, precisou beijar um homem(mulher) para saber que gosta de mulher(homem)?" - Realmente ainda não havia beijado um homem. Queria passar por esta experiência! Não para provar para alguém, ou para mim mesmo, mas por que... Oras, por que beijar na boca é bom demais! Mas isso é assunto para outra hora, não é? Kkk...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço para você! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-5083331163619209848?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=c6231fc25157c0a0&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/5083331163619209848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=5083331163619209848' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5083331163619209848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/5083331163619209848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/04/como-pode-um-peixe-vivo.html' title='Como pode um peixe vivo...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3254865443214743737</id><published>2008-04-08T15:48:00.006-03:00</published><updated>2009-03-30T01:08:47.366-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Rio 40 graus!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-1aadb6acf27d0e6e" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v13.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1aadb6acf27d0e6e%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D8388D54ECDB028D9DA390E19A7F091D57C49D326.1F9D138ACB5BDC8CE23D560EB58E8E6ECD0B9A47%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1aadb6acf27d0e6e%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DIBlhdsVBuWOwjt0tS5Dsb_O9zRs&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v13.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D1aadb6acf27d0e6e%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D8388D54ECDB028D9DA390E19A7F091D57C49D326.1F9D138ACB5BDC8CE23D560EB58E8E6ECD0B9A47%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D1aadb6acf27d0e6e%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DIBlhdsVBuWOwjt0tS5Dsb_O9zRs&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Música: Sábado em Copacabana de Maria Bethânia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada menos do que a primeira viagem que fiz por conta própria, para um lugar que nunca tinha ido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Louco!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você pensou isso, é por que seu espírito aventureiro precisa ser exercitado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou como de costume em se tratando de Ranieri... Uma idéia solta, um plano. Antecedente considerável: Minha mãe sempre prometia nos levar (eu e minha irmã) para conhecer o Rio de Janeiro e já nos meus 17 anos, nada! Decidi: ano que vem, vou ao Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setembro de 2006: Por três anos, eu e uma turma de amigos sempre fazíamos uma trilha até o Cristo Redentor de Patrocínio-MG. Sempre no feriado da Independência e de manhã. Neste ano, pela diminuição considerável dos participantes, seria a última. Ao chegar próximo da estátua, observei-a e me veio a idéia. Não como um pedido, mais como uma certeza: “Em setembro de 2007 eu vou saber exatamente a diferença entre o Cristo daqui e o do Rio!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, veio a fase de planejar quando... Só um feriado se encaixou perfeitamente. O “primeiro de maio”. Seria nesse mesmo! Comecei o semestre letivo em Belo Horizonte, passei tranquilamente os primeiros meses esperando maio chegar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até descobri que iria no mesmo dia que meu amigo Luccas! Combinamos uma ida pra Confins... Passar o dia todo Eu, ele e Marina! Chegamos às 10 da manhã, Luccas embarcou para Porto Seguro às 13. Eu e Marina ficamos conversando até a hora que tive de embarcar, por volta de quatro da tarde. Só no momento em que vi o avião parar no portão 7, percebi que realmente iria para o Rio de Janeiro. Assim, Marina deixou um amigo extremamente perturbado e repetindo para si mesmo: "Eu vou para o Rio..." numa entonação que beirava o pavor, mas não escondia a excitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais, de fokker 100!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrando na aeronave, percebi pelo perfil dos assentos a empolgação da Tam com seus recentes vôos para Milão. Bandeiras italianas estampadas nos apoios para cabeça demonstravam o tal. Meu assento ficava no final da aeronave, mas precisei trocar com uma criança, pois ela foi colocada ao lado da saída de emergência-o que não é permitido. A porta estava aberta para permitir o acesso do grupo de "catering", então pude adimirar por alguns minutos a paisagem noturna do aeroporto de Confins. Portas fechadas (em automático), "tripulação, preparar para a decolagem..." O Fokker deixou o solo de Belo Horizonte ainda molhado pela chuva, curvando à esquerda em seguida, dirigindo-se a aproximadamente 800 quilômetros por hora, para o litoral carioca-ainda um mistério para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que começaram as "chamadas para a realidade". Como será que eu chegarei no hotel? Nesse exato instante, um casal atrás, estava conversando à respeito da estada no Rio e mencionaram o hotel que eu havia feito a reserva! Me virei e perguntei: Com liçensa, vocês ficarão hospedados no hotel Vermont? "Sim", me responderam. "Você também?" Conversamos a respeito e o problema de "como chegar" estava mais que arranjado! Ainda mais, por que o casal já morara no Rio, então qualquer "gracinha" por parte do taxista seria desmascarada rapidamente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sério problema pra quem vai ao Rio e gosta de viajar de avião: Não dura nada a viagem! Em menos de 40 minutos, o avião pousava no Aeroporto Internacional Tom Jobim (ou Galeão, se preferirem). Desembarquei com o casal-vizinho e nos dirigimos ao taxi. Mandei algumas mensagens de celular avisando que havia chegado e bem (e bem rápido-Marina me disse que ainda estava no ônibus Confins-Rodoviária). O caminho até o túnel Rebouças foi meio tenso pelo que havia escutado à respeito da "Linha Vermelha". É verdade que vi muitos policiais, mas o Rio me foi pintado em cores bem mais sombrias do que via. Ao passar o túnel, descortinou-se à minha frente a Lagoa Rodrigo de Freitas, tendo como pano-de-fundo o Cristo Redentor! Iluminado, braços abertos, imponente, lendário! Acredito que o casal teve, nesta hora a confirmação de que era realmente minha primeira vez no Rio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegamos no hotel em torno das sete da noite. Fiz o Check-in na recepção e os simpáticos companheiros de viagem me disseram que, no que precisasse estariam no quarto tal... Agradeci, e muito a ajuda! Fui ao quarto, dei minha primeira gorjeta (um tanto gorda-descobri depois!) e me preparei para dar um "rolé" pela capital carioca! Estava no Rio!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do hotel, e segui pela rua, virando na direção que me pareceu estar o oceano. Realmente... meu instinto litorâneo não presta! Caminhava, caminhava e nada, virei ruas e ruas e nada! Até encontrar alguém solícito (estava encontrando apenas prédios residenciais!) para me dizer aonde ficava a praia de Ipanema, tinha caminhado por uns vinte minutos. Descobri que estava num hotel a DUAS QUADRAS da praia, se tivesse seguido o caminho certo... Ô meus Deuses! Bom, finalmente na praia... caía uma garoa convidativa e confortante, deixando a paisagem mais linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das visões que eu mais gosto é a praia à noite. Dependendo da noite, perdemos o limite entre o céu e o mar. É assustador, é hipnótico... É perfeito! Fiquei por uma hora adimirando tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando para o hotel, comprei um city tour a ser realizado no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram nove horas da manhã e o Rio encoberto de nuvens prometia uma visão limitada para os turistas participantes da visitação. Na van, cada casal de uma capital: Recife, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Buenos Aires e Santiago do Chile! (com os últimos, treinei meu castelhano, ainda risível.) Primeira escala: Cristo Redentor. Passamdo por Copacabana, (vi o famoso Copacabana Palace - Magnífico!) Bairro de Santa Tereza, (encrustado nas montanhas) finalmente chegamos ao Redentor. Após duas escadas rolantes, cheguei ao local da vista mais deslumbrante do Rio de Janeiro. Parei no tempo e no espaço para adimirar a cidade que, mesmo envolta nas nuvens, estava apaixonante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filme (ainda movido à moda antiga) havia acabado e não podia perder a chance de registrar aquele momento. Custou caro! Nunca deixe para comprar filmes de fotos nos locais turísticos, nunca! Descemos do Corcovado passando por uma das inúmeras favelas do Rio, que para a minha surpresa, tinha a facilidade de uma concessionária Peugeot! Como assim?! Não sei também!!! Próxima parada: Marquês de Sapucaí! Um tanto decepcionante... Na televisão ela parece beeem maior! Numa lojinha próxima, pude adimirar as fantasias e os sambas-enredos dos carnavais que marcaram o Rio - uma espécie de "Museu do Samba"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À seguir, o centro carioca! Catedral Metropolitana de São Sebastião, casas portuguesas de dois andares (no de baixo, ficava o comércio e os moradores moravam logo em cima) e todo o conjunto de misturas arquitetônicas que deixava o Rio para mim, cada vez mais encantador! Almoço feito, fui comprar mais filme. Nas "Lojas Americanas" mais próximas, fui atendido por uma simpática vendedora, porém indignada com a agitação da cidade por um "Fla-Flu" a ser realizado logo mais tarde. Quando disse que não gostava muito de futebol, foi hilário a reação da moça. Era como se ela tivesse encontrado um amigo de muito tempo... Conversamos tanto que acabei esquecendo o tempo de saída da van, e tive de correr de volta o restaurante, senão perderia o resto do city tour!