domingo, 18 de maio de 2008

Reflexões sobre a Paixão

Quem já passou por essa vida e não viveu.
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu.
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada não.
('Como dizia o poeta' - Vinícius e Toquinho)


Eu tenho o costume de fazer algumas brincadeiras - irônicas ou não - sobre as pessoas que estão namorando ou apenas 'apaixonadas'. Eu posso ser interpretado de erradas maneiras com essas brincadeiras, mas depois de um tempo começamos a perceber que aquilo que falamos não pode ser levado a sério. Comigo pelo menos algumas coisas em algumas ocasiões não podem ser levadas à ferro e fogo.

Costumo dizer que 'odeio gente feliz' e 'odeio gente apaixonada', e mais, eu ainda me incluo nessas duas frases. Estar apaixonado é enjoativo e nauseante.
Imagina: ficar todo chamegos, pensando o dia todo na pessoa, morrendo de sofrimento, contando minutos e até segundos para ver, tocar aquele ser que tanto tinhamos almejado horas atrás. Quer coisa mais complicada que esta?

Mas nos entregamos a situações como estas por sermos humanos, somos alvo de carência e falta de amor, então temos que nos resignar e não lembrar das dores passadas, dos momentos infelizes de finais de outros relacionamentos. E esquecemos destes momentos realmente. Cada vez que nasce uma nova paixão mergulhamos de cabeça, descemos fundo em um nado sem volta. Paixão é afogamento. A sensação de retorno a superfície, de conforto e alívio vem depois com o amadurecimento do amor ou então com o término da relação. Não tem outra alternativa, fica tão sufocante aquela intimidade próxima, aquele ardor de fome, de beijos, de corpo, de sexo que ou vai ou fica pelo caminho.

Ao mesmo tempo que é tão sufocante, a paixão é tão sutil e leve como maresia. Entre os dois indivíduos participantes do caso apaixonante ao mesmo tempo que ocorre essa ferocidade pelo outro existe a sensibilidade, o carinho, o encontro dos dedos. Paixão é contrária as regras estabelecidas pela sociedade. É pura e perigosa.

Paixão é mãos dadas, em uma praça na hora do por do sol, vento no rosto, cabelos remexidos, intesidade, vontade, e insaciabilidade.

Paixão é insuportável.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A Virada Cultural no Centro de SP


É... só agora consegui me recuperar plenamente do cansaço que me acometeu neste fim de semana e por isso estou aqui para contar um pouco sobre os acontecimentos últimos.
Tudo começou na sexta-feira, dia movimentado, trabalho no IEB, aula do Pasta até às 23h30. Já na aula, lá pelas 22h20 se ouvia o borbulhar de vozes no gramado da faculdade e um pouco depois a música dos anos 50, 60...enfim, SOM!
Acabou a aula e fui encontrar os amigos na festa "Do Elvis ao Créu" que estava organizada, com "boa" música, vazia, e com cerveja cara. A questão da cerveja eu abstraio porque eu odeio esta bebida amarga!
Enfim, fiquei na festa até às 5h da madrugada, dançando e me divertindo com o pessoal.
Cheguei em casa 5h30 e cai na cama conseguindo dormir até às 9h.

...

10h já estava trabalhando no IEB, com documento, bilhete único, chaves de casa, algum dinheiro, e óculos escuros para ir direto para a Virada Cultural.
Trabalhei até às 16h e de lá peguei um ônibus direto pro Centro.

Mas no meio do caminho, aproximadamente na Av. Paulista, percebi que estava com fome.
Ok. Tenho Bilhete Único, pensei.
A coisa mais perto/barata era o Habib's da Alameda Santos. Saindo do restaurante peguei mais um ônibus e fui parar direto no famoso cruzamento da Ipiranga com a São João. Lá estava montado o palco principal do evento. Antes de mais nada digo: agora concordo com a frase que está virando símbolo da cidade. São Paulo é tudo de bom! Segue portanto todo meu percurso pela Virada Cultural 2008.


18h - Show: Cesária Évora no Palco São João: Cantora cabo verdiana FANTÁSTICA! Ritmo quente e dançante. No meio do show percebi que existem vários cabo verdianos no Brasil!
Experiência muito, muito boa este show.

21h - Show: Gal Costa no Palco São João: Não precisa de apresentações, o show desta mulher foi fantástico, músicas como London, London; Sampa e Trem das onze estiveram presentes. O segundo melhor show da Virada com certeza!

