quarta-feira, 8 de junho de 2011

Paulistano, finalmente...



Fote: google imagens

Paulista - natural do estado de São Paulo.
Paulistano - natural da cidade de São Paulo.

Seguindo a conceituação linguística, eu nunca serei paulistano. Porém, desde sempre eu nutri uma paixão pela cidade de São Paulo. Acredito que o apaixonado a tal ponto que objetiva e torna-se habitante dessa capital tambem mereça a designação "paulistano". Afinal, passarei a enfrentar engarrafamentos, filas e outros problemas gigantescos que apenas uma metrópole com 11 milhões de habitantes possui. Já sou um apaixonado, curioso e entusiasta deste cenário e o principal, chego com muitos sonhos na bagagem, bem como o entusiasmo para realizá-los. Por que não poderia tambem ser considerado "paulistano"?

Era um sábado chuvoso, dia 27 de maio... Acordei de madrugada para embarcar rumo à São Paulo. Ficaria hospedado no apartamento de um amigo enquanto procurasse emprego e apartamento. Tinha até o dia 13 para encontrar todas as soluções para as dúvidas, perguntas e ansiedades que me assombravam. Confesso que saí de Belo Horizonte dividido. Uma parte sentiu muita falta (quanto mais nos primeiros dias) da turma de amigos, do apartamento familiar e do clima quente dos mineiros.

Outra parte, mal poderia esperar para mudar de horizontes. Esse lado carregava o peso das escolhas erradas, dos traumas emocionais, das paixões mal sucedidas e da vida monótona que me acompanhava há alguns meses. Esse lado era pesado, mas não seria o impulso que me moveria em São Paulo, afinal eu levarei meus problemas aonde quer que eu vá, à menos que dê um fim definitivo, independente da localização geográfica.

Me acostumar com o frio foi quase um tratamento. Estado nervoso exaltado, frio e uma certa saudade me atormentaram de novo. Tive medo de não ter forças pra continuar lutando por uma mudança. Porém, amigos, conhecidos e até os desconhecidos começaram a se mostrar mais solícitos do que um homem medroso imaginaria.

Sim, fui medroso. Tive medo de que São Paulo me engolisse. Aquela paisagem infinita de prédios, concreto, asfalto, carros e gente que tanto eu apreciava, passou a significar um ambiente estranho e hostil ao meu ponto de vista. Uma selva de frieza e praticidade extrema, mas que acabou sendo menos selvagem do que pareceu.

Com o tempo, fui desvendando a metrópole. Vendo que cada coisa tem o seu ligar, cada pessoa enxerga diferente, mas respeita essa diferença (na maioria) afina, como é possível pensar uniforme com tanta gente? A infinidade de problemas passou a ser infinidade de oportunidades e soluções e a imagem da cidade foi mudando... Voltando a ser a São Paulo que conquistou espaço no meu coração desde que a conheci, quase 7 anos atrás.

Ainda continuo a procurar emprego, mas achei o apartamento (esse será o tema de outro post...) e em breve, me mudarei de fato. Mas já posso dizer que a cidade em que moro, mora também no meu coração...

Abraço pra você!

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