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direto para o estádio do Maracanã (só de passagem, pois haveria uma multidão dentro de pouquíssimo tempo assistindo ao jogo: Fluminense e Flamengo) seguindo depois, para o Morro da Urca! Logo na entrada, muitos souveniers caríssimos, portanto só tirei fotos! Embarque no bondinho para a primeira etapa: Morro da Urca. Fizeram um parque com ótima infra-estrutura, caminhos que possibilitam adimirar a paisagem (ainda relativamente baixa) da Baía de Guanabara e outras atrações culturais. Muita, muita gente! Ao final de uma extensa passarela, o segundo embarque: Pão de Açúcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei vocês, mas minha curiosidade sempre esteve na duração da viagem que o bondinho realizava. Mais ou menos três minutos, então... A vista você curte ao desembarcar e seguir até o mirante. De frente para a pista do Santos Dumont! Pude ver as aeronaves pousando e decolando pela cabeceira vinte. Acompanha-se tudo: após a decolagem fazem uma curva à esquerda para não realizarem uma "escala" direto no Pão de Açúcar e seguem daí, em se tratando dos Airbus da Tam e dos Boeings da Gol e Varig, para o caminho da famosa "Ponte Aérea". Os quarenta minutos que fiquei por lá não foram suficientes para que enjoasse da paisagem. Comentei com a guia: "Visto daqui de cima, a Baía de Guanabara parece um rio!!!" e ela me respondeu: "Foi exatamente o que os fundadores da cidade perceberam, daí o nome Rio de Janeiro!" Eu, empolgado com história, me senti praticamente um bandeirante, né?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta para o "solo", quis estender a parada no morro da Urca... Resultado: Todos desceram e somente uma argentina da minha excursão havia ficado, me fazendo companhia. Nos juntamos para procurar o pessoal da excursão e nada! Decidimos descer e estavam todos em frente à van, só esperando por nós dois! A conversa acabou me rendendo até uma "possível noiva" (a filha da senhora, que ela insistiu para que eu fosse conhecer) em Buenos Aires!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o passeio no Pão de Açúcar, seguimos para o Leblon, mas visitamos apenas a orla. Fiquei a dever uma visita ao famoso bairro de onde Manoel Carlos dá vida aos seus personagens da teledramaturgia. Terminei o passeio às quatro horas da tarde, com uma câmera cheia de fotos e uma memória repleta de imagens que me renderiam uma saudade serena... Do quarto do hotel, me aprontei e segui direto para a praia e desta vez, a jornada não levou cinco minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha ouvido falar que a rua Farme de Almoedo é o lugar mais "gay friendly" do Rio, por isso escolhi um hotel próximo. Realmente é verdade! Por que da escolha? Quando se é tratado frequentemente de "aberração social", encontrar um lugar em que te faz sentir que você é "normal" socialmente, traz uma certa tranquilidade. Estava descansando, preferi um cenário assim. Logo no final da Rua, atravessando a avenida da orla, uma barraquinha de praia exibia orgulhosamente a bandeira do "arco-íris". "Viva o orgulho!", pensei! Me sentei na areia e aproveitei a praia do meu jeito: com sol baixo, tranquilo, sereno e olhando o mar. Não sei por quanto tempo fiquei assim. Tentei conhecer um moço simpático que fazia esculturas na areia (não era o "Tonho-da-lua", tá?!), mas as poucas respostas e ausência de perguntas deixaram o diálogo se tornar um monólogo. Pra mim não há nada mais aborrecido! Voltei ao hotel para descansar, no dia seguinte... Iria até Copacabana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pé de Ipanema, levei aproximadamente meia hora até chegar em Copacabana. Simplesmente tudo que sempre tinha visto à respeito do Rio de Janeiro! O jeito dos prédios, senhores e senhoras com idade venerável, caminhando e correndo na orla, parece que não há quem descuide da saúde por lá! Precisava ir em uma agência, verificar (ainda na época) pacotes de intercâmbio para a Inglaterra... Mas acabei por estender o passeio muito mais na praia. Gravavam uma cena da novela "Paraíso Tropical" e uma multidão cercava a equipe de produção. Um super-palco estava sendo erguido para o show do dia seguinte de Daniela Mercury, Margarete Menezes e a terceira cantora, se não me engano, Alcione.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para Ipanema e continuei à aproveitar a praia e olhar os moços (estava solteiro, poxa!!!). Conheci um estudante de física e conversamos bastante. Ele me convidou para uma festa num clube de Copacabana. Mas me avisou que "tentaria" ir, pois tinha um compromisso antes. Eu disse que se animasse, apareceria. Voltei ao hotel e decidi, depois de duas horas, ir na festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começaria à meia-noite. Cheguei de taxi às onze e meia e ainda tive que escutar desaforo da taxista que não gostou nada-nada do pagamento com nota grande. É o que eu digo: "Se o dinheiro é problema, me dê ele!" Na entrada, uma fila descomunal!!! Tinha dito que se eu fosse, eu estaria na entrada do outro lado da rua. Esperei até uma hora da manhã e nada! Outra situação cômica: uma senhora me pegou para falar sobre a salvação, como se eu fosse algum "perdido". Ela que me desculpe, mas pelo discurso, quem aparentou estar perdido não era eu. Desisti de entrar sozinho e voltei a pé, para o hotel. Ahan! Uma da manhã, a pé de Copacabana para Ipanema e sequer eu vi alguma situação complicada! O pessoal exagera sobre o Rio! É perigoso como em qualquer grande cidade, à menos que você more do lado de algum complexo de favelas. Na zona sul, nem tanto... Vi muitos bares animados, muuuuitos casais de namorados enfim, uma vida noturna de cidade grande, sem maiores complicações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia seguinte, último da estada... Snif-Snif!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feriado de primeiro de maio. Fui até o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista! Repleto de gente aproveitando o feriado. Foi aí que conheci a primeira galeria egípcia da minha vida. Amei tudo o que vi! Múmias, estatuetas, sarcófagos e inscrições pétreas. Pra quem já quis ser egiptólogo, foi um prato cheio. Fiquei por duas horas lendo todas as descrições e adimirando cada peça da galeria. Claro que é o tipo de passeio que eu só faço sozinho, poucas(íssimas) pessoas tem paciência para esse tipo de "programação". Aproveitei "Pra lá!!!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando de "buzão", desci na Lagoa Rodrigo de Freitas... Depois, Praia!!! Um adendo: Eu nunca fui de andar de chinelo. Comprei "Havaianas" apenas para essa viagem. Nos dois primeiros dias foi um suplício andar até a praia, mas no terceiro, graças aos Deuses já estava mais acostumado. Portanto se você é como eu, recomendo um "treino prévio"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado e adimirando a paisagem, de repente um carioca sentou do meu lado e começamos a conversar. Por ironia, eu tinha me interessado assim que o vi. Ele estava acompanhado de um amigo que tinha julgado ser "algo mais". Mal sabia que o interesse era recíproco! Muita conversa depois, decidimos ir no show da Daniela Mercury, os três! Pedi para que esperasse um pouco, pois iria tirar a areia das havaianas no mar. Ele me seguiu... Chegou mais perto e me pediu um beijo. Minha resposta: :) (claro!!!) *Dica: experimente beijar com as ondas batendo aos seus pés... é "ótemo"!!! Hahahaha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantei, dançei, vivi o show em plena (e lotada) Praia de Copacabana! Somente um fato deixou o show menos animado: roubaram a carteira do amigo do carioca. Tentamos procurar, mas em vão... Terminado o show, caminhamos até Ipanema para nos despedir. Prometi que voltaria ao Rio. Eu tinha conquistado dois amigos, e eles também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na manhã do dia seguinte, peguei um taxi seguindo até o Galeão. Passei (desta vez de dia) pela Linha Vermelha e a paisagem chega a assustar! Um complexo de favelas, a se perder de vista cerca a via, chamado "Complexo do Alemão". Muitas obras eram feitas por ocasião dos Jogos Pan-Americanos que aconteceriam dali a dois meses. No Aeroporto Internacional, fiz o check-in e em seguida, fui ao Terminal 1, (o mais antigo) conhecer os balcões coloridos que apareciam nos programas de tv. Ligando um terminal ao outro, há esteiras rolantes que nos fazem sentir meio "Jetsons"! Tive uma idéia! Aproveitar o corrimão de uma que estava inoperante (sendo cosertada) para tirar uma foto minha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a câmera, cliquei na opção "timer" e tomei distância. Ao chegar no local da pose, vi a câmera piscando, mas algo de estranho estava acontecendo... Não era pra ela se mover! Estavam testando a esteira!!! Eu não sei por que, ao invés de correr e pegar a câmera, começei a me mover junto com ela pra aparecer na foto! Resutado: Sim! A câmera caiu e acabou tirando uma foto surreal do teto do aeroporto! Tudo bem, pelo menos servi de piada para as câmeras de seguranças do Galeão. Agora era rezar pra que isso não caísse nas mãos do Faustão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarque feito, o fokker 100 correu a pista mais extensa do Brasil e rumou para Belo Horizonte, deixando um Rio de Janeiro límpido e belo. A última foto, logo acima da Ilha de Paquetá... Uma viagem que não vou esquecer jamais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Capital do sangue-quente do Brasil..."