23h - Show: Roberto Luna no Palco do Largo do Arouche: Eu estava lá apenas pra descansar no gramado. Show do estilo brega e dançante.

24h - Show: Zé Ramalho no Palco São João: Outro que não precisa de apresentações. Show intenso, político, social, PERFEITO.

01h - Show: Antonio Carlos e Jocafi no Palco do Largo do Arouche: Outro show que ouvi descansando no gramado.

03h - Show: Mutantes no Palco São João: Show INIMAGINÁVEL e FANTÁSTICO. O terceiro melhor da Virada 2008. Intenso, estranho, político e artístico!

Das 05h30 às 09h - Andei pelo Centro, joguei Truco, tomei café da manhã.

09h - Show: Canja Rock Blues no Palco Canja: Um evento com mais de 100 músicos se revezando durante às 24h de evento.

10h - Cinema: Filme - Machuca: Serviu para dormir às duas horas de filme! hahahaha

12h - Almoço com direito ao famoso Bauru do Ponto Chic

Andando pelo Largo em frente ao Ponto Chic rolou uma capoeira.
Antes de chegar até o Palco da Dança também passei pelo evento 24h de Piano na Praça.

13h - Ballet no Palco da Dança: Ballet Stagium - Ano passado assisti à apresentação deste grupo, dançando músicas do Chico Buarque. Não deu para perder esse ano. Dançaram músicas de raiz, como exemplo: Asa Branca. FANTÁSTICO!

14h - Show: Arnaldo Antunes no Palco Rock da Praça da República: Show pra descansar e pensar, com MUITO sol na cabeça. Muito bom também!

15h - Show: Orquestra Imperial no Palco São João: Show de uma banda que não conhecia. Estava tão cansado que ainda não emiti opinião sobre a apresentação.

18h - Show: Jorge Ben Jor - Apresentação animadíssima. Intensa. Suada. O melhor show da Virada com toda certeza.
"Moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por naturezaaaaaaa"
INESQUECÍVEL.

Virei com a Carolina Zanata, amiga da Letras, de Virada mesmo foram 27 horas!
Foi realmente muito bom.

Agora quando eu ouvir a seguinte música com o seguinte verso tudo será diferente:

"Alguma coisa acontece no meu coração...que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João..."

Agora o coração bate mais forte ao ouvir falar nestas ruas...

domingo, 6 de abril de 2008

O primeiro a gente nunca esquece!


Até que enfim!


Consegui um tempo para fazer meu primeiro post nesse blog!

Depois de percalços de exclusão inesperada aqui estou!


Na verdade hoje falaremos sobre um assunto bem delicado: amores.

Ou melhor: amores possíveis!

Hoje foi um dia daqueles que pode-se dizer perfeito para dormir debaixo das cobertas com o amor da sua vida comendo chocolate, pipoca e vendo um bom filme romântico.

Ou então passear pela cidade de São Paulo que em dias de domingo é calma e tranqüila: poderia pegar um bom cinema, um teatro ou apenas sair para jantar fora, dar uma volta.

Ainda mais aqui: uma infinidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo.


Aí, você chega e me diz: sou solteiro! Meu Deus! Acabou-se.

Solteiro em São Paulo? SIM! Acontece...somos muitos, sempre ocupados, sempre correndo na Av Paulista, no Metrô, no Centro ou para pegar um ônibus lotado e acabamos por nos desencontrar, no caso você e sua alma gêmea.

É uma luta eterna de prazeres, andares, vias, procuras... Estamos nos procurando, mas ainda não nos esbarramos.


Será mesmo?


A maior capital da América do Sul, a mais caótica de todas e perante tanta gente, ninguém me satisfaz?

E ainda, quando começa a satisfazer, a pessoa parece que não está satisfeita?


O problema é meu?


Pode até ser.


Mas nesta cidade tumultuada que tem garoa a rodo, buzinas, carros e pedestres disputando espaço no escuro 'anoitecido', em algum lugar deste território um dos quase 20.000,00 de habitantes precisa aprender os meus defeitos.

E gostar deles! Amar como se fossem seus...


...e eu comprarei chocolates e pipocas!


ó vida!


d'onde estão os amores possíveis?





Feedback:

"foi só por um segundo, todo tempo do mundo...

que o mundo todo se perdeu..."