&lt;br /&gt;"Cidade Maravilhosa, cheia de encantos-mil..."&lt;br /&gt;"Um bom lugar, pra ver o mar... Copacabana..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é somente uma música que serve de trilha sonora para esta viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rio é... Maaaaaaaaaaaaaravilhoso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186962765437779346" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R_vLJ0kYvZI/AAAAAAAAAD4/epMxB2xekyI/s400/Bye+Rio%21.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3254865443214743737?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=1aadb6acf27d0e6e&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3254865443214743737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3254865443214743737' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3254865443214743737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3254865443214743737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/04/rio-40-graus.html' title='Rio 40 graus!!!!!!!!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R_vLJ0kYvZI/AAAAAAAAAD4/epMxB2xekyI/s72-c/Bye+Rio%21.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4278203433242168279</id><published>2008-04-06T23:46:00.003-03:00</published><updated>2008-04-07T00:04:48.151-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amores'/><title type='text'>O primeiro a gente nunca esquece!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/R_mPSORUccI/AAAAAAAAABc/EAEeqSejelo/s1600-h/sampa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186333989124993474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/R_mPSORUccI/AAAAAAAAABc/EAEeqSejelo/s200/sampa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Até que enfim!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Consegui um tempo para fazer meu primeiro post nesse blog!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de percalços de exclusão inesperada aqui estou!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na verdade hoje falaremos sobre um assunto bem delicado: amores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou melhor: amores possíveis!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje foi um dia daqueles que pode-se dizer perfeito para dormir debaixo das cobertas com o amor da sua vida comendo chocolate, pipoca e vendo um bom filme romântico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou então passear pela cidade de São Paulo que em dias de domingo é calma e tranqüila: poderia pegar um bom cinema, um teatro ou apenas sair para jantar fora, dar uma volta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda mais aqui: uma infinidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aí, você chega e me diz: sou solteiro! Meu Deus! Acabou-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Solteiro em São Paulo? SIM! Acontece...somos muitos, sempre ocupados, sempre correndo na Av Paulista, no Metrô, no Centro ou para pegar um ônibus lotado e acabamos por nos desencontrar, no caso você e sua alma gêmea.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É uma luta eterna de prazeres, andares, vias, procuras... Estamos nos procurando, mas ainda não nos esbarramos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Será mesmo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A maior capital da América do Sul, a mais caótica de todas e perante tanta gente, ninguém me satisfaz?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E ainda, quando começa a satisfazer, a pessoa parece que não está satisfeita?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O problema é meu?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pode até ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas nesta cidade tumultuada que tem garoa a rodo, buzinas, carros e pedestres disputando espaço no escuro 'anoitecido', em algum lugar deste território um dos quase 20.000,00 de habitantes precisa aprender os meus defeitos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E gostar deles! Amar como se fossem seus...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;...e eu comprarei chocolates e pipocas!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ó vida!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;d'onde estão os amores possíveis?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Feedback:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"foi só por um segundo, todo tempo do mundo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;que o mundo todo se perdeu..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4278203433242168279?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4278203433242168279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4278203433242168279' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4278203433242168279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4278203433242168279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/04/o-primeiro-gente-nunca-esquece.html' title='O primeiro a gente nunca esquece!'/><author><name>Raphael Yanes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10330658731956744239</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_IUURj67hxls/R_mPSORUccI/AAAAAAAAABc/EAEeqSejelo/s72-c/sampa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-8859558087620309746</id><published>2008-03-29T17:06:00.004-03:00</published><updated>2009-03-30T01:09:01.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Uaiiii Cê num sabi naummmmmm?!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-6u-EkYvYI/AAAAAAAAADw/ArH9eQvwebM/s1600-h/Imagem+107.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183272602551500162" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-6u-EkYvYI/AAAAAAAAADw/ArH9eQvwebM/s400/Imagem+107.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a epopéia de Ilhéus entrou no terceiro dia às cinco e meia da manhã!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Precisávamos estar na recepção às seis e vinte para pegar duas horas de estrada até a cidade de Camamu, litoral ao norte de Ilhéus. Até vencer a inércia, principalmente tendo dormido apenas quatro horas e meia, foi necessário um processo trabalhoso, catalisado por um banho frio e mais pernilongos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De Ilhéus até Camamu, a maioria dormiu e para os que ficaram acordados *como eu, tivemos de responder (levamos uma hora) à guia dez nomes de frutas que não tivessem a letra "a". Conseguimos oito até chegar na cidade e eu acredito que nem ela sabia o nome de todas... Mais meia hora de lancha até Itaipú de Dentro, de lá seguimos de "Pau-de-Arara" até Itaipú de Fora, aproveitar a praia... Conhecemos um companheiro de hotel nessa praia que, de personagem solitário e caladão, tornou-se uma ótema companhia. Bianca experimentou o famoso Acarajé e pareceu um tanto frustada com toda a propaganda que haviam feito para ela, da iguaria. Eu, graças à Aninha, já tinha provado ele na famosíssima feira Hyppie, de Belo Horizonte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ficamos até as duas e meia da tarde, fizemos todo o caminho de volta (eu e Bia assustando o pessoal que tinha vindo de São Paulo com o nosso assunto "campestre") e chegamos de novo às docas para embarcar na lancha e seguir até uma ilhazinha com uma "pedra furada". Alguns se habilitaram a pular na água e nadar um pouco em alto-mar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De volta à Camamu, parada para compras de artesanato e suprimentos para o frigobar do hotel...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mais duas horas de volta para Ilhéus... Combinamos com o companheiro de hotel-Thiago um jantar bem italiano do restaurante do hotel. A "pasta" estava exóticamente temperada. "Pessimamente" temperada com "folinhas", segundo Bia... Barriga cheia, sono batendo, cama!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quarta e quinta feira ficamos mais no hotel, aproveitando a praia (entre as regulares pancadas de chuva) e sociabilizando com o pessoal. De tarde, segui até o aeroporto de Ilhéus (meia hora de caminhada pela praia) para tirar algumas fotos e filmar pousos de decolagens. Como é um programa muito específico, fui sozinho... Para quem gosta de aviação, a vista é maravilhosa. De um lado da avenida que fiquei, o mar. Do outro, a cabeceira da pista. Dessa maneira, os aviões pousavam em frente e decolavam passando por cima da gente! Até aproveitei a estadia no hotel para assistir finalmente o filme "Pequena Miss Sunshine", o qual recomendo "de com força" pra todo mundo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na sexta, o último passeio. Conhecemos Itacaré! É uma cidadezinha bem pequena mas, por incrível que pareça, mais movimentada que Ilhéus (em questão de turistas). Na jornada tivemos uma brincadeira em que a guia pedia um determinado item e o lado do ônibus (dividido em dois times) que tivesse em maior quantidade ganhava. Bia fez questão de que a guia me notasse na hora de escolher os líderes do grupo. Do lado esquerdo eu, do direito, Thiago. Ao final, o líder perdedor pagaria uma prenda. Vencemos a prova, mas como ri demais na hora de colocarem o Thiago nos trajes da prenda (uma canga, uma bolsa vermelha, chapéu e óculos escuros) a guia fez questão de me colocar na mesma situação. Se alguém assistiu à peça "O Funeral" e viu a primorosa e estilosa Ramona, sabe que isso não chegou a ser problema pra mim. Resultado: os dois únicos homens solteiros da excursão foram levados a desfilar e dançar o créu (melô da viagem)! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fomos numa barraca de uma simpática senhora que se gabava de fazer o melhor feijão da região! Convidou-nos para que, na próxima vez ficássemos em Itacaré. Se na Bahia não existe opção de fugir dos pernilongos no litoral, por que não? A guia sentou-se na nossa mesa e, parecendo um pouco preocupada, me disse que não sabia que eu "levava jeito pra coisa" quanto à pagação de mico no ônibus. Ri bastante e respondi que "desde muito que levava jeito"! E com muito orgulho! No mais, o clima estava bem "relax" tocando de início no sistema de som Bee Gees e depois, música MPB ao vivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltamos pra Ilhéus e nos preparamos para a última saída da viagem-o Luau. Bem animado, por sinal... com direito à forró (tocaram sapatinha 37, que eu gosto demais!!!), samba de raiz, apresentação de capoeira e sertanejo. Gostei e muito! Ficamos até meia-noite, voltamos para o hotel, arrumamos as bagagens e, ao que pareceu, os pernilongos deixaram para atacar com força total no último dia. Na hora de despachar as malas para o aeroporto-chuva (duas e meia da madrugada!!!). Meu humor despencou pela falta de sono, a gripe que peguei e as muriçocas! No aeroporto, Cláudia Leite irrompeu direto para o seu jato, distribuindo sorrisos e cumprimentos para o pessoal que cercavam-na. Pareceu-me uma simpatia! O vôo saiu às quatro e quarenta, pousou no aeroporto de Belo Horizonte às seis da manhã. Trícia e Bianca seguiriam direto para Patrocínio mas eu, tendo à frente uma semana de provas na faculdade (e não tendo lá muita simpatia mais pelo feriado da páscoa), fui direto para casa, dormir um monte!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ilhéus me decepcionou quanto aos planos de badalação. Mas me surpreendeu quanto às expectativas da viagem. Me diverti muito, descansei bastante e vivi sem me arrepender, cada momento saudavelmente (como tento fazer sempre). Valeu de verdade!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sorria, vá pra Bahia!!!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-8859558087620309746?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/8859558087620309746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=8859558087620309746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8859558087620309746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/8859558087620309746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/03/uaiiii-c-num-sabi-naummmmmm.html' title='Uaiiii Cê num sabi naummmmmm?!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-6u-EkYvYI/AAAAAAAAADw/ArH9eQvwebM/s72-c/Imagem+107.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4375478885312439411</id><published>2008-03-25T08:40:00.007-03:00</published><updated>2009-03-30T01:09:17.953-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Affe Maria! É Deus e o Diabo na Bahia!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-uxv0kYvXI/AAAAAAAAADo/jED9qw3C_-U/s1600-h/DSC01444.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182431231343115634" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-uxv0kYvXI/AAAAAAAAADo/jED9qw3C_-U/s400/DSC01444.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem momentos em que você não faz idéia de aonde a vida está te levando até que retorne da jornada... Não sei se contigo já aconteceu algo parecido. Bem, comigo foi exatamente assim que viajei para Ilhéus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda metade do mês de março...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chovia em Belo Horizonte desde às seis da tarde e estávamos terminando de arrumar os "badulacos" nas malas e bolsas. Eu, Trícia e Bianca. Os três na reta final de uma viagem que programamos a uns dois meses. Eram quase nove horas quando chamamos o táxi. Ao chegarmos na portaria, constatamos a impossibilidade de levar as malas ao carro sem se molhar. E é claro que o único homem do grupo faria o transporte, isso não precisava (nem iria) ser discutido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do carro, tinhamos 12 minutos para pegar o ônibus Rodoviária-Aeroporto e como sempre, todos os sinais estavam vermelhos. Chegamos em tempo. Malas no bagageiro, pessoas nos respectivos assentos, o expresso saiu em direção a Confins e a chuva havia parado. Uma hora depois, no terminal de passageiros, fomos um dos primeiros a fazer o check-in do vôo 1703 com destino à Ilhéus, marcado para decolar às 23:30, mas devido à chuva, sofreria um atraso de uma hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sala de embarque, fizemos uma "boquinha" antes de prosseguir viagem, afinal... Barrinha de cereal não enche. Eram meia noite quando chamaram para o embarque. E, ao olhar pela janela, percebi que a chuva tinha voltado com tudo. Embarcamos, taxiamos e decolamos prevendo uma hora e dez de vôo até Ilhéus. Chacoalhamos um pouco até atingir o nível de cruzeiro. Pousamos às 1:05 da manhã quicando. Pelo que perguntei depois, esse parece ser o costume em se tratando do aeroporto de Ilhéus. A aproximação pelo mar, e ainda à noite não concede uma idéia precisa de altura. Assim, muitos pilotos precisam desacelerar bruscamente a aeronave antes do pouso, o que causa o "quique" um tanto desconfortável. Antes na pista do que no mar, né não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que passamos da porta do avião, o ar quente da Bahia estava quase palpável! E era uma da madrugada!!! Pra quem vinha de dias de chuva atrás de chuva, foi complicado de aostumar, ainda mais quando volta e meia entramos num ônibus ou num quarto de hotel com ar condicionado "no talo"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagagens à mão, direto para o hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Check-in na recepção, chaves e quarto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ambiente meio rústico, mas bem conservado. Mas a surpresa foi a quantidade de pernilongos! No primeiro ataque, contei 12 cadáveres. Não pude evitar! Era o mínimo para garantir uma noite tranquila... Porém... Problemas com a descarga nos levaram a mudar de quarto na manhã do dia seguinte. Não haviam mais quartos para três pessoas disponíveis. Então, a solução foi levar a cama da Bia para um quarto com capacidade para dois hóspedes e "dar um jeitinho". Problema da descarga resolvido... Dos pernilongos não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro dia, acordamos cedo para tomar o café da manhã... De repente, um barulho irônicamente trágico... Chuva! Às oito da manhã, na Bahia, CHUVA! C-Jura!!! Pois é, e não foi a última...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos apresentados às opções de passeio e eram quase onze horas quando finalmente pude ir à praia! Já era hora!!! Conseguimos achar uma cabana próxima do hotel com comida boa e barata. Não consigo comer peixe então, só posso dizer à respeito do filé com fritas... E estava muito bom! No início da tarde, uma chuva pesada fez todo mundo fugir da areia e se amontoar na parte coberta. E assim, à partir deste dia, nos familiarizamos com a regularidade meteorológica de Ilhéus nessa estada: chuva forte de duas em duas horas e com duração de dois a cinco minutos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos para o hotel, jantamos um misto quente (por que o restaurante do hotel não funciona no domingo!) e cama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira, city tour de São Jorge dos Ilhéus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo na cidade gira em torno dos padroeiros, do cacau e de Jorge Amado! Os illheenses por sinal amam o Jorge. Nota-se pelo orgulho em que falam a respeito das suas obras e principalmente, a mais famosa: Gabriela! Ele teve que sair fugido da cidade por publicar em suas histórias, fatos que realmente aconteceram, apesar de ter mudado os nomes das personagens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a falar da cidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela vista, muito quiseram imitar o Rio de Janeiro. Um cristo em miniatura, o Palácio do Catete... Acredito que por Ilhéus possuir uma baía de entrada similar à Bahia da Guanabara no Rio. Uma cidade bem praiana e calma. Poucos prédios, muitas casas com arquitetura mais histórica e monumentos que fazem glória aos barões do cacau. Ilhéus foi construída em grande parte com o dinheiro das plantações cacaueiras, como a catedral de São Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato curioso inclusive, à respeito da Catedral: Ela é uma "bagunça" de estilos arquitetônicos! Contam que muita gente quis dar pitaco na construção e, como todo mundo podia, misturaram tudo! Por incrível que pareça ficou bom!!! Acho que o arquiteto além de diplomata, tinha O dom. Outra curiosidade: O restaurante próximo à Catedral "Vesúvio", era conectado com o cabaré da rua de trás, o "Bataclan". Assim, segundo os guias do passeio, antigamente os coronéis do cacau traziam suas mulheres para a missa, pagavam uma propina para o padre demorar no sermão e "pulavam a passagem" do Vesúvio para o Bataclan. Quando os sinos da igreja anunciavam o final da missa, eles voltavam para o restaurante e agiam como se naaaada tivesse acontecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia, visitamos o próprio Bataclan, algumas lojas de artesanato e a Casa dos Artistas, na qual assistimos a uma apresentação em que fui cantado por ninguém menos que Gabriela Cravo e Canela! Atores independentes apresentam um pouco da história de Gabriela, interagindo com a platéia um tanto... assustada. Imagine o que deve ser para uma mãe, acompanhada do filho ter que responder se gosta de "soltar pipa" a uma maliciosa Gabriela... A moça olhava o filho com o canto do olho e de novo para a atriz, tentando dizer: Olha meu filho aqui! Não me pergunta isso!!! Foi divertidíssimo e me deixou uma enorme vontade de ler a obra de "Jorginho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair de lá, a chuva despencou sobre o centro da cidade, fazendo todos se abrigarem nas lojinhas de artesanato locais. Compras feitas, chuva passada, fomos ao Bar Vesúvio esperar a hora de ir para a Praia de Olivense, cidade ao sul de Ilhéus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma praia ótima, barracas com boa infra-estrutura, mas eram mais que onze da tarde. Se eu quisesse aproveitar o mar, deveria esperar as três da tarde. A excursão voltaria para o hotel às duas e meia... Ossos do ofício de quem não pode com o sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta altura descobri que em Ilhéus, você aproveita o dia. A noite é sofrível para quem gosta de badalação. As boites são "sazonais". A maioria do pessoal é casado, de mais idade ou de menos idade... Não é um atrativo muito grande para o público jovem definitivamente. A menos que você curta uma vida beeeem calma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia não terminou no hotel. Fomos buscar a noite da cidade. Perguntamos ao recepcionista qual era a melhor opção. Ele indicou um barzinho chamado "Barraquítica", próximo à Catedral que estivemos mais cedo. Chegamos sem maiores problemas, mas na hora de descer do ônibus, seguimos o caminho errado e levamos meia hora para achar o Barraquítica. Uma das melhores atrativos da cidade definitivamente é a comida! Em todos os lugares que fomos, não houve nenhum que desapontasse nesse sentido. Mas é caro! Os pratos variam de 25 reais à 85 em algumas barracas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta para o hotel. Chegamos no ponto nove e meia da noite. Ficamos esperando sem saber que os ônibus passam para o nosso destino de uma em uma hora! E ao chegar no ponto, um havia acabado de passar... Resultado... Depois de uma chuva, pessoas exóticas, gritos e irritações, chegamos no hotel às onze horas da noite. No dia seguinte, iríamos num passeio saindo às seis e meia da manhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua, por que se eu, que não tenho quase nada pra fazer estou no segundo dia de escrita, imagina você lendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hahahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4375478885312439411?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4375478885312439411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4375478885312439411' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4375478885312439411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4375478885312439411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/03/affe-maria-deus-e-o-diabo-na-bahia.html' title='Affe Maria! É Deus e o Diabo na Bahia!!!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R-uxv0kYvXI/AAAAAAAAADo/jED9qw3C_-U/s72-c/DSC01444.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-4470142274366464702</id><published>2008-03-05T11:35:00.006-03:00</published><updated>2009-03-30T01:09:30.262-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>Nada é como parece...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R87IoKMTBbI/AAAAAAAAADg/TB6Ag5T8zK4/s1600-h/00040_copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174293614151534002" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R87IoKMTBbI/AAAAAAAAADg/TB6Ag5T8zK4/s400/00040_copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Férias de Julho, ano... 2007 d.C&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não lembro exatamente o dia mas lembro da cena...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desliguei o telefone depois de ser mais uma vez intimado por minha amiga Mia, a ir à São Paulo. Pensei muito e a vontade já existia. O problema era o dinheiro... Foi pouco depois que um avião vermelho e branco ultrapassou a pista do aeroporto de Congonhas e explodiu no prédio da própria empresa...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tinha que ir!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passei muito tempo sendo bloqueado pela timidez ou pela simples idéia de não saber o que vai acontecer - com coisa que sabemos em todos os momentos da vida... Dessa vez, ia mais com a vontade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falei com minha mãe que estava de saída, iria passar o fim do mês em São Paulo e voltaria de lá para BH, recomeçar o segundo semestre. E de avião. O preço de uma viagem de ônibus ficaria em 200 reais ida-e-volta mais a duração: 10 horas. Pela OceanAir, o vôo sairia de Uberaba, chegando em Guarulhos (na época, a empresa tirou os vôos de Congonhas pela crise pós-acidente) e o retorno, sairia de Congonhas (o prazo dos vôos remanejados terminaria no dia 31 de Julho) e pousaria em Confins por 230 reais e 45 minutos de duração... Compensa, não?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como as mães tem uma tendência a se armar de catástrofes imaginárias para proteger os filhos, no meu caso não foi diferente. Mesmo assim, não abri mão e criei um certo "climão" nos dias que antecederam a viagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Avisei Mia, ficaria hospedado na casa dela...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Passagem comprada, sexta-feira às seis da manhã embarquei em um ônibus para Uberaba. São dois caminhos que levam de Patrocínio a Uberaba, o das seis da manhã é o mais longo e por estrada de terra. Eu não sabia que seria o percurso mais longo e entrei em pânico pensando que não daria para chegar à tempo do embarque. Mais uma fase-neura. Mesmo levando quatro horas completas, o ônibus chegaria em Uberaba faltando uma hora e vinte para o horário de decolagem. E assim aconteceu. Rodoviária, taxi, aeroporto, check-in, espera...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;11:20 e nada... 11:30 e nada...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha cabeça, só a voz de mamãe: "Você larga de ser teimoso, essa coisa de horário não existe mais, vai acabar ficando preso no aeroporto e perdendo dinheiro!" Mais dez minutos e o fokker 100, ou como a OceanAir prefere chamar, o MK-28 apareceu no horizonte do Triângulo Mineiro acendendo os dois faróis de pouso, um em cada ponta de asa (característica marcante desse avião) e trazendo uma chuva fina, porém contínua. Vindo de Belo Horizonte, uns vinte passageiros desembarcaram e foi iniciado o nosso embarque. Muita gente costuma ir pra São Paulo, saindo de Uberada. A cidade parece sofrer mais influência de lá do que de BH...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Assento ocupado (na janela, claro!) e fiquei esperando o embarque terminar. Finalmente um avião com bom espaço pra quem tem pernas cumpridas como as minhas! O piloto pediu desculpas pelo atraso de vinte minutos, o que na época era praticamente sair no horário e começou o taxi para decolar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Motores levados à potência máxima, disk-man no ouvido, freios soltos, House "bombando" Cinderella Rockafella e o fokker 100 ergueu-se majestoso e estável, direto para a frente fria que se aproximava de Minas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-e87cf736991ec74" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0e87cf736991ec74%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D743FDCF1BE7E6C3C96D884BF5CD6BC548E1E88AA.7C5C864EC9A05167120EEF91338894566B0D0FF9%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De87cf736991ec74%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DkWqoA_wkv96SXK6DLOjI12Ecamo&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt8.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0e87cf736991ec74%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330179576%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D743FDCF1BE7E6C3C96D884BF5CD6BC548E1E88AA.7C5C864EC9A05167120EEF91338894566B0D0FF9%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De87cf736991ec74%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DkWqoA_wkv96SXK6DLOjI12Ecamo&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pouso no Aeroporto Internacional André Franco Montoro quarenta e dois minutos depois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pela primeira vez, vi o famoso "Guarulhos", lindo, grande, poliglota e abarrotado pela crise, já que os vôos de congonhas foram transferidos para lá. Encontrei a Mia e fomos "bater perna" pelas lojas, lanchonetes e balcões de companhias aéreas. Fazia um tempinho que eu não via minha amiga e o asunto rendeu tanto que passamos umas quatro horas só para colocá-lo em dia. Pegamos um ônibus até a estação de metrô e de lá, até a Avenida Paulista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mia morava lá perto, mas saimos em plena avenida. Toda vez que saio do "underground" de Sampa, subo as escadas e a paisagem desdobra prédios altos, torres, o movimento maciço de SP e a vida que pulsa entre o monóxido de carbono e o concreto, arrepio até a alma. Amo São Paulo! É só isso que consigo pensar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fui direto com mais duas amigas da Mia (Bru e Deza) para a concentração pré-balada no apê. Nessa noite, ainda não sabíamos o que fazer, aonde ir mas esse "detalhe" viria com o tempo. Apresentações feitas, sentamos para conversar de tudo, comer e... beber. Pela primeira vez, saí do meu limite sem perceber. Descobri que quando fico tonto, tenho crise de riso! Ou isso, ou disparo a conversar em inglês! Vai entender... O fato é que foi exatamente nesse estado que ganhei as ruas do centro. Paramos em frente a uma balada, um provável "inferninho" e esperamos para entrar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada vez ficava mais sonolento... Houve um desencontro, um mal-entendido e voltamos pro apartamento. Mas só eu permaneci por mais tempo. Assim que vi a cama, apaguei e só acordei no dia seguinte, com o interfone anunciando o retorno das "minas". Foi anormal, mas não posso negar - extremamente divertido! Saí dos tabus e experimentei um pouco do que seria o domínio do álcool. Um tanto sem-graça, mas pelo menos eu matei a curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sábado... BUBU! Desde que saí de Patrocínio, era uma das principais metas na viagem - conhecer a Bubu, uma boite Gls famosa e, pelo site, animadíssima! Marcamos à tarde a lista de presença e esperamos a noite chegar, eu e Mia, na rua Oscar Freire, tirando mil e uma fotos... Foi ótemo! Outro pré-balada, mas nada de álcool desta vez. Apenas uma solução criativa - Sanduíche de macarrão! O que? É um delícia!!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A frente fria já fazia estragos em São Paulo. Quando subimos a Paulista, o termômetro do Itaú marcava 7ºC! Pegamos um buzão, descemos perto da R. dos Pinheiros e seguimos uma fila monstruosa para entrar na balada. Cobrava-se no dia 25 reais até uma da manhã e depois, 35 reais. Quando a nossa vez chegou, eram exatamente 1:04! Faz parte... Entramos, Lounge-Chapelaria- Banheiro e finalmente, A Pista! Dois ambientes. No andar de baixo, o House querido e no de cima, um mix dos sucessos dos anos 80 e 90! Tudo que eu pedi aos Deuses!!! Perfeito!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A noite na Bubu parece ser uma dádiva... Nunca tinha visto tanta gente bonita numa boite! Homens e mulheres de literalmente parar o trânsito. Como não tenho o menor jeito para tomar a iniciativa, ficava mais reparando do que tudo. À determinada altura, dois belos rapazes e eu trocavamos olhares. O critério que iria definir qual eu investiria foi a bebida que cada um segurava: cerveja (ircca!) ou Ice (Bingo!). Então, com toda a timidez que Osíris me concedeu, tentei a todo custo demonstrar interesse... Houve resposta!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Eu sou tímido..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Eu também..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nomes, o que faz, de onde é... e... O beijo! A sensação... O sorriso...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pouco tempo depois, ele precisava ir embora. "Tudo bem" eu disse, "Adorei te conhecer". "Eu também" foi a resposta. Nada de telefones trocados, apenas orkut.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eram duas da manhã e eu pretendia ficar até as seis, com o consentimento de Mia. Subimos ao segundo piso e houve um episódio um tanto cômico de eu investir em um hétero... Hahaha! Deuses! Nada pagaria a cara de susto do sujeito e o riso debochado da namorada (que eu achava ser amiga) para ele! Ora essa! Se não quer, não fica secando!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dançava e reparava até encontrar um olhar correspondido. E estava correspondendo muito, muito bem! Timidez declarada daqui e dali, nomes trocados uma vez mais, cidades-natais (outro carioca!) e um beijo. Provocante, ousado, envolvente e principalmente - com vontade! Ficamos nos conhecendo até o dia raiar. Lucro! Saí sem perceber que eram já sete horas da manhã. Dividimos um taxi (ele, eu e Mia) até a Paulista, tomamos café e trocamos telefones e orkut. Uma foto foi tirada, por ele... Despedimos e eu fiquei imaginando o que seria toda essa empolgação e leveza que fixou um sorriso no meu rosto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dormimos para aproveitar o dia seguinte mas não foi exatamente como pensamos... Mia acordou com dor de garganta. Não saímos no domingo. Isso não foi problema. O celular em silêncio que foi um problema... Assistimos filmes, fizemos mais planos e dormimos. Na segunda, Deza nos fez companhia. Fomos ao Shoping Frei Caneca. Impressionante como é um local "simpatizante"! Me fez esquecer que as pessoas podem ser terrivelmente preconceituosas e homofóbicas. É como se eu fosse livre para amar quem eu quisesse e pudesse sair em público com essa orientação. Quem sabe o ar do Frei Caneca não se espalhe?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O celular permaneceu silencioso...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então, viramos a madrugada com as conversas mais viajadas, filosóficas, psicológicas, fúteis e profundas que surgiam em nossas mentes. Várias fotos, várias poses, vários sorrisos... A amizade é magnífica! Uma vez mais pra mim, a noite passou sem que eu percebesse... E eu passei a amar aquelas duas garotas-mulheres que fizeram dessa viagem, uma inesquecível lembrança!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Seis da manhã, taxi rumo à Congonhas! O aeroporto estava deserto pela diminuição dos vôos mas o OceanAir estava marcado para sair na hora, apesar de os quadros ostentarem vários avisos amarelos de "atrasado" e "cancelado". Liguei para mamãe avisando que o vôo sairia no horário mas não lembrei de evitar dizer o nome do aeroporto. Quando mencionei Congonhas, houve um incômodo silêncio do outro lado da linha. Ela apenas me disse: "Tudo bem, boa viagem e me avise quando chegar. Te amo!" Percebi que colocara todos os medos por trás das palavras e não havia necessidade para que disesse. "Bênção e também te amo!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"OceanAir, vôo 6623 com destino à Belo Horizonte, última chamada."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na manhã de São Paulo, me despedi da capital que eu amo e que pretendo voltar sempre que puder. Taxiando para a cabeceira 17... Essa cabeceira... Ficara famosa alguns dias antes... Percebi o prédio carbonizado logo do outro lado da avenida... Pensei nas imagens que vi na tevê, no desespero da mãe que desabou no chão do saguão de Congonhas ao receber a notícia de que a aeronave que seus dois filhos vinham havia se acidentado e nos gestos obcenos que funcionários do governo exibiram ao saber de que o problema com o avião tinha sido mecânico... Motores à pleno, decolagem, prédios e mais prédios... quarenta minutos depois, estavamos pousando em Confins...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O celular permaneceu em silêncio...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E no orkut houve resposta... Do primeiro rapaz. Quem diria?! Achei que ele não tivesse gostado! As impressões da noite se inverteram depois. Quem achei que não me responderia, tornou-se meu amigo e quem passou toda a noite comigo demonstrando atenção, nunca mais vi. Mais uma situação em que nada é exatamente como parece... E a viagem que começou medrosa e desconhecida, veio a se tornar uma viagem e tanto! É... Acontece...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abração pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-4470142274366464702?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=e87cf736991ec74&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/4470142274366464702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=4470142274366464702' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4470142274366464702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/4470142274366464702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/03/nada-como-parece.html' title='Nada é como parece...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R87IoKMTBbI/AAAAAAAAADg/TB6Ag5T8zK4/s72-c/00040_copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-1187889917072854304</id><published>2008-02-28T15:07:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T01:09:37.805-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>...Mas de qualquer maneira pode ser um caloroso espetáculo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b5NFynLEI/AAAAAAAAADQ/vMdDWbpyojM/s1600-h/rita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172095225369668674" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b5NFynLEI/AAAAAAAAADQ/vMdDWbpyojM/s320/rita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;-Sete horas, Ceci!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentados numa cafeteria do shoping, Cecília e eu nem percebemos como a hora já tinha corrido. O assunto rendeu – sempre rende. Depois de uma seção de cinema e chocolate quente. Eu havia perdido a noção do tempo e tinha um show para ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a fita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um domingo chuvoso, como foram quase todos os quarenta dias que passei em Patrocínio, sentado na sala da casa de vovó, tive de ler mais de uma vez a confirmação de que finalmente teria a oportunidade de ver um show da Rita Lee. “Chevrolet Hall, 23 de fevereiro.” Foi um alvoroço pra mim e pra “dindinha”. Minha tia sempre fã da Rita foi quem me ensinou a gostar. Sou suspeito para dizer, mas em se tratando da Rita, não é necessário muito esforço pra gostar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos planos iniciais, ela também viria a Belo Horizonte. O que não estava previsto foi a piora no quadro de saúde de meu avô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de volta ao shoping, ou melhor, saindo do shoping...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei para casa temendo que, se faltassem duas horas para o show já seria complicado conseguir um bom lugar. Ainda mais quando se compra arquibancada. Nunca fora no ginásio, não tinha noção se ficaria próximo ou não. Não importava. O que queria era ouvir a Rita. Minha irmã chegou a fazer um pequeno incentivo enquanto eu voltava pra casa: “Você vai perder o show!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direto para a Savassi, em trinta minutos estava na fila de entrada. Se houvessem duzentas pessoas, era muito. O “Hall” estava vazio! Graças à todos os Deuses! Consegui um lugar à direita do palco. A dez metros de onde estava o microfone vermelho. Eram oito horas. Até oito e meia, poucas pessoas tinham chegado. Nos quarenta minutos seguintes, assisti a uma verdadeira invasão. O estádio ficou lotado. Por que deixar tudo pra última hora?! E são exatamente os que chegam em cima da hora, que reclamam da falta de estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao show sozinho, mas não fiquei assim por muito tempo. Conversei bastante com minha companheira de lugar, simpaticíssima por sinal. Vi muita gente interessante, mas é um pouco chato ser solteiro em BH. Quanto mais em shows assim. Desde que moro aqui, nunca conheci outra cidade em que o pessoal namora tanto! E para um neurótico como eu, é um “tapa na cara”. Bah, não faz mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às nove e trinta da noite, as luzes se apagaram. Houve uma performance no mais fiel estilo “Chicago” e depois, Rita Lee. De calças xadrez vermelhas, camisa branca e suspensórios abriu o espetáculo com “Flagra”. Pra quem curte, a sensação de ouvir e ver ao mesmo tempo é outra. Muito, mas muito melhor! Liguei pra “dindinha” e coloquei ela ouvindo... Cantamos os três: Rita no palco, eu na arquibancada e dindinha em Patrocínio. Sentado no início, me levantei já na segunda música e assim fiquei até “Vítima”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita Lee fez um espetáculo animado, irreverente, levantou aplausos e vaias (quando afirmou que torcia pro “Galo”), mas principalmente escutou muito da platéia o: “Rita eu te amo”. No meio do show, o pessoal foi à frente do palco dançar, mas os seguranças estavam impedindo. Rita disse apenas: “Deixa a moçada dançar! É proibido proibir!” Um turbilhão de aplausos e gritos aprovaram incontestavelmente. Quase no final, ela cantou “Doce vampiro”. Nessa hora, cada centímetro da minha coluna arrepiou e a voz saiu apaixonada, se juntando aos outros milhares no mesmo estado de espírito. Daí para o choro em “Ovelha Negra” foi um pulo, ou melhor, quatro minutos. Quando ela sentiu que o pessoal estava completamente “no show”, Rita parou de cantar e deixou que o público continuasse: “Baby, baby... Não adianta chamar... Quando alguém está perdido-u... Procurando se encontrar...” Sensação inexplicável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou com “Agora só falta você” e se despediu, dizendo que voltaria. Assim que ela se virou, o público não deu trégua: “Mais um! Mais um!” Batiam palmas, assobiavam e batiam os pés até que ela voltou cantando “Amor e Sexo”. Terminada a música, Rita perguntou: “O que vocês querem ouvir, mineirinhos?!” Seguiu-se um “furdunço”! Uns gritavam “Bwana”. Outros, “Desculpe o auê”... Não havia como, tendo um repertório tão grande, terminar um show com todas as músicas em uma hora e meia. Estendido para duas horas por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com uma marchinha de carnaval, Rita Lee se retirou agradecendo a todos e dizendo: “Eu a-do-rei!”. “Eu também!”, gritei em alto e bom som! Despedi-me da minha companheira usando a frase que virou praxe quando se conhece alguém: “Você tem orkut?” Infelizmente ela não tinha. “Nos vemos no show do Zé Ramalho, então!” Descobrimos que tínhamos planos parecidos... É quase certo que eu nunca venha a encontrá-la de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um sonho realizado. Amei cada segundo do show, cantei com paixão. (não disse afinação) e me diverti horrores. Um bom começo de ano em Belo Horizonte. Vale a pena realizar aquilo que você gosta. Mesmo! Agora só falta você...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abração pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-1187889917072854304?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/1187889917072854304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=1187889917072854304' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1187889917072854304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/1187889917072854304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/02/mas-de-qualquer-maneira-pode-ser-um.html' title='...Mas de qualquer maneira pode ser um caloroso espetáculo!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b5NFynLEI/AAAAAAAAADQ/vMdDWbpyojM/s72-c/rita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-3851802044864470371</id><published>2008-02-28T15:00:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T01:09:45.005-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='voos'/><title type='text'>É bom estar de volta!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b4FVynLDI/AAAAAAAAADI/I5-r8trUNOA/s1600-h/Imagem+008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5172093992714054706" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b4FVynLDI/AAAAAAAAADI/I5-r8trUNOA/s320/Imagem+008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fevereiro... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Final das férias... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem dúvida é um período extremamente contraditório para os estudantes! Alguns ficam amuados diante do fim do longo descanso, da vida calma, da convivência com os amigos que não vemos durante a maior parte do ano... Outros, mal esperam que termine as férias pois não agüentam mais a sensação de “nada pra fazer” pois, acostumados a um cotidiano mais dinâmico, não suportam a calmaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que eu era os dois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mesmos motivos eram fortes justificativas e o resultado foi que, como sempre, me tornei mais irritadiço. Mas no meu caso, isso não chega a ser um problema... Para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extendi o período de férias uma semana a mais que o normal e, de todos os meus amigos que moram fora, eu fui o último a sair de Patrocínio. Mateus e Juliana, dois dos meus melhores amigos me fizeram companhia até as últimas, o que amenizou as coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em um domingo de tarde, debaixo do mesmo clima que me recebeu um mês antes – chuva – que embarquei no tradicional “Expresso União”. Dividi a poltrona com Trícia, minha irmã mais velha e fomos conversando sobre tudo durante boa parte do início da viagem. As mesmas cidades com as mesmas paradas estavam lá, inalteradas. Os arraiais de Salitre e Tejuco, as cidades de Ibiá e Campos Altos. Também, o que eu esperava de alteração em um mês?! Sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos trechos mais cansativos da viagem é a sinuosa “Serra da Saudade”. Não sei o por que do nome exatamente... Dizem que alguns anos atrás, agentes funerários jogavam óleo na estrada para “fazerem fregueses”... Histórias de Minas... Os que tem o estômago fraco não podem ficar longe dos saquinhos ou da rota para o banheiro... São mais ou menos trinta minutos de curvas, uma atrás da outra! Acostuma-se com o tempo. No meio da calmaria, um estouro... Um baque... O ônibus começou a balançar incessantemente até parar completamente. “O pneu furou”, disse o motorista. –Vai demorar uma hora! Quem quiser seguir viagem, tem um “Gontijo” vindo logo atrás. – A voz dele não tinha nada de amabilidade e sim um automatismo estressante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei o tempo livre para comer a “matula” (lanche de viagem, para quem não conhece...) que minha tia tinha preparado e atacar alguns chocolates que havia ganhado de aniversário antes que derretessem... Mentira! Sou chocolatra de carteirinha. Apesar de ter chovido até ali, o tempo ficou firme para que pudéssemos apreciar o pôr-do-sol. A maioria dos passageiros preferiu manter o hábito nada saudável da nicotina e outros, apreciarem os esforços do motorista e da cobradora. Pelas caras que faziam, a existência de uma platéia não foi algo incentivador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente uma hora depois, prosseguimos uma viagem calma até Belo Horizonte, passando pelas cidades finais: Luz, Bom Despacho, Nova Serrana, Pará de Minas, Juatuba e, na grande BH, Contagem e Betim. Na rodoviária, depois de pegar as bagagens – numerosas devido à mudança de apartamento – e um taxista extremamente careiro, chegamos em casa. Pela terceira vez, dormiria em um apartamento ainda estranho. Mas como todas as outras, foi uma surpresa agradável. Em questão de mudança de lares, acredito que eu tenha mais sorte com apartamentos. Não houve um que eu não gostasse. Já se falando de casas, não gostei nada da única em que cheguei a morar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essas lembranças se fariam sentir! Ah se fariam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as mudanças, não há nada no lugar e as primeiras noites não são “completas”. Mas dos males o menor. Chegando mais de dez horas da noite, fiquei até meia-noite arrumando tudo e me adaptando ao espaço novo... À custa de algumas doloridas estocadas... A única dificuldade foi dormir sem travesseiro (ou seja, mínima) por que eu tinha que honrar a minha fama de esquecido... E o guarda-chuva que deixei no carro de mamãe não foi suficiente, ao que parece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, fiz guarda para esperar o que faltava da mobília. Uma cortina não se encaixou bem e tive de ir à rodoviária conseguir um “transfer” dela para Patrocínio. Tentei me virar para aprender quais ônibus iriam exatamente para o meu destino. Nenhum dos que conhecia passava no ponto e, para não perder o horário arrisquei um novo. Resultado: dez quarteirões a pé, por que ele tinha que fazer a curva na casa do caramba! Na volta, o porteiro do meu prédio não queria me deixar entrar, pois não me conhecia. Até aí tudo bem, o problema é deixar você fritando no sol do meio-dia ao invés de fazê-lo entrar. Burocracia ou falta de tato? Bah, é o estresse falando, não liguem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha combinado com Mateus um cinema. Ele faria uma escala em BH com seus amigos de Viçosa e iríamos assistir Sweeney Todd. Um filme musical bom, com ótimos atores, mas recomendo para quem não tem agonia de gargantas cortadas. Depois, faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos momentos se compararam a alegria de rever Luccas (que esteve nos Estados Unidos por seis meses) e Poliana, dois amigos-irmãos que fiz na faculdade e que são na mais reles expressão, especiais! Pena que não seríamos mais colegas, mas combinamos que sempre encontraríamos pela Fumec. Direto para a sala de aula... Momento nada eufórico e matérias difíceis... Mas estou animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom estar de volta...&lt;br /&gt;Belo Horizonte, amo você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-3851802044864470371?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/3851802044864470371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=3851802044864470371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3851802044864470371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/3851802044864470371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/02/bom-estar-de-volta.html' title='É bom estar de volta!!!'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R8b4FVynLDI/AAAAAAAAADI/I5-r8trUNOA/s72-c/Imagem+008.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-796322099394418737.post-2521999923115179538</id><published>2008-01-30T13:35:00.001-02:00</published><updated>2008-05-30T13:14:31.401-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ilhas'/><title type='text'>Tempo de mudar...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R6Cu7jk73XI/AAAAAAAAADA/QUvkyKRQzRA/s1600-h/time.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161317511152262514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R6Cu7jk73XI/AAAAAAAAADA/QUvkyKRQzRA/s400/time.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; notasaocafe.wordpress.com&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabe quando parece que o mundo se move EXATAMENTE CONTRA seus planos? Pois esta foi a exata impressão que tive nos últimos dias...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A maioria do que eu tinha planejado para 2008 afundou na primeira metade de Janeiro! &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Drama?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tô dizendo que foi a impressão de que tudo corria contra mim. Acho que não fui muito específico quando, na virada do ano pedi "de encontro a", e os Deuses entenderam "contra a" ,vai lá se saber...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chegava ao Brasil com uma derrota nas costas - drama narrado por algumas pessoas bem próximas e que fazia todo o sentido pela minha "cara de tacho" e "sorriso amarelo" todas as vezes que explicava o que me acontecera... (mais detalhes, acesse: raninaterradarainha.blogspot.com) Mas havia previsto tudo antes de decidir voltar - o que não tornou as coisas mais fáceis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meu avô, a quem sempre tive como meu herói, não estava nada bem. Como somos uma família unida e solidária, o climão se estendeu a todos os parentes mais próximos na forma de mau-humor e velhas rixas. Finalmente, uma esperança de ter encontrado um relacionamento sério acabou por diferenças sentimentais: eu estava apaixonado, ele não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E foi assim que desisti da programação de 2008, pois nada mais restava da anterior. Mudei de estratégia e deixei de pensar no futuro a longo e médio prazo. Passei a planejar a próxima semana, quando muito. Talvez assim entenderia pra que rumo meu caminho era traçado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficaria um mês na minha cidade-natal, Patrocínio. Sem um nada das minhas economias, torradas na Inglaterra mais uma dívida considerável a ser saudada até o fim do ano - difícil seria quitar apenas com o dinheiro que meus pais mandam para custear meus estudos em Belo Horizonte, mas não seria impossível. De certa maneira fiquei sem amparo para nenhum tipo de extravagância. Me vi sem a possibilidade de erro e, ao invés de me assustar, esta idéia serviu de incentivo: é de aqui para FRENTE, filhote! Meu "furacão" estava criado e cabia a mim controlá-lo e fazer as mudanças necessárias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria um mês de calmaria para planejar a prática dos onze seguintes. Não haveriam exatamente planos, mas uma preparação adequada para o que viesse. Percebi que os amigos são o melhor apoio que se pode ter nesse caso. Agradeci por ter feito grandes amizades e sabido conservar as que envolviam as pessoas mais especiais que conheci. Por sorte ou mérito, não sei, eram muitas!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cursando uma faculdade de Ciências Aeronáuticas, um dos pré-requisitos para a graduação são 150 horas de vôo. Tentei fazer ao menos as que faltavam para completar a primeira fase - o brevê - no mês de janeiro. Vã esperança, por que toda previsão do tempo consultada, ostentava uma nuvem de chuva logo acima dos melhores aeroclubes que conhecia. Mais uma dica: Se prepara! Você vai precisar!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O maior desafio desta fase da vida, acredito que seja perceber os sinais que indicam uma melhor opção para os nossos objetivos, por que muitas vezes, nem sabemos quais são eles. Também vale ver que a vida acontece em anos, não em dias!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A mudança começou: meu primeiro trabalho. Eu trabalhando? Para alguns foi até motivo de piada. O patrão, D. Brígida ou seja, mamãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha mãe sempre me chamou para participar do serviço de cerimonial e organização de eventos e eu nunca tinha aceitado. Não achei que tivesse competência suficiente e tinha trauma de casamentos. Tendo em vista o passado recente, não estava muito apto a escolher entre traumas paralisantes ou achismos. Se não fosse competente, ao menos ficaria sabendo. Aceitei demais!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa sexta-feira nublada, vestindo um terno alugado, gravata dourada, botom estampado "Cerimonial" e sapato social que castigavam pés acostumados apenas a tênis, me olhei no espelho e não me senti muito à vontade. Pouquíssimas vezes usei traje social. O colarinho da camisa pinicava horrores! Mas a empolgação do primeiro trabalho manteve em mim um orgulhoso sorriso por toda a noite.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Conhecia alguns membros da equipe e quando me apresentei uniformizado, notei divertido as expressões surpresas dos que havia dito, algum tempo atrás, que nunca trabalharia no serviço de cerimonial. Melhor foi escutar, ao invés de críticas, a expressão: "Até que enfim!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeira fase: Igreja. Que ironia! Não só por que eu não assistia uma celebração católica há dois anos, mas por eu ter sido encarregado da leitura do missal. Presumi que minha chefe havia arquitetado a situação. Não fora nada fácil convencer minha mãe de que não me considero católico apesar da minha formação. E até hoje, sempre que ela pode, arranja um jeito de eu participar da liturgia. Tudo transcorreu normalmente para os convidados e eletricamente para nós. Comunicávamos por olhares, gestos e conversas no "pé do ouvido" - tudo o mais discreto possível.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segunda fase: Festa. E que festa! O lugar estava completamente preparado para uma noitada memorável. Tudo de muito bom gosto: decoração, pista de dança, buffet e o que estaria sob meus cuidados - a mesa de doces. Nunca tinha visto nada igual. Várias mesas dos mais variados tipos de bombons e um bolo gigantesco. Foi árdua a tarefa de demover os convidados de "atacarem" antecipadamente. Achei que as crianças seriam as mais ousadas, mas os adultos quando sob efeito de algumas cervejinhas, são difíceis de serem controlados. Quanto mais mirando direto no chocolate! Depois de liberados, nem cheguei a ver a sombra das guloseimas que passara a noite toda vigiando (e namorando)! Repeti mil vezes para me conformar que estava ali para trabalhar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No final da festa, fiquei encarregado de que todos os convidados levassem a lembrancinha. Isto me rendeu alguns abraços acalourados e vezes de conselheiro aos que tinham se animado demais com as bebidas. No mais, cheguei ao final do expediente contente de tudo ter dado certo, sentindo dor intensa do joelho para baixo, mas animado com o meu desempenho. Para completar a alegria, sobraram alguns chocolates! Meus "protegidos", me orgulho em dizer, estavam deliciosos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Abraço pra você!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/796322099394418737-2521999923115179538?l=vooseilhas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vooseilhas.blogspot.com/feeds/2521999923115179538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=796322099394418737&amp;postID=2521999923115179538' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/2521999923115179538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/796322099394418737/posts/default/2521999923115179538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vooseilhas.blogspot.com/2008/01/tempo-de-mudar.html' title='Tempo de mudar...'/><author><name>Ranieri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09264967035507399323</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp1.blogger.com/_Lw4ptrZ4zJk/SC5VtrvfpMI/AAAAAAAAAEY/f0fxgGIXug4/S220/fotos+054.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Lw4ptrZ4zJk/R6Cu7jk73XI/AAAAAAAAADA/QUvkyKRQzRA/s72-c/time.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
